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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Filosofando sobre Consciência




Somos Deus em potencial

Temos a certeza de nossa própria existência, temos o conhecimento e a experiência vivenciada de que somos alguma coisa que pensa, age e faz acontecer, mas nada disso significa a consciência de nossa própria existência, pois a consciência não é externa ao corpo físico, ela não está no cérebro, ela está na mente, e vem de muito além da mente, ela vem do espirito, e por esse motivo jamais será explicada de forma satisfatória pela filosofia ou por qualquer ciência que resiste a aceitar a existência de algo superior que comanda o ser material e o ego. A autoconsciência é essencialmente intuitiva e vem do ser cósmico que cada um representa; ninguém precisa estudar e adquirir conhecimento para ter certeza de sua existência, diferente do que a ciência prega, o próprio animal quando demarca território está  de alguma forma sinalizando a consciência de que ele existe, é como se dissesse; estou aqui não invada meu território, é uma consciência instintiva, um pouco diferente a consciência intuitiva, mas de uma forma ou de outra é um saber da própria existência.
O autoconhecimento amplia nossa consciência no sentido de quem somos e porque somos, mas não no sentido de que existimos e estamos ativos, quando se trata de matéria temos consciência de nosso corpo físico e dos objetos que nos cerca, mas quando se trata da mente de outra pessoa podemos ficar um tanto confusos, pois a grande maioria das pessoas não consegue ser o que gostariam de ser e por isso escondem o que são da sociedade, geralmente quando nos relacionamos com alguém, estamos tratando com um ator tentando de todas as formas mascararem suas crises existenciais, não é por acaso que no contexto social contemporâneo a depressão se tornou um grande problema comportamental e de saúde, as pessoa não conseguem perceber com clareza que somos seres divinos criados com o proposito de aprender a amar e praticar o amor incondicional, o apego o orgulho e a vaidade cegam a esmagadora maioria da população impedindo-os de desenvolver de forma satisfatória, o Deus potencial que cada ser humano representa. A consciência humana geralmente é falha por ser formada por conceitos internalizados por cada uma no decorrer de suas encarnações, o que se acreditava ser pecado a tempos passados hoje pode ser considerado normal, quando vivi minha adolescência, por exemplo, na região onde eu morava, a mulher separada do marido era vista de uma forma altamente preconceituosa e não tinha moral para outras pessoas, hoje a sociedade considera esse posicionamento um verdadeiro absurdo, até hoje a igreja católica se nega a fazer o casamento de uma mulher que já tenha sido casada, para eles o que Deus juntou nada pode separar, na minha opinião Deus respeita nosso livre arbítrio e não obriga ninguém a ficar juntos, além de ser misericordioso e capaz de nos perdoar infinitamente, alias quem deve nos perdoar somos nós mesmos, pois como eu disse no paragrafo anterior cada ser humano é um Deus em potencial, como nosso mestre Jesus, seguimos os passos do Pai e um dia, como Ele, construiremos e governaremos nosso próprio universo. Isso que acabo de dizer sobre sermos Deus soará para grande maioria que está lendo esse artigo como um conhecimento, apenas aqueles que estão preparados em conhecimento ou em fé terá hoje a consciência desse fato, alguns mais cercados de preconceitos, medos e culpas não conseguirão assimilar nem mesmo como conhecimento o teor dessas afirmações, isso advém de ensinamentos religiosos que pregam o ser humano como seres rastejantes e insignificantes perante o universo, cada um é aquilo que pensa e que acredita ser, estamos falando aqui de nível vibracional ou grau evolutivo de cada ser, a religião é só um caminho a decisão de acreditar em uma coisa ou outra, é de cada um, não acho que nenhuma religião esteja errada, considero apenas que cada ser humano se adequa a religião que acredita ser mais apropriada para si, não acredito em nenhuma religião completa ou coletiva, a individualidade de cada um é única e apenas o próprio espirito da pessoa o conhece inteiramente e sabe apontar o caminho mais seguro e eficiente. Sem duvida o grupo ajuda a encontrar o caminho, mas não consegue definir a direção que cada um deve seguir, uns precisa trabalhar mais o orgulho, outros a vaidade, outros os vícios, e ai por diante. Notem que me referi a consciência ser sermos um Deus em potencial e o conhecimento de sermos Deus em potencial deixando claro que conhecimento e consciência são coisas diferentes, embora o conhecimento ajude a ampliar a consciência como já foi dito anteriormente.

A consciência religiosa   

A razão quando atingiu um determinado nível no conteúdo humano abriu caminhos concretos para a moralidade revelando ao ser o conhecimento de sua existência e o conceito de certo e errado isso abriu e ampliou batalhas pela sobrevivência em varias frentes, do ambiente material que o cerca o homem deve tirar sua sobrevivência, no ambiente social seu ego e seus valores são forjados, e em seu interior as escolhas morais são feitas baseado no que foi internalizado, independente de filosofia, ciência ou religião o homem já em seus primeiros estágios evolutivos buscará algo superior para adorar e para seguir, pois além de não ter responsabilidade para assumir as imperfeições de sua existência, consciente ou inconscientemente ele sabe da impossibilidade de ser uma autocriação e que, portanto tem que haver algo mais no extenso universo que consegue visualizar, a  ciência procura analisar Deus como um criador do universo material, o religioso verá Deus como um pai de eterno e infinito amor, exceto algumas religiões Deus como sendo uma unidade universal, Deus é um todo e tudo que existe é uma parte de Deus, são patamares evolutivos galgados em nossa caminhada em direção a perfeição divina, tudo isso é revelado pela necessidade que o ser humano tem de evoluir em direção a algo maior, na verdade essa evolução se dá em direção a perfeição do próprio espirito que o criou, isso posto é fácil perceber aue dependendo do grau de obstinação que o individuo tiver pelo mau ele, usando do seu livre arbítrio, fará o caminho inverso apontado pelo espirito, formando nessa encarnação uma personalidade muito pouco aproveitável, para o espirito e o espirito usará as experiências vividas apenas como conhecimentos os sentimentos e os conceitos morais formdos por essa personalidade serão transmutados  futuramente em outras encarnações, e essa personalidade será dissolvida perdendo a consciência de sua própria existência, apenas o que serve ao proposito do amor puro incondicional, sobreviverá em cada personalidade formada pelo espirito. O solo essencial ao crescimento religioso pressupõe uma vida progressiva de auto realização, de coordenação das propensões naturais, de exercício da curiosidade, de um desfrutar das aventuras razoáveis da experimentação de sentimentos de satisfação, de fazer o temor funcionar como estímulo para a atenção e a consciência, de sedução pelo maravilhoso e de uma consciência normal de pequenez, de humildade. O crescimento é também baseado na descoberta de si, acompanhada da autocrítica a consciência; pois a consciência é realmente a crítica voltada para si próprio, por meio da própria escala de valores dos ideais pessoais.
No nível mental o ser humano procura ter uma ideia do que é Deus, em um nível mais profundo persegue o ideal de Deus , e a nível de consciência espiritual procura compreender a unidade de Deus, todos são níveis de consciência validos, embora estejam em patamares diferentes, e no final o eu deixa de ser individual e passa a ser uma parte do todo. Em nosso estagio atual a fraternidade e o amor, entre outros atributos, desenvolverá em nós a capacidade  de aceitar as diferenças e viver todos em um grande grupo familiar. Isso exigirá também um tipo de consciência único no universo, a consciência da existência e dos direitos dos outros indivíduos.
Esse sentimento grupal é apenas um dos requisitos importantes para adquirimos a consciência da existência de Deus e só essa consciência adquirida pela fé e pela vontade poderá nos proporcional o prazer de desfrutar a real presença e unidade com  Deus através de nosso espirito, todo o universo é um holograma e é dessa forma que nosso espirito contém Deus completamente, assim como Deus contém nosso espirito completamente, cada parte do todo contém o todo. Não consigo explicar de outra forma isso, mas quem quiser se aprofundar pode pesquisar melhor sobre o conceito de holograma.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CONSCIÊNCIA GERA CONSCIÊNCIA


Construído este estruturado paralelo entre a ação dos traumas e da consciência, você deverá estar apto a perceber que consciência gera consciência. Usando um modelo simples de raciocínio, podemos pensar nos conhecimentos matemáticos de uma criança; aquela que ainda não conhece os números não saberá fazer contas, como aquelas que não aprendeu fazer contas não conseguirá aprender expressões numéricas. Conhecimento gera conhecimento, isto é sabido por todos, o que alguns desconhecem e que um conhecimento especifico, gera uma consciência eterna e constantemente atuante, quando em sua reforma íntima você percebe a necessidade de erradicar seus defeitos morais, você adquire consciência desta necessidade, e se realmente entendeu o porquê desta necessidade, esta consciência elimina a ignorância e existirá para sempre no lugar dela.
Evidente que o simples entendimento desta necessidade não eliminará seus defeitos, mas funcionará como trampolim impulsionando sua vontade de eliminá-los. Com este primeiro passo dado você terá condições de buscar soluções visando seu bem estar. É o conhecimento ou pelo menos a noção das leis naturais que te fornecerão de forma segura o entusiasmo e a força inicial para uma relação mais estreita e verdadeira com sua alma. No final do livro estou apresentando uma boa noção dessas leis, é interessante que você leia pelo menos o suficiente para entender como funcionam.
Em nossa realidade interior as leis naturais agem de forma automática como agem em qualquer outro fenômeno, a diferença é que somos uma consciência por trás desta realidade e é este um diferencial enorme que determina um maior ou menor sofrimento. É evidente que estamos nos referindo aqui a uma consciência espiritual e não ao mero conhecimento da lógica que organiza os elementos físicos, embora pareça complicado é muito mais simples entender a religião do que a ciência, o que torna mais difícil o entendimento mais apurado da lógica religiosa são os defeitos morais. O egoísmo é uma dessas grandes barreiras, pois para o egoísta entender a religião, terá que abrir mão de sua filosofia de vida, que é a de acumular o máximo de bens materiais possíveis, e mais do que isso, abrir mão de muita coisa já conquistada, e isto é doloroso para quem tem apego excessivo a matéria. Cria-se então subterfúgios para mascarar a necessidade religiosa em favor do acúmulo de bens matérias, na verdade, este é um processo mais complexo do que parece, pois apesar de geralmente falarmos em egoísmo, por traz deste, há sempre pilares de sustentação que funcionam também como um alimento para o egoísmo- o orgulho e a vaidade, por exemplo, são defeitos morais que retroalimentam o egoísmo formando um complexo difícil de fragmentar. Não só os sentimentos como orgulho e vaidade podem exercer esta função, mas também os traumas.
Frequentemente vemos o complexo de inferioridade causado por um trauma de infância, forçar o indivíduo às mais cruéis barbáries na tentativa de provar seu valor ou somente para alimentar sua doentia autoestima. Além disso, as pessoas mentem, dissimulam e frequentemente usam um verniz social tentando te agradar ou te humilhar.
Pelos motivos supracitados, até mesmo o ambiente que estamos olhando e percebendo não apresenta para nós sua realidade, nossa percepção é construída em cima de nossa própria realidade interna, cada pessoa percebe uma realidade diferente em uma mesma situação.
Um exemplo clássico de formação de trauma associativo acontece no trânsito. Se o motorista sai de casa atrasado e com problemas a resolver, bastará que alguém atravesse na frente do carro ou buzine, para que ele solte um palavrão. Passado esse episódio, ele segue em frente sem se preocupar com o que aconteceu, mas uma coisa ruim começou a se formar em sua mente, como em seu consciente imperava um quadro psicológico de preocupação e irritação. A buzina que ouviu foi integrada a esse bloco que está na superfície de sua mente, formando um bloco só, e da próxima vez que ouvir alguém buzinar de novo para ele, a lembrança das emoções gravadas neste quadro virá à tona, e ele soltará outro palavrão, só que desta vez sem saber ao certo o porquê.

 Seria diferente se ele não tivesse formado este quadro traumático. Possivelmente a situação passaria pelo filtro da consciência e a reação seria mais ponderada.