Translate

Mostrando postagens com marcador aba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aba. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Trauma psicológico moral

               Falarei nos próximos parágrafos sobre os bloqueios psicológicos que entravam nossa evolução moral, esses bloqueios surgem no decorrer de nossa vida com as experiências vividas no dia a dia, geralmente esses traumas estão associados a sentimentos negativos que adquirimos em nossa escala evolutiva.
               Como espirito, nascemos simples e ignorantes, e o primeiro defeito moral a surgir é o egoísmo que surgiu nos tempos primórdios da evolução, onde o homem necessitando lutar por seu alimento e pelo direito de acasalar o fazia através da violência, devido à falta de conhecimento de métodos mais civilizados. Com a violência empregada pelo homem na aquisição de suas necessidades básicas surgiu também a crueldade, o orgulho entre outros graves defeitos.
Kardec explica, o que é ignorância, no livro "O Céu e o Inferno", Primeira Parte, Capítulo VIII, item 12, como sendo “sem conhecimentos nem consciência do bem e do mal, porém, aptos para adquirir o que lhes falta.
               Portanto o homem não tinha consciência de si mesmo e era assim bastante animalizado, mas já trazia dentro de si os instintos que são sementes dos sentimentos nobres, instintos como: instinto de sobrevivência, de perpetuação das espécies e outros que vão sendo lapidados a ferro e fogo no decorrer das situações vivenciadas pelo espírito na carne e fora dela, quanto mais os espíritos evoluem intelectualmente e incorporam em suas consciências novos conceitos, menos ele necessita do sofrimento para evoluir, sendo a ignorância um dos fardos que jesus promete tirar das pessoas que               O procura, tornando mais suave a caminhada evolutiva.
             Nas palavras de São Luís, à questão 1006 de "O Livro dos Espíritos", “apenas os criou a todos simples e ignorantes, tendo todos, no entanto, que progredir em tempo mais ou menos longo, conforme a vontade de cada um. Percebemos com clareza nessa passagem do livros dos espíritos que a vontade é que nos move, sendo esse movimento realizado sempre em direção ao bem, porem de forma mais ou menos acelerada dependendo do fato dessa vontade ser mais persistente no bem ou no mal.
             Livro dos espíritos questão 120. “Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?”
“Pela fieira do mal, não; pela fieira da ignorância.”
           Portanto não precisamos sofrer para evoluir, se sofremos é porque escolhemos o mau em vez do bem, pois nosso livre arbítrio nos permite fazer essa escolha.
Kardec afirma na revista espirita de junho de 1863 que o Espírito criado simples e ignorante está, em sua origem, num estado de nulidade moral e intelectual, como a criança que acaba de nascer; se não fez o mal, não fez, não mais, o bem; não é nem feliz nem infeliz; age sem consciência e sem responsabilidade; uma vez que nada tem, nada pode perder, e não pode, não mais, retrogradar; sua responsabilidade não começa senão do momento em que se desenvolve nele o livre arbítrio; seu estado primitivo não é, pois, um estado de inocência inteligente e racional; por consequência, o mal que faz mais tarde infringindo as leis de Deus, abusando das faculdades que lhes foram dadas, não é um retorno do bem ao mal, mas a consequência do mau caminho em que se empenhou.”
Portando o espirito quando criado não tem amor nem ódio, e não tem conhecimento de nada apenas faz suas escolhas conforme seu livre arbítrio.
           O amadurecimento psicológico adquirido em nossas experiências é que nos colocará em posição de conforto em relação ao sofrimento.
           Os complexos psicológicos que tanto nos atordoam são variados e cada um em sua caminhada adquiri um grupo distintos desses complexos; os mais comuns são: complexos de inferioridade, os narcisismos, a agressividade, a culpa, o medo, a timidez, e podem evoluir até os estados graves de alienação mental.      
          Eu sou o que sou e a partir do que sou tenho que me recriar a cada momento transformando comportamentos removendo traumas que mim mantem preso a conceitos inibidores do meu progresso moral, não sou culpado sou um ser em desenvolvimento, não preciso ter medo, pois as leis naturais me proporcionam exatamente o que eu preciso para evoluir e além disso conto com a orientação e a proteção espiritual para me confortar, aliviar e até evitar meu sofrimento. O amor contido nessas entidades espirituais é o responsável por essas ações que tanto me auxiliam.
        Devemos ser sempre agradecido a Deus por nos criar para ser um futuro cristo pleno de um gozo indescritível no paraíso divino de eterno amor e ternura.
        Para isso, não devemos nos julgar, nem nos justificarmos, nem nos culparmos de nada. Devemos apenas nos descobrirmos nos melhorando a cada instante.
        A transformação interior ocorre, utilizando-se dos instrumentos do auto-amor, da auto-estima, da oração que estimula a capacidade de discernimento, da relaxação que libera das tensões, da meditação que faculta o crescimento interior.
        O auto-amor ensina-nos a encontrar-nos e desvela os potenciais de força íntima em nós jacentes.
A auto-estima leva-nos à fraternidade, ao convívio saudável com o nosso próximo, igualmente necessitado.
         Toda vez que sentimos necessidade de chamar a atenção, nos promovendo de alguma forma, é um sinal de alerta de que estamos sendo vítima do desequilíbrio de nosso ego e fatalmente isso nos trará problemas.
         A constante conscientização do estado ilusório da matéria, e a certeza de um mundo vindouro mais feliz, nos conduzirá a humildade e a vontade de cooperar com nosso próximo para que todo mundo evolua. Porquanto a vaidade é uma perigosa manifestação de desequilíbrio interior e a competição social pode soar como um sinal de alerta.



Ponto
Ponto de equilíbrio que se chama humildade
Contrapõe com a destrutiva vaidade
Humildade que traz amor e caridade
Vaidade que traz destruição e maldade

Ponto de apoio que se chama amor
Contrapõe ao ódio que traz a dor
Amor que carrega que traz doce sabor
Ódio que traz sofrimento e amargor

Ponto de doçura que se chama paz
Turbulência que desequilíbrio traz
Paz que na meiguice se compraz
Turbulência destruidora e voraz

Ponto de alegria que se chama luz
Escuridão que à dor conduz
Luz que ilumina o caminho da cruz
Escuridão que cega como capuz


Kleber Lages 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O que é discernimento



            Nossa consciência se forma baseando-se em conceitos adquiridos em nossas experiências, em nossos conhecimentos tidos como verdadeiros, e nos códigos divinos que estão em desenvolvimento em nós, tudo que favorece o desenvolvimentos desses códigos divinos é acoplado como realidade espiritual permanente.
      Nossa ignorância vai se transformando em conhecimento na medida que estudamos e experimentamos o mundo através dos cinco sentidos, todas as sensações e conceitos são acumulados influenciando diretamente em nosso julgamento do que é certo ou errado.
Em nossa atual fase de desenvolvimento moral a maioria de nossas certezas são mutáveis, devemos estar preparados para negar hoje o que ontem pregamos como verdade incontestável, demonstrando humidade.
        Com discernimento podemos nos melhorar cada dia mais, admitindo que somos seres imperfeitos em desenvolvimento e portanto sujeitos a cometer erros de julgamento mesmo no profundo tribunal de nossas consciências.
          O discernimento é sem dúvida um conceito importante em nossas vidas, não só para distinguir o certo do errado mas também para identificarmos com mais facilidade os espíritos e pessoas que nos rodeiam. A distinção correta do certo e do errado para os códigos divinos, pelo que já vimos até aqui é muito difícil de atingir, pois os conceitos por nós internalizados estará sempre obedecendo os ditames de nossos sentimentos, que se forem de orgulho e de vaidade, os conceitos serão formulados para satisfazerem esses sentimentos inferiores, o que destoa dos nobres ideais divinos, perceba que para perseguir o bem é necessário que tenhamos uma boa dose de discernimento e mesmo assim nossos sentidos poderão nos enganar mascarando a verdade em função de ganhos passageiros e superficiais.
          A espinha dorsal do discernimento verdadeiro deve sempre seguir a orientação do divino mestre jesus, que tem esse sentido bastante desenvolvido. Jesus não adivinhava o bem e nem era inspirado pelo alto sobre o que era certo ou errado, ele tinha os conceitos certos internalizados e usava seu próprio poder de discernimento para indicar o que correspondia a vontade de Deus, ao contrário do que muitos imaginam, Jesus não é Deus e nem foi criado divino mestre, Deus não criaria seus filhos uns superiores aos outros, se assim fosse que justiça haveria nisso? Deus criou jesus puro e ignorante como criou todos nós, jesus com seu esforço e sua dedicação se purificou, internalizou e praticou os conceitos corretamente, e mesmo depois de estar no céu se colocou à disposição do pai para sofrer novamente os horrores da carne onde melhor podia nos ensinar os conceitos por ele internalizados.
            Um dos nortes mais eficientes e de fácil acesso disponível hoje para o desenvolvimento adequado do discernimento, é o evangelho segundo o espiritismo, mas devemos usar essa ferramenta com cuidado e atenção, pois sempre corremos o risco de sermos influenciados em nossas interpretações por maus espíritos ou pelos nossos sentimentos inferiores, as verdades contidas no evangelho são eternas, mas podemos “sem querer” adaptar a interpretação dessas verdades às nossas necessidades mais imediatas.
Portanto o correto é estudar e pesquisar com vontade e de forma incansável, conquistando um elemento do quebra cabeça de cada vez, e juntando esses elementos com cuidado, sempre se perguntando se nossas conclusões, de alguma forma, estão ligadas de maneira positiva ao amor fraterno.
              Um importante fato ocorre incansavelmente a cada segundo em todas as partículas e ondas do universo, nada é estático, tudo se movimenta em direção a própria evolução, o que era a milésimos de segundos atrás, agora já não é mais.
               Uma consciência suprema comanda todas as consciências, e cada consciência comanda seus movimentos internos necessários a própria evolução, determinando pelas leis naturais o próprio ritmo de seu crescimento. Esse avanço é irrevogável uma vez alcançado um patamar em termos de consciência não há retorno ao estágio anterior, assim cada um evolui para Deus usando a consciência para determinar os próprios movimentos evolutivo.
          Uma das maiores armadilhas que enfrentamos nesse processo evolutivo, são os clichês, as vezes ficamos presos à atitudes mentais repetidas indefinidamente, patinando no mesmo lugar sem se dá conta que estamos infligindo uma lei natural, que é a lei da impermanência, as vezes vemos aqueles que nos rodeiam ficarem mais evoluídos, mais leves, mais felizes, enquanto sofremos cada vez mais no emaranhado cíclico mental que criamos e mantemos por medo do novo ou por ignorância.  

Rebeldia à lei divina

Amar a Deus sobre todas as coisas
Nos disse certo dia, o amigo jesus
E mesmo ensinando tamanha sabedoria
O homem, o pregou na cruz

Amar ao próximo como a si mesmo
Disse o mestre com mãos ensanguentadas
Mas desobedecendo a esse dogma supremo
O homem se destrói em lutas armadas

Amar mesmo seu inimigo
Jesus nos deixou como ensinamento
Mas o homem com suprema ignorância
Desprezou seu mandamento

Honrar pai e mãe
Nos ensinou jesus um dia
Mas o egoísmo humano
Matou nosso mestre com rebeldia


Kleber Lages 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Duplo efeito dos pensamentos


               Cada pensamento bem definido produz um duplo efeito:
            Uma vibrante radiação e uma forma suscetível. De flutuar pelo espaço. Falando com propriedade, no princípio o pensamento parece ao clarividente como uma vibração no corpo mental, que se pode manifestar sob uma forma complexa ou simples.
          Se o pensamento é perfeitamente simples, não põe em atividade mais do que uma espécie de vibração; portanto, apenas uma espécie de matéria mental será notavelmente modificada. O corpo mental está, com efeito, composto de matéria de diferentes graus de densidade, que geralmente dividimos em "espécies" correspondentes aos diversos subplanos..
          Cada um destes subplanos se separa em muitas subdivisões, e se representamos estas traçando linhas horizontais para indicar os diferentes graus de densidade, há uma outra disposição que poderíamos simbolizar traçando linhas verticais cortando-as em ângulos   retos, para   denotar   os   diferentes   tipos   de qualidades de densidades.
            Existem, pois, numerosas variedades de matéria mental, e tem se notado que cada uma delas tem seu modo especial e bem definido de vibração, ao qual parece mais habituada. De sorte que cada variedade responde automaticamente e tende naturalmente a reproduzir as mesmas vibrações que tenham sido interrompidas por um pensamento ou uma sensação marcadamente forte em outro sentido.
               Vejamos um exemplo: um homem que ceda frequentemente a pensamentos impuros, poderá esquecê-los enquanto permaneça engolfado na corrente diária de seus negócios, e não obstante isso, as formas de pensamento flutuam sobre ele, qual uma espessa nuvem, pois toda a sua atividade mental está dirigida em outra direção e o seu corpo astral é sensível apenas a vibrações similares.
            Mas quando as atividades exteriores diminuem, quando o homem se entrega ao descanso depois do trabalho, e a sua mente está passiva, sentirá a corrente insidiosa das vibrações impuras dirigir-se para si. Se a sua consciência está desperta até certo grau, ele se aperceberá do fato que acabamos de explicar, e dirá que "esta tentação é obra do diabo". Contudo, a verdade é que este assalto do mal não vem do exterior, senão em aparência, pois na realidade é a reação de suas próprias formas de pensamento.
             Cada homem se move num espaço, encenado como que numa caixa fabricada por ele mesmo, rodeado de cardumes de formas de pensamento habituais.
          Nestas condições, ele só vê o mundo através deste tabique, e naturalmente matiza todas as coisas com a sua própria cor dominante, e toda a gama de vibrações que o afetam é mais ou menos modificada pela sua própria tinta pessoal. Assim é que o homem não vê nada com exatidão até haver aprendido a dominar por completo os sentimentos e os pensamentos.
            Antes disso, todas as suas observações têm de ser feitas através de seu meio próprio, o qual deforma e empana tudo quanto o afeta, semelhante a um espelho embaciado. Se o pensamento não se dirige especificamente para alguém, se não se fixa no ser a quem é enviado, flutua simplesmente na atmosfera, radiando sem cessar vibrações análogas às que têm sido postas em movimento pelo seu criador.

          Se o pensamento não se põe em contato com outros corpos mentais, esta vibração diminui gradualmente em energia e termina com a dissolução da forma de pensamento. Se, ao contrário, esta vibração consegue despertar num corpo mental próximo uma vibração simpática, as duas vibrações se atraem e a forma de pensamento é, geralmente, absorvida por este novo corpo mental.