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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Dialética da Consciência, consciência pura e transitória.




 consciência pura e transitória.

A consciência e o conhecimento não existem separados, embora sejam diferentes; o conhecimento é o saber mais didático, é a interpretação do termo ou do fato, a consciência vai além do fato de que algo existe e vai até mesmo além da certeza, é algo que se sabe de forma inabalável e definitiva, a consciência não pode ser algo que está sendo, não pode ser transitória, ela é algo real e permanente e não pode ser apenas percebida, ela tem que ser sentida e testificada por planos mais profundos do nosso ser.

O simples fato de observarmos o objeto não nos dá consciência clara de sua existência, visto que o julgaremos com base em nossos conceitos internos, o objeto pode ser real e não definitivo, não podemos ter consciência plena e definitiva de algo passageiro, assim sendo a consciência em relação a aquele objeto está abalada com reticencias, não podendo garantir a permanência da certeza do mesmo, ele pode existir apenas naquele momento ou pode existir apenas em outro ponto do universo perfeito e definitivo, apesar de nossa mente arquivar em nossa ser, e consequentemente no universo a imagem desse objeto, essa imagem já existia anteriormente no campo quântico das possibilidades e passa a ser real apenas quando é sintonizado e assimilado por uma consciência, enquanto objeto, se esse mesmo objeto deixar de ser sintonizado por algum tipo de consciência ele se dissolverá voltando a ser energia pura e jamais poderá se transformar em uma realidade integrante do universo, o objeto interpretado pela mente não sendo definitivo não pode ser uma consciência pura, ele apenas existirá como consciência definitiva e real em sua origem quântica universal, quando o homem pensou pela primeira vez nesse objeto ele já existia como possibilidade em algum ponto do universo, essa possibilidade foi expressada pela mente, criando para a mente um pensamento que é uma matriz energética, e criando para a matéria uma outra matriz enérgica modelada a partir de matérias existentes na natureza, qual matriz energética poderá ser o objeto de consciência pura, se não aquela já existente no campo quântico de possibilidades? que quando pensada adquire uma forma adaptada aos conceitos humano? Mas essa possibilidade depois de pensada certamente deixa de ser uma possibilidade e passa a existir no plano material de forma passageira e no arquivo universal de pensamentos dentro da mente humana, nesse local essa realidade já carregada com todas as experiências que poderia adquirir, esse objeto passa a ser uma consciência definitiva quando acessada, podendo então se materializar com todas as moléculas e átomos com os quais foi expresso no plano material, já que nesse plano a matéria não passa de condensação de energias feitas a partir da variação gravitacional.
Nessa linha de pensamento nossa percepção não produz consciência. Mas transforma possibilidades em percepção de consciência.
A luz que é condensada como matéria é condensada também como pensamento e espirito criando a realidade interna de cada ser, não sendo também essa realidade uma consciência, já que essa realidade existe em constante transformação e jamais será definitiva. Podemos ter consciência somente de nossa existência porque essa existência estando ou não em transformação  é eterna.
Também a imagem do objeto material estará sempre em transformação e não pode ser consciência, mesmo o pensamento não pode ser consciência, pois o mesmo dá forma ao objeto e a forma como já foi dito estará sempre em transformação, assim nos resta o conceito que temos em relação ao objeto, sendo esse mais intuitivo e recebido das partes mais profundas do nosso ser. Então a consciência não é matéria nem pensamento, nem razão, é conceito, é a visão do objeto em todos os seus aspectos visíveis e invisíveis, compreendidos e não compreendidos por nossa razão, não tendo nós o conhecimento absoluto, um conceito não tem que ser explicado racionalmente por nós, algo não pode deixar de ser real simplesmente porque não o compreendemos, a consciência, por exemplo, é algo incompreensível por nós, no entanto ela existe e nos brinda constantemente com sua inebriante fascinação.
Para simplificar o entendimento podemos classificar a consciência em níveis de profundidade, assim partindo da consciência pura definida no texto acima podemos definir que um objeto mesmo em sua forma pode ser determinado como um nível de consciência emanada de forma mais superficial e transitória pelo observador. Mas esse nível de consciência seria incapaz de validar experiências cientificas como a de partícula onda, onde na presença da consciência do observado a onda se comporta como partícula e na ausência dessa consciência ela se comporta como onda. No dia a dia o pensamento é transformado em objetos, ou seja, a onda é transformada em partícula, nesse caso a consciência mais profunda está na onda e a mais superficial na partícula ou objeto, pode-se pensar que a consciência existe indiferente de ondas, de partículas, de pensamentos, ou de qualquer outra coisa, ela cria toda realidade, ela existe em si e não no objeto ou no pensamento.
Um nível interessante de consciência é o gerado pelo conceito de certo e errado, na natureza incluindo nós, tudo tende ao equilíbrio e quando esse equilíbrio é quebrado o sistema se vê atribulado por perturbações e sofrimento, vamos pegar como exemplo nossa paz interior, nosso equilíbrio interno se dá baseado em nosso conceito de certo ou errado, se pelo que entendemos como certo é o que fazemos ficamos tranquilos, se fizermos o contrario, nossa mente nos acusa e passa a nos incomodar, isso é uma forma superficial de consciência que mais cedo ou mais tarde se manifestará cobrando uma retratação, e porque isso ocorre? Já que aparentemente pra nós estamos fazendo o que é certo? Isso acontece porque temos em níveis mais profundos do nosso ser códigos de conduta que nos direciona para o amor, para o equilíbrio universal entre todos os seres e todas as partículas e ondas existentes, esse código de conduta é também uma forma de consciência pura fazendo de nossos conceitos internos uma consciência transitória que caminha para consciências puras como esses códigos implantados no mais profundo de nosso ser.
A consciência está ligada a auto percepção, é o conhecimento da existência da própria existência.  Como o universo existe dentro de nós a nossa percepção deve atender a existência de toda partícula criada.

A pureza de nossa consciência é que determina o quanto somos evoluídos moralmente e o quanto podemos evoluir.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Álcool e outras drogas



               O álcool, talvez por ser liberado e mais barato, seja uma das drogas mais consumidas no Brasil.
               É uma droga em potencial e além de ser altamente prejudicial à saúde física e espiritual é sem duvida uma porta de entrada para drogas mais pesadas.
              O entorpecimento da mente pelo consumo de drogas diminui a consciência, que significa a expressão do nível moral do ser; com a diminuição da consciência a responsabilidade fica comprometida, pois não se sente a pressão normalmente exercida pela alma através da consciência, em outras palavras; a consciência torpe não pesa, não acusa o mal cometido, desta forma o drogado cria um canal direto entre seus instintos mais vis e sua vontade, aproveitando a ausência dos mecanismos de defesa do lado nobre da alma para praticar as maiores torpezas como para se convencer de que é valente, superior, desinibido ou qualquer outro adjetivo que ilusoriamente supra suas carências, pois como se pode perceber a consciência é sem dúvida uma de nossas maiores defesas contra o mau. O próprio Jesus quando disse: “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)” se referia a um tipo de consciência que chamamos de consciência espiritual, trocando em miúdos, é o conhecimento das leis naturais, especialmente da lei de ação e reação, vejamos o que nos diz o evangelho a este respeito. “Todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvidam, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhe mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei." Entretanto, faz depender de uma condição a sua assistência e a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição está na lei por ele ensinada. Aí está então de forma lógica e claramente compreendida o significado de julgo leve. Como sabemos na época de Jesus os homens ainda não estavam preparados para entender certas coisas, por isso ele falava por parábolas; essas parábolas estão sendo explicadas cientificamente hoje, á luz do espiritismo, como podemos perceber acima na sequência lógica das ideias+ expostas por Alan Kardec.
               Com base neste texto podemos perceber também o mecanismo, provocado pelas drogas, que afasta o homem de Deus, tornando o julgo mais pesado para aquele que tenta alivia-lo nas drogas.
Como toda ilusão as drogas aliviam o incômodo da pressão enquanto anestesia os órgãos físicos mentais, neutralizando os recursos da consciência. 
            Quando passam os efeitos da anestesia, a área interna do ser que representa o palanque interno de julgamento do bem e do mau se religa novamente a consciência revelando não só o problema que foi motivo da fuga como também outros criados por essa fuga da presença dos princípios divinos radicados em nós. 
       Além desses recursos usados pelas leis naturais para o nosso engrandecimento, outros mecanismos complementares, que cumprem o mesmo papel podem ser notados como, por exemplo, a tolerância às drogas que o organismo adquire; o usuário percebendo a aproximação da realidade, devido à desintoxicação, busca novamente a droga tornando seu uso contínuo, como para o organismo essas substâncias são patógenas, uma reação é provocada tentando se defender, mas a quantidade é grande e torna a adequação da mesma ao organismo a única defesa possível, desta forma o viciado consumirá cada vez mais drogas, quando chega a dose máxima da que está usando passa para uma mais pesada se afundando cada vez mais em um problema do qual procura fugir. Também nesse processo a providência divina nos favorece transmutando o mal no bem, pois no retorno desse afundamento feito no atoleiro será preciso um esforço enorme, o que desenvolverá uma vontade cada vez mais endurecida, preparando o espirito para enfrentar com mais garra futuras dificuldades.
               Geralmente se inicia o uso na adolescência, ou pela busca do prazer ou simplesmente para se sentir mais a vontade para se enturmar, nesta fase a droga ainda não costuma ser um vicio e se os adultos conseguirem convencer o jovem de seus malefícios, as chances que o mesmo terá de abandonar as drogas são grandes, mas isso deve ser identificado e corrigido o quanto antes, pois o jovem nessa altura já conhece o efeito anestésico ou eufórico causado pela droga e quando no futuro as responsabilidades e decepções aumentarem, se este jovem não tiver bem preparado voltará às drogas, pois é uma rota de fuga já conhecida por ele, por isso o convencimento feito pelo adulto não deve ser apenas para que o jovem abandone o vicio, os argumentos devem ser enraizados com profundidade e impacto o suficiente para que no futuro esse jovem ainda se lembre  desses argumentos quando precisar, geralmente a literatura e os filmes podem trazer bons argumentos para esse fim, tendo sempre o cuidado com a idade indicada para assisti-lo. Além disso, na hora do desespero, a pessoa não deverá simplesmente se lembrar dos malefícios das drogas, é necessária que tenha em mente também uma válvula de escape que lhe proporcione uma saída mais segura, uma boa dica para isso é a fé no futuro, como citado acima no trecho do evangelho aqui transcrito.

Fé no futuro

O futuro te espera brilhante
Nos labirintos de sua mente
Não permitas virar fumaça
O que ganhaste de graça

Tenha fé na providencia divina
No doce aconchego da doutrina
Na vida que o mestre te prometeu
Na chegada de um belo apogeu

Tenha fé no paraíso divino que brilha
Nas pedras do caminho que trilhas
Nas montanhas que alegremente transporta
Se adentre seguro, pela estreita porta.

Sempre tenha fé na futura felicidade
No amor fraterno e na amizade
No candinheiro que ilumina o caminho
Com a certeza de que nunca está sozinho

Estenda a mão ao pedinte a seu pé
Na solidariedade tenha fé
No amor e na ternura se escore
O amor e a luz sempre adorem

Não deixes que a fé em te adormeça
Que os contratempos de esmoreça
Que o mau te alcance e te arraste
Não deixes que o amor de ti afaste.


Kleber Lages Dutra

terça-feira, 15 de julho de 2014

Vazio existencial

            
            Um dos problemas geradores de vazio existencial é a rápida transformação social que vivemos, vemos as tradições e os costumes do ponto de vista artísticos e pouco nos preocupamos em entender o que essas tradições e costumes significam para nossa adaptação às mudanças, a rapidez que os processos sociais se desenvolvem não permitem que assimilemos o sentido de abandonarmos velhos costumes e tradições de nossos pais e avôs, o sistema adotado por eles já tem os resultados experimentados e conhecidos, indiferente desses resultados serem eficientes ou não temos previsão do que vai acontecer se seguirmos seu exemplo, mas as coisas mudam e a forma de resolvermos as coisas também tem que mudar, assim nos vemos diante do desafio de criarmos novas soluções, e como sabemos, o novo sempre nos traz insegurança e medo, neste desafio entre a incerteza do resultado e a necessidade da eficiência vacilamos o suficiente para cairmos nas armadilhas de nosso inconsciente e nas sugestões de nossos irmãos espirituais mais desavisados, sobre esses nossos irmãos falaremos com mais detalhes no decorrer do trabalho.
            Assim se instala nosso vazio existencial, difícil de resolver com a psicologia, impossível de resolver sem a fé.
       Um dos problemas mais difíceis de se resolver na depressão é justamente uma das causas mais efetivas desta doença, sabemos que fomos criados para evoluir do átomo ao arcanjo, mas mesmo assim tendemos a mesmice, talvez pelo motivo de comodismo e medo citado no parágrafo anterior, fato é que nosso orgulho nos cega não nos permitindo perceber com clareza nossa pequenez diante de Deus e a grandeza da proposta de nossa existência. Somos impelidos, pela lei do progresso a crescer ininterruptamente no sentido moral, o que requer humildade, sendo orgulhoso tendendo a se sentir melhor do que os outros a humildade torna-se pratica difícil, o que provoca revolta e incompreensão levando a depressão, o orgulho leva muita gente a deixar de pensar na existência de um ser supremo, buscando de forma inconsciente não ter que admitir a existência de um ser mais elevado, derrubando assim a fé e a confiança em um futuro espiritual, além de todo este veneno que o orgulho dissemina em nossa mente acrescente aí o egoísmo, o desamor, a vaidade o ódio entre tantas outras coisas que corrói e deprime o ser humano.
            Abrirei aqui um pequeno paragrafo para citar o elevado número de mortes por suicídio que a depressão provoca, uma das principais razões para que isso ocorra é espiritual, em um quadro de depressão profunda fica fácil para o obsessor (espíritos perseguidores), convencer o doente de que o melhor caminho para se livrar do sofrimento é o suicídio e como agravante, mas não por acaso, isso ocorre justamente em um dos momentos mais críticos da doença que é quando a pessoa perde a esperança, por isso é tão importante a fé em Deus e em um futuro espiritual promissor.

           A Lei é Deus. Ele é a grande alma que está no centro do universo. Não centro espacial, mas centro de irradiação e de atração. Desse centro, Ele irradia e atrai, pois Ele é tudo: o princípio e suas manifestações. Eis como Ele pode — coisa inconcebível para vós — ser realmente onipresente. A vida é unida por irradiação e atração desde o átomo até o amor fraterno. (Pietro Ubaldi)