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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

 

                                             A VONTADE


A vontade nos move. É um potencial localizado na alma que desenvolve todos os outros potenciais. Se uma pessoa tem fome, a vontade de comer se manifesta e ela vai procurar recurso para se suprir. Perceba então que a fome não provocou a ação o movimento da matéria, a fome ativou a vontade e esta provocou a ação. A falta de energia no organismo provocou um sinal químico que foi enviado para o cérebro, a alma captou as vibrações deste movimento ativando a vontade, que acionou o períspirito, que acionou o cérebro, que provocou os movimentos necessário para conseguir alimento. Esta vontade, ainda nos domínio da alma, age diretamente e em primeiro lugar sobre as potencias morais dentro da alma. Se a pessoa em questão tem o caráter voltado para crueldade, a vontade ativará esta característica como recurso principal para conseguir o objeto do desejo. Quando esta pessoa já tem o nível moral mais desenvolvido, procura o trabalho honesto para conseguir o que precisa.
Conforme Léon Denis: “a vontade é em sua ação, comparável ao imã. A vontade de viver, de desenvolver em nós a vida, atrai-nos novos recursos vitais; tal é o segredo da lei da evolução. A vontade pode atuar com intensidade sobre o corpo fluídico, ativar-lhe as vibrações e, por esta forma, apropria-lo a um modo cada vez mais elevado de sensações, prepara-lo para mais alto grau de existência.” 
A vontade então exerce sobre a matéria uma atração imensurável, provocando as vibrações necessárias para a ação dos músculos a ponto de conseguir os objetos do desejo. Esse querer vem da alma e de uma forma ou de outra estará sempre a serviço da evolução humana em direção à perfeição moral. É esta nossa parte na caminhada que Jesus se refere quando diz: “faça tua parte que eu te ajudarei”; nossa parte é só o querer, é nos colocar a disposição do bem através de nosso livre arbítrio. Se você quer fazer o bem, esta é a alavanca que te impulsionará fazendo as coisas acontecerem. 
A boa noticia é que a vontade pode e deve ser desenvolvida, a má noticia é que a vontade, para ser desenvolvida, tem que ter o querer que é a vontade. Então como fazer? Devemos usar o querer que já temos, seja ele para o mal ou para o bem, a vontade o transformará para energia positiva. Se, por exemplo, esse querer for usado para o vício do cigarro, esse vício te trará prejuízos, que te fará tentar parar de fumar, e essas tentativas desenvolverão sua força de vontade, moldando seu querer através do sofrimento.
Outro método eficiente para o desenvolvimento da vontade sem grandes sofrimentos é escrever na agenda ou no celular uma mensagem descrevendo a vontade como o recurso indispensável para conseguir qualquer coisa na vida. Leia periodicamente esta mensagem, assim a vontade de conseguir outras coisas na vida te incentivará a desenvolver sua vontade de ter vontade.   
A vontade está intimamente ligada à persistência, a tenacidade. Quanto mais se quer uma coisa mais se insiste na aquisição da mesma. Também a força e a dedicação que dispensamos na realização de algo vai ser sempre proporcional à força do nosso querer.

A fé é outro pilar importante que caminha lado a lado com a vontade, e temos que desenvolvê-la paralelamente com a vontade, para podermos dar continuidade à persistência já que ninguém busca uma coisa na qual não acredita. Ela é um alimento da vontade assim como a vontade é um instrumento de realização da fé. Um método mais completo e eficiente encontra-se descrito no artigo Reforma Íntima neste site. Em outro artigo da mesma natureza você poderá encontrar uma extensa lista de defeitos morais existentes. Naturalmente não estão todos relacionados, você mesmo deve construir sua lista de seus defeitos para corrigi-los.

sábado, 15 de agosto de 2015


                                                                                   BEM E DO MAL

                                                      Muitos falsos Cristos surgirão fazendo grandes prodígios, convertendo até os mais fieis escolhidos. Por isso é preciso ter cuidado; mais do que nunca, temos que orar e vigiar, analisando sempre com muito cuidado as atitudes e maneiras de agir e falar daqueles que se dizem profetas.
Os maus espíritos não conseguirão dar exemplos de verdadeiro amor, mas estarão preparados para de forma muito dissimulada, enganar muita gente, principalmente as que tiverem afastadas dos ensinamentos e das boas práticas espirituais. Ao contrário do que se imagina, o profeta não é aquele que prevê o futuro, mas aquele encarregado de divulgar e esclarecer os ensinamentos do Cristo. Um profeta pode até prever o futuro se isso for necessário à sua missão de evangelização. Um profeta deve ser analisado pelas suas características morais, já que na realidade os milagres não existem. Alguém com domínio sobre o magnetismo pode realizar uma cura, mas isso não quer dizer um milagre; é apenas o conhecimento e a aplicação de uma lei natural. Não se trata aqui de uma lei moral, mas de uma  lei voltada mais para os processos que envolvem sistemas mecânicos da física quântica. Você entenderá melhor esse processo lendo o post: “o que é fluido universal”, postado nesse site.
Se uma pessoa que não tem ideia da existência da medicina, receber uma ponte de safena e for curada, aceitará esse fato como um milagre, quando na verdade o cirurgião só fez aplicar seus conhecimentos adquiridos. Neste estado, este paciente persuadido por uma pessoa em quem acredita piamente, aceitará esta cura como um fato científico, mesmo não conhecendo o processo responsável pelo sucesso da operação, o que resultaria em uma fé cega. Este tipo de fé é a mais comum. As pessoas acreditam porque Jesus falou.
           Outro tipo de fé que vem se tornando cada vez mais comum é a fé raciocinada. A pessoa acredita porque consegue perceber a lógica envolvida no desenrolar dos fatos. Diante deste exposto podemos então perceber que o caminho mais seguro é a fé raciocinada, já que a lógica é uma verdade incontestável. Com essa fé o falso profeta será facilmente desmascarado. Este é um post que deve ser analisado com cuidado; releia se achar necessário.  


                                  IDENTIDADE DO BEM E DO MAL

Orar é falar com a espiritualidade.
É o seu encontro com a verdade;
É o caminho que brilha a caridade;
É a defesa segura da maldade

Vigiar não é restrito ao abade.
Não depende de luminosidade e sim,
Depende de estabilidade
Promove amor e absorvilidade.

Espíritos maldosos te assediarão
Tentando te levar ao chão.
Peça a Jesus, proteção,
Assim eles jamais te alcançarão.

O mau espirito tem fruto macabro;
Vive sempre em descalabro
Sem o brilho do candelabro
Aparecendo como abracadabro

Não credite o milagre ao profeta.
É a magia da ciência que te afeta,
A biologia alcança sua meta;
É a lei natural fechando a ferida aberta

Sabedoria infinita imensurável
Lei eternamente durável
Mantendo o Universo estável,
Em harmonia admirável

Saber infinito, divino inigualável
Rege a abóboda celeste intocável
Sempre eficiente e admirável
Lei natural sublime e afável
O espírito do bem é acariciante
Descendo do céu como luz radiante.
Nuvem de luz colorida brilhante,
Ilumina todo seu ser num instante
Kleber Lages

segunda-feira, 27 de julho de 2015

LEI DO AMOR

A caminhada da humanidade, neste sentido, não tem sido nada fácil, embora seja normal em relação à eternidade. Quando Moisés ensinou a seu povo o sacrifício de seus animais e bens preciosos a um Deus supremo, já era um trabalho de implantação do amor, pois a Deus não agrada o sacrifício de animais, mas o povo daquela época não estava preparado para entender a importância do desprendimento, que é uma das principais características do amor. Apesar de essas doações serem feitas por temor a um ser supremo e desconhecido, isto de certa forma viria a desenvolver na alma do ser humano, o conceito de desprendimento, já ali implantado em forma de instinto. Jesus chega depois então com um conceito totalmente revolucionário para aquele povo, abole a ideia de um povo escolhido e declara toda a humanidade como filhos de Deus. Agora somos todos irmãos, e pertencendo a uma mesma família. A definição do que é “meu” muda completamente de figura, o desprendimento não poderia mais ser só em função de um ser supremo, mas também em função do seu semelhante, que sendo seu igual passaria a ter os mesmos direitos, além do mais a noção contida em “olho por olho, dente por dente”, pregada anteriormente, não poderia mais existir já que a humildade e o amor eram condições indispensáveis à salvação. Desta forma o ódio que alimentava a vingança também teria que ser abolido.
Nesta tumultuada fase da compreensão do amor pelo homem, só uma elevada moral como a do Cristo poderia implantar com sucesso tal conceito. Para um povo que se consideravam escolhidos para o privilégio de herdar a Terra, foi um choque ouvir Cristo dizer que o reino herdado não seria deste mundo. Só o fato de Jesus falar em herança já foi alarmante para quem não entendia direito o amor. Para o povo de Israel não existia a doação, a posse de bens deveria ser tomada a força, formas de agir que Cristo negou categoricamente e ainda foi mais longe dizendo: “Bem-aventurados os pobres de espírito” (humildes); “Bem-aventurados os brandos e pacíficos” (piedosos); “Bem-aventurados os limpos de coração” (inofensivo a honra do próximo);“Bem aventurado os misericordiosos” ( que não guarda mágoa e continua ajudando mesmo quando ofendido); “Se alguém te ferir na face direita, oferece-lhe também a outra”;” Ao que quer demandar Contigo em juízo; para tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa”; “se alguém te obrigar a ir Carregando mil passos, vai com ele ainda mais outros dois mil”; “Dá a quem te pede, e não voltes às costas ao que deseja que lhe emprestes”; “Ame seus inimigos”. Todos esses conceitos internalizados nos subjugam à lei do progresso. Se quisermos conquistar o reino dos céus, e se há um condicionamento para se alcançar um determinado estado de coisas, então somos súditos desse condicionamento, que aqui no caso são os conceitos, e a partir do momento em que adotamos estes conceitos, passamos também a ser súditos deste estado de coisa; aqui no caso do reino dos céus, somos trabalhadores na construção para expansão deste reino e nosso pagamento é a nossa própria construção traduzida por nossa evolução moral.

Texto inspirado no livro dos espíritos e no Evangelho segundo o espiritismo de Alan Kardec.

sábado, 6 de junho de 2015

                               


                                             

                                                 TRANSCENDÊNCIA


Este termo para o presente trabalho tem o sentido de ultrapassar os limites do subconsciente ou bloco do nível um, atingindo diretamente a alma e recebendo dela alguma forma de comunicação em nossa mente objetiva, algo como uma intuição anímica.
Esta comunicação em seu estado normal é feita de forma indireta passando por todos os corpos sutis antes de chegar ao cérebro físico, sofrendo influência dos traumas que carregamos e às vezes até oferecendo brechas para entidades mal intencionadas que deseja nos atacar. Assim a transcendência é uma forma de cortar caminho evitando inúmeros aborrecimentos. Para se chegar à transcendência é uma questão de foco e de querer.
A meditação é sempre uma boa opção no começo, depois, com a prática, você aprenderá a seguir seus pensamentos com naturalidade chegando ao seu subconsciente e, mesmo à sua alma sem maiores problemas, mas recomendo que você use os métodos deste livro, são mais cômodos e mais seguros. Naturalmente estou me referindo ao uso do poder do subconsciente que envolve as técnicas psicológicas e da transcendência consciente que explicarei a seguir.
No caso da técnica apométrica, a transcendência é realizada pela equipe que faz o tratamento. São pessoas dotadas de faculdades especiais que possibilitam esta prática.
Geralmente as transcendências nesses casos não são anímicas, ou seja, apesar do contato se realizar com o mundo espiritual, este não acontece necessariamente com a própria alma, acontece com os chamados níveis do paciente ou com entidades que habitam o plano espiritual. 
A transcendência mais objetiva acontece a partir do consciente, mas não pode ter a participação direta deste no momento em que a introspecção é feita,. Esta é uma fase que, dos sentidos mais objetivos, apenas a atenção deve se usada e deve estar sendo focada nos olhos que devem permanecer bem abertos como se estivesse tentando enxergar dentro de si próprio. Geralmente nos momentos de choques muito impactantes, em termo de sentimentos, a pessoa age automaticamente desta forma, às vezes buscando resposta, e às vezes buscando conforto.
Na fase subsequente a abertura dos olhos com o foco de atenção dirigido, a consciência é acionada, frequentemente com uma sensação de calma. Uma inspiração é percebida pela consciência objetiva, mas esta resposta nem sempre é instantânea. Em grande parte dos casos a resposta vem depois quando a pessoa já se esqueceu do assunto. Este é um recurso muito usado por cientista, poetas e compositores, e é o que estou usando agora para escrever este texto.
Na transcendência feita a partir do subconsciente, um nível mais profundo, a resposta dificilmente acontece de forma instantânea. É uma técnica que requer mais cuidado, pois é feita a partir daí, a sede dos traumas e seu subconsciente lançará mão de todos os recursos para te responder, por isto cuidado com o texto que vai usar, ele será o comando principal a partir do qual todas as ações vão ser tomadas. Este comando tem que ser bem especifico deixando claro o tipo de resposta que deve ser gerada. Você pode começar sua transcendência por algo até mais concreto que sua mente, pode começar por seu corpo. não olhe para ele mantenha seus olhos abertos, mas imagine e sinta a batida do seu coração, imagine seus órgãos internos trabalhando, afinal é a maquina que você habita e que representa seu ser no mundo físico. Depois que tomar consciência do seu corpo vá subindo até seus olhos e comece a enxergar seu interior através deles.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A PIEDADE



Piedade = compaixão pelo sofrimento dos outros, comiseração, dó, misericórdia.
Compaixão = participação espiritual na infelicidade alheia que faz nascer um impulso de amor fraterno e de ternura para com o sofredor.
Comiseração = sentimento de piedade pela infelicidade de outrem.
Dó = sentimento de pena com relação a alguém.
Pena = compaixão, dó.
A piedade é a virtude que mais nos aproxima de Deus, que quando bem sentida é amor e esquecimento de si mesmo. É o esquecimento de si mesmo pelos infelizes. É a virtude por excelência.
A piedade anula o orgulho e o egoísmo.
Um dos atos mais agradáveis a Deus é o amparo ao órfão, dando carinho e apoio, evitando que o mesmo se enverede pelo caminho do vÍcio, mas temos que evitar o ar de proteção e de esmola, pois isso fere o coração de quem recebe. pode parecer contraditório sentir alegria na piedade, já que quando este sentimento ocorre, uma cena de sofrimento esta se desenrolando. É esta uma daquelas alegrias que produz um aperto no coração; a alegria de poder ajudar se origina no amor, a tristeza no sofrimento alheio também se origina no amor e sabemos que é o amor que salvará a humanidade e manterá o povo unido e livre do sofrimento. 
A piedade é uma energia tão forte que chega a superar a vontade. Todos nós queremos ter dinheiro e riqueza e a vontade nos move nesta direção, mas quando temos piedade essa vontade de riqueza material se dissipa, doamos até o que não temos àquele que está sofrendo.
A piedade é um sentimento nobre que traz benefícios inigualáveis para a alma, mas aquele que sufoca em si o sentimento de piedade por causa do egoísmo e do orgulho, sofre nefastas consequências, principalmente os que têm consciência do que estão fazendo.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Trauma psicológico moral

               Falarei nos próximos parágrafos sobre os bloqueios psicológicos que entravam nossa evolução moral, esses bloqueios surgem no decorrer de nossa vida com as experiências vividas no dia a dia, geralmente esses traumas estão associados a sentimentos negativos que adquirimos em nossa escala evolutiva.
               Como espirito, nascemos simples e ignorantes, e o primeiro defeito moral a surgir é o egoísmo que surgiu nos tempos primórdios da evolução, onde o homem necessitando lutar por seu alimento e pelo direito de acasalar o fazia através da violência, devido à falta de conhecimento de métodos mais civilizados. Com a violência empregada pelo homem na aquisição de suas necessidades básicas surgiu também a crueldade, o orgulho entre outros graves defeitos.
Kardec explica, o que é ignorância, no livro "O Céu e o Inferno", Primeira Parte, Capítulo VIII, item 12, como sendo “sem conhecimentos nem consciência do bem e do mal, porém, aptos para adquirir o que lhes falta.
               Portanto o homem não tinha consciência de si mesmo e era assim bastante animalizado, mas já trazia dentro de si os instintos que são sementes dos sentimentos nobres, instintos como: instinto de sobrevivência, de perpetuação das espécies e outros que vão sendo lapidados a ferro e fogo no decorrer das situações vivenciadas pelo espírito na carne e fora dela, quanto mais os espíritos evoluem intelectualmente e incorporam em suas consciências novos conceitos, menos ele necessita do sofrimento para evoluir, sendo a ignorância um dos fardos que jesus promete tirar das pessoas que               O procura, tornando mais suave a caminhada evolutiva.
             Nas palavras de São Luís, à questão 1006 de "O Livro dos Espíritos", “apenas os criou a todos simples e ignorantes, tendo todos, no entanto, que progredir em tempo mais ou menos longo, conforme a vontade de cada um. Percebemos com clareza nessa passagem do livros dos espíritos que a vontade é que nos move, sendo esse movimento realizado sempre em direção ao bem, porem de forma mais ou menos acelerada dependendo do fato dessa vontade ser mais persistente no bem ou no mal.
             Livro dos espíritos questão 120. “Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?”
“Pela fieira do mal, não; pela fieira da ignorância.”
           Portanto não precisamos sofrer para evoluir, se sofremos é porque escolhemos o mau em vez do bem, pois nosso livre arbítrio nos permite fazer essa escolha.
Kardec afirma na revista espirita de junho de 1863 que o Espírito criado simples e ignorante está, em sua origem, num estado de nulidade moral e intelectual, como a criança que acaba de nascer; se não fez o mal, não fez, não mais, o bem; não é nem feliz nem infeliz; age sem consciência e sem responsabilidade; uma vez que nada tem, nada pode perder, e não pode, não mais, retrogradar; sua responsabilidade não começa senão do momento em que se desenvolve nele o livre arbítrio; seu estado primitivo não é, pois, um estado de inocência inteligente e racional; por consequência, o mal que faz mais tarde infringindo as leis de Deus, abusando das faculdades que lhes foram dadas, não é um retorno do bem ao mal, mas a consequência do mau caminho em que se empenhou.”
Portando o espirito quando criado não tem amor nem ódio, e não tem conhecimento de nada apenas faz suas escolhas conforme seu livre arbítrio.
           O amadurecimento psicológico adquirido em nossas experiências é que nos colocará em posição de conforto em relação ao sofrimento.
           Os complexos psicológicos que tanto nos atordoam são variados e cada um em sua caminhada adquiri um grupo distintos desses complexos; os mais comuns são: complexos de inferioridade, os narcisismos, a agressividade, a culpa, o medo, a timidez, e podem evoluir até os estados graves de alienação mental.      
          Eu sou o que sou e a partir do que sou tenho que me recriar a cada momento transformando comportamentos removendo traumas que mim mantem preso a conceitos inibidores do meu progresso moral, não sou culpado sou um ser em desenvolvimento, não preciso ter medo, pois as leis naturais me proporcionam exatamente o que eu preciso para evoluir e além disso conto com a orientação e a proteção espiritual para me confortar, aliviar e até evitar meu sofrimento. O amor contido nessas entidades espirituais é o responsável por essas ações que tanto me auxiliam.
        Devemos ser sempre agradecido a Deus por nos criar para ser um futuro cristo pleno de um gozo indescritível no paraíso divino de eterno amor e ternura.
        Para isso, não devemos nos julgar, nem nos justificarmos, nem nos culparmos de nada. Devemos apenas nos descobrirmos nos melhorando a cada instante.
        A transformação interior ocorre, utilizando-se dos instrumentos do auto-amor, da auto-estima, da oração que estimula a capacidade de discernimento, da relaxação que libera das tensões, da meditação que faculta o crescimento interior.
        O auto-amor ensina-nos a encontrar-nos e desvela os potenciais de força íntima em nós jacentes.
A auto-estima leva-nos à fraternidade, ao convívio saudável com o nosso próximo, igualmente necessitado.
         Toda vez que sentimos necessidade de chamar a atenção, nos promovendo de alguma forma, é um sinal de alerta de que estamos sendo vítima do desequilíbrio de nosso ego e fatalmente isso nos trará problemas.
         A constante conscientização do estado ilusório da matéria, e a certeza de um mundo vindouro mais feliz, nos conduzirá a humildade e a vontade de cooperar com nosso próximo para que todo mundo evolua. Porquanto a vaidade é uma perigosa manifestação de desequilíbrio interior e a competição social pode soar como um sinal de alerta.



Ponto
Ponto de equilíbrio que se chama humildade
Contrapõe com a destrutiva vaidade
Humildade que traz amor e caridade
Vaidade que traz destruição e maldade

Ponto de apoio que se chama amor
Contrapõe ao ódio que traz a dor
Amor que carrega que traz doce sabor
Ódio que traz sofrimento e amargor

Ponto de doçura que se chama paz
Turbulência que desequilíbrio traz
Paz que na meiguice se compraz
Turbulência destruidora e voraz

Ponto de alegria que se chama luz
Escuridão que à dor conduz
Luz que ilumina o caminho da cruz
Escuridão que cega como capuz


Kleber Lages 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

                                                     


                                                                        SENTIMENTOS

Como já sabemos, nossas emoções são expressões dos nossos sentimentos e se manifestam usando blocos traumáticos como suporte ou diretamente em nossos órgãos físicos. Este é um fato positivo por nos fornecer a oportunidade de conhecê-los melhor e trabalhá-los. No entanto, a forma de encarar os sentimentos negativos geralmente não é feita levando em consideração os aspectos positivos desses sentimentos, para fazermos isso de forma mais adequada, temos que voltar a nossas origens e analisarmos o que existe de bom nesses sentimentos.
De início antes dos sentimentos nós não existíamos, os sentimentos negativos foram nossa essência principal, o pontapé inicial de nossa jornada. Os instintos originais estão evoluindo para sentimentos nobres, e foi com este objetivo que foram criados. Este é um aspecto positivo dos instintos, portanto, não se deve sentir culpado pelos sentimentos negativos que temos e o que nos tortura grandemente e devemos combater com todas as forças é a animosidade perante esses sentimentos, pois é em função da evolução deles que foram criadas as leis, o universo, e tudo mais que existe, exceto Deus é claro. A lei do progresso é ininterrupta e ao contrário do que parece, um espírito, em relação aos outros espíritos de seu nível moral pode ser impulsionado pela lei do progresso, tanto para cima como para baixo. Repito que em relação aos outros espíritos do seu nível moral, o que foi conquistado em termos de valores espirituais e isso não se perde, mas é cobrado um preço por aquilo que teve a oportunidade de se conquistar e não o fez.
Tomemos como exemplo o que aconteceu com os capelinos, habitantes de um planeta vizinho da Terra. Parte dos moradores do planeta evoluiu, já outros negligenciaram a lei do progresso moral em prol de bens matérias. Em um determinado ponto já não era mais possível o convívio entre os dois grupos, como o planeta também evoluiu, o grupo mais atrasado já não se harmonizava,  nem com o outro grupo, nem com o planeta e tiveram que ser retirados de capela e distribuído por outros orbes menos evoluídos.
Este é um fato que acontece regularmente no universo, o caso de capela é mais conhecido por nós por ter sido a Terra um dos planetas a acolher alguns desses espíritos. Foram encarnados no Egito alavancando nossos conhecimentos científicos. Alguns aproveitaram a oportunidades e galgaram degraus vivendo hoje em mundos mais avançados. Os espíritos mais endurecidos continuam entre nós, ainda presos a sentimentos negativos.
Como podemos observar, é normal ter sentimentos negativos, desde que nossa vontade esteja voltada para a evolução desses sentimentos. Embora nossa primeira reação em relação aos sentimentos seja bloqueá-los, este não é o melhor caminho, pois como sabemos “na natureza nada se perde tudo se transforma” e a opressão dos sentimentos negativos não irá curá-los, eles simplesmente se manifestarão de outra forma, geralmente em forma de doenças. O que nos resta é aceitá-los como normal para termos melhores condições de analisá-los com calma, procurando a melhor forma de erradicá-los transformando-os em sentimentos mais nobres.

Já vimos no caso do motorista citado anteriormente como se dá a formação e a reação desses sentimentos no mundo físico, você deve se lembrar de que o motorista já saiu de casa, nervoso e no percurso associou a buzina de um carro ao quadro traumático que já trazia, e a partir daí, toda vez que alguém buzinava para ele no trânsito reagia com violência, soltando um palavrão. A reação de xingamento deve ser evitada, mas o sentimento de raiva deve ser analisado a fundo. Este sentimento pode ter sido provocado pela briga que teve com a mulher antes de sair de casa ou pelo fato de estar atrasado. indiferente dos motivos que servirão de estopim para explosão desse sentimento de raiva, o motorista já estava em seu espírito e deve ser tratado com a reforma íntima.