Translate

Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Caminhos do sexo



Comichão na essência de minha alma
Querendo o jeito de fazer que acalma
Se eu fosse anjo consideraria sem nexo
Essa libido ardente gritando por sexo

Canto de sereia que embriaga e seduz
Figura feminina que insinuante conduz
A excitação extrema, caliente, delirante
Desviando o caminho de viajor e viajante

No início nos conduz ao paraíso delirante
Nos cochicha doces palavras de amante
Para depois fortemente nos escravizar
Nos mantendo acorrentados sem libertar

Doce e morna rachadura corada e úmida
Insinuante, dengosa, palpitante e languida.
Mata rala a te proteger a nascente
Triangulo libidinoso quente e palpitante

Quem resistirá impávido a tanta tentação?
Sentindo no cangote o roçar macio da mão!
Quem dirá que nunca teve a honra traída?
Se transformando assim em alma perdida!

Mesmo assim, tu não és a perdição do mundo
Pois traz em se próprio um sentido profundo
Moldado a ferro e fogo um dia serás amor
Nos conduzindo ternamente, nos aliviando a dor


Kleber Lages 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Drogas no além



A pessoa quando desencarna não vira santo como muitos imaginam. um sentimento de pena ou de solidariedade com os parentes dos mortos levam muitas pessoas a se referirem a quem acabou de morrer como boas almas, em grande parte das vezes quando a pessoa ainda vivia tinha o desdém ou até o ódio daquele que o elogia depois do seu desencarne, isso ocorre porque o morto certamente não fará mais parte das disputas sociais, deixando assim de incomodar as pessoas de seu ciclo de relacionamento, e se alguém não te incomoda não existem motivos para ataca-lo, ou seja, a pessoa que não está mais em nosso meio não pode ser alvo do nosso egoísmo.
Acontece que o espirito quando desencarna leva consigo praticamente tudo que não é material, incluindo aí os defeitos morais e os vícios, o bem que fazemos encarnados nos rendem alegrias centuplicadas no mundo espiritual, assim como o mal que praticamos nos rende sofrimentos centuplicados.
Quem é viciado em drogas aqui na terra continua com esse vício no plano espiritual, só que nessas condições já não tem mais o corpo carnal que serve de suporte para o transporte e absorção dessas drogas pelo organismo, assim o que resta ao espirito é uma crescente vontade de usar a droga e uma impossibilidade material de fazê-lo, provocando revolta depressão e um vazio imenso dentro de si, com o decorrer do tempo o espirito mais obstinado no mal consegue aprender a usar pessoas encarnadas para satisfazer seus desejos, o que aumenta seu sofrimento e sua estagnação em mundos menos evoluídos, visto que esses espíritos buscarão constantemente a companhia de pessoa do seu nível moral, não só por identificação vibracional, mas também para satisfazer seu anseios. Já os espíritos um pouco mais avançados moralmente aproveitarão o tempo de abstinência forçada para tentar vencer o vício, e nesse caso só a vontade de parar com o vício já o coloca em uma posição mais privilegiada, visto que com tal disposição a tendência é buscar ajuda junto às entidades mais evoluídas, este espirito viciado ao contrário dos primeiros estarão buscando companhias mais nobres que possa ajuda-lo, naturalmente o sofrimento aí ainda existe com a força proporcional a sua obstinação no mal, pois só o sofrimento irá dobrar seu orgulho e força-lo a repensar seus atos, mas mesmo sofrendo este ser, encontrará um determinado conforto com o seu desejo, que não estará mais totalmente focado no vicio, tentando parar este espirito não só dividiu este desejo, como também usou seu livre arbítrio para caminhar em direção ao amor que estará sempre esperando pronto para ajudar.
Outra interferência importante do amor para a evolução desses espíritos acontece na relação com seus familiares, mesmo estando esses encarnados.
Quando o espirito está encarnado na terra contrai débitos e créditos, débitos com aqueles que prejudica e créditos com aqueles que ajuda, e da mesma forma serão prejudicados e ajudados sentindo afeição pelos que te ajudam e sentindo ódio pelos que te prejudicam, no contexto social os parentes são os mais próximos e os mais aptos a ajudarem, assim a possibilidade de desenvolver simpatia por esses parentes é sempre maior, diante deste quadro o espirito quando desencarna tem duas opções; ou levados pelo amor se aproximam de seus parentes queridos; ou levados pelo ódio se aproxima de seus inimigos para fins de vingança, a aproximação de alguém que gosta fará com que deseje o bem para esta pessoa, não tentando influencia-los nas drogas, ao contrário do que acontece com a aproximação daqueles que odeia, pois com esses o ímpeto será de prejudica-lo, e o modo mais vantajoso de fazê-lo é tentar induzi-los nas drogas, sendo que assim matará dois coelhos de uma paulada só; prejudicará seu inimigo e saciará seu vício.
É claro que todo este esquema funciona dosado pela tendência que cada um carrega para o bem ou para o mal, incluindo aí todos os participantes da trama, pois se o parente que o espirito gosta e se aproxima, for viciado também um alimentará o vício do outro se tornando cumplices neste mal, bem como se o inimigo que o espirito se aproxima para vingança for mais preparado moralmente e não permitir sua sintonia ou não acatar suas sugestões o espirito acabará desistindo ou até mesmo acatando o bom exemplo de seu inimigo.


Em uma vida eu vim
Vivi, odiei e roubei.
Meu inimigo! Persegui
Meu parente! Explorei

Hoje quem sou, já não sei
Em estranho mundo cheguei
Meu inimigo! Persegui
Em sua carne o abordei

Nesse novo mundo vaguei
Mesmo perdido não parei
Meu inimigo! Persegui
E com ele, ao meu vício voltei.

Agora no mundo que morei
Meu amigo! não amei
Meu inimigo! Persegui.
E vivo no sofrimento sem freio

Em outra vida que eu vivi
Meu parente eu amei
Meu amigo! valorizei
Meu inimigo perdoei.

Hoje feliz me sinto um rei
 Em estranho mundo que cheguei
Meu amigo! valorizei
Meu amado parente! Procurei

Nesse novo mundo que vaguei
Na caridade me encontrei
Meu amigo! Valorizei
E com ele aprendi e rezei

Agora no mundo que morei
Meu parente! adorei
Meu amigo! Valorizei
A felicidade com ele campeio.


Kleber Lages 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Álcool e outras drogas



               O álcool, talvez por ser liberado e mais barato, seja uma das drogas mais consumidas no Brasil.
               É uma droga em potencial e além de ser altamente prejudicial à saúde física e espiritual é sem duvida uma porta de entrada para drogas mais pesadas.
              O entorpecimento da mente pelo consumo de drogas diminui a consciência, que significa a expressão do nível moral do ser; com a diminuição da consciência a responsabilidade fica comprometida, pois não se sente a pressão normalmente exercida pela alma através da consciência, em outras palavras; a consciência torpe não pesa, não acusa o mal cometido, desta forma o drogado cria um canal direto entre seus instintos mais vis e sua vontade, aproveitando a ausência dos mecanismos de defesa do lado nobre da alma para praticar as maiores torpezas como para se convencer de que é valente, superior, desinibido ou qualquer outro adjetivo que ilusoriamente supra suas carências, pois como se pode perceber a consciência é sem dúvida uma de nossas maiores defesas contra o mau. O próprio Jesus quando disse: “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)” se referia a um tipo de consciência que chamamos de consciência espiritual, trocando em miúdos, é o conhecimento das leis naturais, especialmente da lei de ação e reação, vejamos o que nos diz o evangelho a este respeito. “Todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvidam, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhe mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei." Entretanto, faz depender de uma condição a sua assistência e a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição está na lei por ele ensinada. Aí está então de forma lógica e claramente compreendida o significado de julgo leve. Como sabemos na época de Jesus os homens ainda não estavam preparados para entender certas coisas, por isso ele falava por parábolas; essas parábolas estão sendo explicadas cientificamente hoje, á luz do espiritismo, como podemos perceber acima na sequência lógica das ideias+ expostas por Alan Kardec.
               Com base neste texto podemos perceber também o mecanismo, provocado pelas drogas, que afasta o homem de Deus, tornando o julgo mais pesado para aquele que tenta alivia-lo nas drogas.
Como toda ilusão as drogas aliviam o incômodo da pressão enquanto anestesia os órgãos físicos mentais, neutralizando os recursos da consciência. 
            Quando passam os efeitos da anestesia, a área interna do ser que representa o palanque interno de julgamento do bem e do mau se religa novamente a consciência revelando não só o problema que foi motivo da fuga como também outros criados por essa fuga da presença dos princípios divinos radicados em nós. 
       Além desses recursos usados pelas leis naturais para o nosso engrandecimento, outros mecanismos complementares, que cumprem o mesmo papel podem ser notados como, por exemplo, a tolerância às drogas que o organismo adquire; o usuário percebendo a aproximação da realidade, devido à desintoxicação, busca novamente a droga tornando seu uso contínuo, como para o organismo essas substâncias são patógenas, uma reação é provocada tentando se defender, mas a quantidade é grande e torna a adequação da mesma ao organismo a única defesa possível, desta forma o viciado consumirá cada vez mais drogas, quando chega a dose máxima da que está usando passa para uma mais pesada se afundando cada vez mais em um problema do qual procura fugir. Também nesse processo a providência divina nos favorece transmutando o mal no bem, pois no retorno desse afundamento feito no atoleiro será preciso um esforço enorme, o que desenvolverá uma vontade cada vez mais endurecida, preparando o espirito para enfrentar com mais garra futuras dificuldades.
               Geralmente se inicia o uso na adolescência, ou pela busca do prazer ou simplesmente para se sentir mais a vontade para se enturmar, nesta fase a droga ainda não costuma ser um vicio e se os adultos conseguirem convencer o jovem de seus malefícios, as chances que o mesmo terá de abandonar as drogas são grandes, mas isso deve ser identificado e corrigido o quanto antes, pois o jovem nessa altura já conhece o efeito anestésico ou eufórico causado pela droga e quando no futuro as responsabilidades e decepções aumentarem, se este jovem não tiver bem preparado voltará às drogas, pois é uma rota de fuga já conhecida por ele, por isso o convencimento feito pelo adulto não deve ser apenas para que o jovem abandone o vicio, os argumentos devem ser enraizados com profundidade e impacto o suficiente para que no futuro esse jovem ainda se lembre  desses argumentos quando precisar, geralmente a literatura e os filmes podem trazer bons argumentos para esse fim, tendo sempre o cuidado com a idade indicada para assisti-lo. Além disso, na hora do desespero, a pessoa não deverá simplesmente se lembrar dos malefícios das drogas, é necessária que tenha em mente também uma válvula de escape que lhe proporcione uma saída mais segura, uma boa dica para isso é a fé no futuro, como citado acima no trecho do evangelho aqui transcrito.

Fé no futuro

O futuro te espera brilhante
Nos labirintos de sua mente
Não permitas virar fumaça
O que ganhaste de graça

Tenha fé na providencia divina
No doce aconchego da doutrina
Na vida que o mestre te prometeu
Na chegada de um belo apogeu

Tenha fé no paraíso divino que brilha
Nas pedras do caminho que trilhas
Nas montanhas que alegremente transporta
Se adentre seguro, pela estreita porta.

Sempre tenha fé na futura felicidade
No amor fraterno e na amizade
No candinheiro que ilumina o caminho
Com a certeza de que nunca está sozinho

Estenda a mão ao pedinte a seu pé
Na solidariedade tenha fé
No amor e na ternura se escore
O amor e a luz sempre adorem

Não deixes que a fé em te adormeça
Que os contratempos de esmoreça
Que o mau te alcance e te arraste
Não deixes que o amor de ti afaste.


Kleber Lages Dutra

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O QUE É REAL EM VOCÊ



O seu eu verdadeiro é o seu ser eterno, é sua alma. Dentro dela está implantado leis naturais como a lei do progresso que te impulsiona sempre para frente em direção a Deus.
 Se sua intenção for chocar com os princípios de seu eu verdadeiro, então terás aí um impasse difícil de resolver, como já vimos os opostos se repelem e nesse caso uma desarmonia acontecerá gerando o caos dentro de você. Diante disto o que se tem a fazer em primeiro lugar para assumir o controle real de você mesmo, é conhecer as necessidades do eu verdadeiro ou da alma.
Pense no seguinte: o que é eterno em nós? O espírito ou a matéria? O espírito não é, mesmo? Então se responda: sendo o espírito eterno, não deveria este significar para você a realidade transformando toda matéria em uma ilusão? É importante que o leitor assimile bem este conceito, pois é crucial para entendermos o porquê de não conseguimos fazer as vontades de nossa alma. Muitas vezes pensamos o bem que queremos e fazemos o mal que não queremos.
Embora uma das técnicas exposta neste trabalho seja mais cientifica, no campo da psicologia, no intuito de facilitar a compreensão do leitor, podemos usar como exemplo um trabalho de apometria que tive oportunidade de participar. Analisemos um dos diálogos ocorrido entre um doutrinador e um espírito, em uma séria reunião de um centro espírita em trabalho de apometria para que você entenda melhor a atemporalidade de personalidades de vidas passadas.
Uma sala pequena e fracamente iluminada tinha em seu centro uma cadeira vazia, e a distância de dois metros em volta da cadeira, formava-se um círculo de médiuns sentados e em profunda concentração, a paciente que poucos minutos atrás estava sentada na cadeira já tinha sido desdobrada, recebido as instruções preliminares e já tinha se retirado da sala deixando a cadeira vazia.
Um dos médiuns começou a se contorcer e imediatamente um senhor idoso se aproximou dele com expressão séria, braços estendidos e mãos espalmadas:
- boa noite irmão, seja bem vindo.
Esperou um pouco e não obtendo resposta continuou
- podemos te ajudar em alguma coisa irmão
- podem sim, vocês podem me deixar em paz.
- pode nos dizer quem é você?
-sou uma criança, fui assassinado aos nove anos de idade e não entendo como estou aqui hoje.
Começou então o trabalho do doutrinador para esclarecer a personalidade sobre o fato de que o espírito que regia seu personagem, quando foi assassinado, já estava reencarnado aguardando seu aperfeiçoamento para o necessário acoplamento entre os dois.

Como podem perceber o espírito que estava encarnado estava formando outra personalidade e a que se manifestou já não estava mais integrado de forma harmoniosa com ele. Os espiritas que praticam a apometria chamam essas personalidades de níveis, como veremos em outro capitulo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

RAZÕES DE NOSSO SOFRIMENTO




No intuito de esclarecer um pouco mais sobre as razões de nossos sofrimentos gostaria de lembrar que somos regidos pela lei da ação e da reação- tudo que você faz de ruim ou de bom será atraído pra você mais tarde, em alguns casos, através dos registros em nosso subconsciente, como está sendo amplamente discutido aqui. Além disso, levando em consideração a característica de nossa mente, em relação ao fato dos iguais se atraírem e dos opostos se repelirem, podemos pensar da seguinte forma: sempre que através da reforma íntima depuramos nossos defeitos morais, integramos ao nosso ser, energia positiva sendo que esta está depurada até seu ultimo estágio e não se transforma mais, ou seja, de todas as energias que envolvem nosso mundo interior e exterior, o amor é a mais pura, não tendo mais para onde evoluir, motivo pelo qual tem sua natureza intransmutável. É este sentimento também o ápice de nossa evolução moral, o amor fraterno que conquistamos passa a ser eterno em nós e quanto mais porções deste amor formos agregando, mais nos aprimoramos na função de nossa natureza divina, que é assessorar o pai na construção do universo.
Este é um caso ambíguo no sentido de quanto mais se tem mais se recebe.
 A agregação de amor a sua natureza divina sempre te oferecerá ferramentas mais eficientes para agregar mais amor, e o melhor é que você não precisa entender como e nem o porquê isto acontece para fazer acontecer. O amor por ser uma energia de instância final, rege a si próprio. Suas leis são cíclicas sempre levando o amor a gerar e acumular mais amor, e esta é uma das setas da ambiguidade do amor neste sentido. No mesmo sentido, mas de forma paralela, o amor se acumula também quando obedecemos ao impulso gerado pela expressão do amor. Se você se sente penalizado com a situação de alguém e tenta ajuda-lo, este ato elevará a potência do seu amor interno, além de te trazer outros benefícios mais concretos- por um lado você despertará gratidão no interior do beneficiado e esta é um sentimento que mais cedo ou mais tarde sempre traz retorno, ao mesmo tempo esta ação ficará gravada também na memória cósmica, que detalharemos posteriormente.
Estas situações permitindo o acréscimo de algo a quem já tem, pode de forma ilusória nos remeter a ideia de injustiça, mas na verdade todo este esquema obedece a uma regra da lei da ação e reação, onde os iguais se atraem como já foi dito. É uma condição indispensável para nosso acesso à felicidade real conforme orientação do nosso mestre Jesus em “amar ao próximo como a se mesmo”. Desta forma, não existe injustiça, pois todos serão beneficiados mais cedo ou mais tarde, dependendo da intensidade da vontade de cada um.
Todo este pensar em torno do amor talvez desfoque alguns leitores da discussão original deste tema que te recordo não é o amor, é nosso sofrimento. Quem quiser se aprofundar mais no tema Amor, pode ir direto ao capítulo que trata das leis naturais.
Voltemos então ao porque do nosso sofrimento. Como dizia eu no início da discussão, no caso dos sentimentos os iguais se atraem, e isto serve também para os sentimentos negativos como no caso do egoísmo, onde se aplicam as mesmas leis do amor expostas acima; ou seja, quanto mais você dá razão às expressões do sentimento de egoísmo mais este egoísmo cresce dentro de você e mais egoísmo você atrai. Já tendo explicado como e porque isto ocorre nos parágrafos acima, não me aprofundarei muito no tema para não parecer repetitivo. Tudo isso exposto então, pense na seguinte situação: aquele que tem muitos defeitos morais sofre mais, e ainda tem muito que sofrer para alcançar o objetivo de sua alma, que é imagem e semelhança de Deus, tendo por este motivo como objetivo, amar para ser feliz; aquele que tem mais qualidades morais, já percorreu um maior trecho do caminho e, portanto, já aprendeu mais, e tem menos a sofrer. Perceba que sempre que me referir aqui à felicidade ou sofrimento estarei falando da alma e não do conforto ou desconforto material,- são duas coisas diferentes, como disse muito bem o mestre “dai a César o que é de César”, ou seja, dai a carne o que é da carne, e ao espírito o que ao espírito pertence.
O conforto material na maioria das vezes é gerado pelo supérfluo e conquistado pela força da ambição e do orgulho, que tanta humilhação e sofrimento trazem ao próximo, ao contrário da paz de espírito que requer o equilíbrio interno gerado pela certeza de que se está trilhando o caminho reto. Neste caso, a consciência espiritual cobra o erro cometido, tendo assim, o faltante, consciência do erro que está gerando seu sofrimento.
No caso do conforto material gerado pela ambição, a própria ambição já é um erro e como não pode coexistir o erro com a consciência espiritual, as leis naturais promovem esta cobrança de forma inconsciente, assim o faltante nunca saberá por que está sofrendo, pois se admitir que a ambição é um erro, terá que abandoná-la, o que acarretará na perda de ganhos secundários para o subconsciente e de ganhos materiais já conquistados.
Em nosso interior o que determina o grau de sofrimento é a pressão interna exercida pelos nossos sentimentos negativos. São como um bloqueio a ser furado para alcançar o objetivo de nossa alma. Este equilíbrio não existe entre o bem e o mal, existe sim na eliminação do mal em função do bem; assim sofre mais quem preserva os sentimentos mais próximos dos instintos, sendo mais feliz aquele que se aproxima mais do amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

 Note, porém, que estamos falando aqui da existência da alma e não das personalidades desenvolvidas pelo espírito em cada encarnação. Como já sabemos essas personalidades só existem em função do espírito, e até o momento que agregam valores a este, a partir daí serão aparadas suas arestas lapidando-as a ferro e fogo conforme a dureza da natureza de cada uma. O mal causa o sofrimento gerando nas inconsequentes consciências mal instruídas, o potencial da crueldade animalesca do ser humano, enquanto o bem gera o equilíbrio nos levando ao alívio que nasce na tranquilidade da paz de espírito.