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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Filosofando sobre Consciência




Somos Deus em potencial

Temos a certeza de nossa própria existência, temos o conhecimento e a experiência vivenciada de que somos alguma coisa que pensa, age e faz acontecer, mas nada disso significa a consciência de nossa própria existência, pois a consciência não é externa ao corpo físico, ela não está no cérebro, ela está na mente, e vem de muito além da mente, ela vem do espirito, e por esse motivo jamais será explicada de forma satisfatória pela filosofia ou por qualquer ciência que resiste a aceitar a existência de algo superior que comanda o ser material e o ego. A autoconsciência é essencialmente intuitiva e vem do ser cósmico que cada um representa; ninguém precisa estudar e adquirir conhecimento para ter certeza de sua existência, diferente do que a ciência prega, o próprio animal quando demarca território está  de alguma forma sinalizando a consciência de que ele existe, é como se dissesse; estou aqui não invada meu território, é uma consciência instintiva, um pouco diferente a consciência intuitiva, mas de uma forma ou de outra é um saber da própria existência.
O autoconhecimento amplia nossa consciência no sentido de quem somos e porque somos, mas não no sentido de que existimos e estamos ativos, quando se trata de matéria temos consciência de nosso corpo físico e dos objetos que nos cerca, mas quando se trata da mente de outra pessoa podemos ficar um tanto confusos, pois a grande maioria das pessoas não consegue ser o que gostariam de ser e por isso escondem o que são da sociedade, geralmente quando nos relacionamos com alguém, estamos tratando com um ator tentando de todas as formas mascararem suas crises existenciais, não é por acaso que no contexto social contemporâneo a depressão se tornou um grande problema comportamental e de saúde, as pessoa não conseguem perceber com clareza que somos seres divinos criados com o proposito de aprender a amar e praticar o amor incondicional, o apego o orgulho e a vaidade cegam a esmagadora maioria da população impedindo-os de desenvolver de forma satisfatória, o Deus potencial que cada ser humano representa. A consciência humana geralmente é falha por ser formada por conceitos internalizados por cada uma no decorrer de suas encarnações, o que se acreditava ser pecado a tempos passados hoje pode ser considerado normal, quando vivi minha adolescência, por exemplo, na região onde eu morava, a mulher separada do marido era vista de uma forma altamente preconceituosa e não tinha moral para outras pessoas, hoje a sociedade considera esse posicionamento um verdadeiro absurdo, até hoje a igreja católica se nega a fazer o casamento de uma mulher que já tenha sido casada, para eles o que Deus juntou nada pode separar, na minha opinião Deus respeita nosso livre arbítrio e não obriga ninguém a ficar juntos, além de ser misericordioso e capaz de nos perdoar infinitamente, alias quem deve nos perdoar somos nós mesmos, pois como eu disse no paragrafo anterior cada ser humano é um Deus em potencial, como nosso mestre Jesus, seguimos os passos do Pai e um dia, como Ele, construiremos e governaremos nosso próprio universo. Isso que acabo de dizer sobre sermos Deus soará para grande maioria que está lendo esse artigo como um conhecimento, apenas aqueles que estão preparados em conhecimento ou em fé terá hoje a consciência desse fato, alguns mais cercados de preconceitos, medos e culpas não conseguirão assimilar nem mesmo como conhecimento o teor dessas afirmações, isso advém de ensinamentos religiosos que pregam o ser humano como seres rastejantes e insignificantes perante o universo, cada um é aquilo que pensa e que acredita ser, estamos falando aqui de nível vibracional ou grau evolutivo de cada ser, a religião é só um caminho a decisão de acreditar em uma coisa ou outra, é de cada um, não acho que nenhuma religião esteja errada, considero apenas que cada ser humano se adequa a religião que acredita ser mais apropriada para si, não acredito em nenhuma religião completa ou coletiva, a individualidade de cada um é única e apenas o próprio espirito da pessoa o conhece inteiramente e sabe apontar o caminho mais seguro e eficiente. Sem duvida o grupo ajuda a encontrar o caminho, mas não consegue definir a direção que cada um deve seguir, uns precisa trabalhar mais o orgulho, outros a vaidade, outros os vícios, e ai por diante. Notem que me referi a consciência ser sermos um Deus em potencial e o conhecimento de sermos Deus em potencial deixando claro que conhecimento e consciência são coisas diferentes, embora o conhecimento ajude a ampliar a consciência como já foi dito anteriormente.

A consciência religiosa   

A razão quando atingiu um determinado nível no conteúdo humano abriu caminhos concretos para a moralidade revelando ao ser o conhecimento de sua existência e o conceito de certo e errado isso abriu e ampliou batalhas pela sobrevivência em varias frentes, do ambiente material que o cerca o homem deve tirar sua sobrevivência, no ambiente social seu ego e seus valores são forjados, e em seu interior as escolhas morais são feitas baseado no que foi internalizado, independente de filosofia, ciência ou religião o homem já em seus primeiros estágios evolutivos buscará algo superior para adorar e para seguir, pois além de não ter responsabilidade para assumir as imperfeições de sua existência, consciente ou inconscientemente ele sabe da impossibilidade de ser uma autocriação e que, portanto tem que haver algo mais no extenso universo que consegue visualizar, a  ciência procura analisar Deus como um criador do universo material, o religioso verá Deus como um pai de eterno e infinito amor, exceto algumas religiões Deus como sendo uma unidade universal, Deus é um todo e tudo que existe é uma parte de Deus, são patamares evolutivos galgados em nossa caminhada em direção a perfeição divina, tudo isso é revelado pela necessidade que o ser humano tem de evoluir em direção a algo maior, na verdade essa evolução se dá em direção a perfeição do próprio espirito que o criou, isso posto é fácil perceber aue dependendo do grau de obstinação que o individuo tiver pelo mau ele, usando do seu livre arbítrio, fará o caminho inverso apontado pelo espirito, formando nessa encarnação uma personalidade muito pouco aproveitável, para o espirito e o espirito usará as experiências vividas apenas como conhecimentos os sentimentos e os conceitos morais formdos por essa personalidade serão transmutados  futuramente em outras encarnações, e essa personalidade será dissolvida perdendo a consciência de sua própria existência, apenas o que serve ao proposito do amor puro incondicional, sobreviverá em cada personalidade formada pelo espirito. O solo essencial ao crescimento religioso pressupõe uma vida progressiva de auto realização, de coordenação das propensões naturais, de exercício da curiosidade, de um desfrutar das aventuras razoáveis da experimentação de sentimentos de satisfação, de fazer o temor funcionar como estímulo para a atenção e a consciência, de sedução pelo maravilhoso e de uma consciência normal de pequenez, de humildade. O crescimento é também baseado na descoberta de si, acompanhada da autocrítica a consciência; pois a consciência é realmente a crítica voltada para si próprio, por meio da própria escala de valores dos ideais pessoais.
No nível mental o ser humano procura ter uma ideia do que é Deus, em um nível mais profundo persegue o ideal de Deus , e a nível de consciência espiritual procura compreender a unidade de Deus, todos são níveis de consciência validos, embora estejam em patamares diferentes, e no final o eu deixa de ser individual e passa a ser uma parte do todo. Em nosso estagio atual a fraternidade e o amor, entre outros atributos, desenvolverá em nós a capacidade  de aceitar as diferenças e viver todos em um grande grupo familiar. Isso exigirá também um tipo de consciência único no universo, a consciência da existência e dos direitos dos outros indivíduos.
Esse sentimento grupal é apenas um dos requisitos importantes para adquirimos a consciência da existência de Deus e só essa consciência adquirida pela fé e pela vontade poderá nos proporcional o prazer de desfrutar a real presença e unidade com  Deus através de nosso espirito, todo o universo é um holograma e é dessa forma que nosso espirito contém Deus completamente, assim como Deus contém nosso espirito completamente, cada parte do todo contém o todo. Não consigo explicar de outra forma isso, mas quem quiser se aprofundar pode pesquisar melhor sobre o conceito de holograma.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Formação da personalidade do espirito




Com essa singular pincelada na formação do espirito, voltemos então a formação da personalidade desse espirito que se inicia em completa ignorância formada basicamente por instintos. Comecemos então nossa jornada descrevendo sucintamente esses instintos, que são na verdade, a semente dos sentimentos, a medida que o ser humano evolui vai transformando esses instintos em sensações e em seguida em sentimentos e intelectos, se capacitando cada vez mais a tomar decisões mais humanas ou divinas. Os instintos mais básicos são: instinto de sobrevivência e instinto de perpetuação da espécie, todos os seres vivos, incluindo os vegetais tem como principal objetivo passar seu gene para próxima geração garantindo assim a continuação da espécie. Como suporte a esse instinto foi criado o instinto sexual, o instinto materno e o instinto paterno; o medo é uma espécie de sub instinto do instinto de sobrevivência, ele faz o animal disparar em uma corrida sem pensar, como quase todos os instintos ele domina momentaneamente à vontade e o raciocínio, mesmo o ser humano não consegue ficar sombrio perante um eminente perigo, de maneira oposta também a coragem muitas vezes provoca impulsos impensados em defesa da própria vida. Nossa existência depende completamente desses instintos criados pelos administradores universais.

Espirito materno

O espirito santo são os sentimentos gerados e injetados em um circuito eletrônico especial que permeia todo o universo, é uma expressão da ministra divina, que por sua vez, é uma exteriorização materna de deus, digo exteriorização por que; tudo que é produzido no universo é produzido por entidades divinas, inclusive tudo que o ser humano acha que está gerando na verdade, vem do seu espirito, que,  como já foi dito sente a necessidade de criar novas experiências para formação de sua personalidade única, Existe em cada orbe um espirito materno e é esse espirito divino que mantém, como uma espécie de corpo sutil, esse circuito espiritual que denominamos de espirito santo.
Na realidade nós e  nosso próprio universo fomos criados com a participação de um espirito materno universal, e até hoje esse espirito materno através do espirito materno do planeta terra administra e sustenta o circuito espiritual que preenche nosso planeta, sempre tentando nos impulsionar às frequências mais elevadas de luz.
O espirito materno, o espirito infinito que é Deus (pai eterno), e o vosso espirito trabalham tão em uníssono, que não consegues interpretar separadamente o espirito materno.
O espirito materno está confinado no planeta terra, assim como o espirito santo, que como já foi enfatizado, é um corpo sutil do espirito materno, não tenho certeza se esse espirito tem um corpo material, já que a superfície física do planeta é o corpo material do cristo planetário.
O espirito santo como é de se supor, não é feito apenas de energia, a mente da ministra materna nos comanda e está intrinsecamente ligada a ele, tendo nele inclusive parte de sua memória, assim, todas as ações humanas são individualmente registradas por ele, e consequentemente levadas à consciência da ministra divina do nosso universo.
No próximo artigo abordarei sobre a evolução da mente das emoções e de suas faixas vibratórias

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A harmonia universal é movimento




Ao contrário do que se pensa, a harmonia está mais ligada ao movimento do que ao estático, pois nada no universo é estático, isso inclui nós, mesmo a pedra ou o ferro deixados em algum lugar está executando vários movimentos ao mesmo tempo, entre eles podemos pensar nos frenéticos movimentos de suas moléculas. Sua viagem na nave terra também lhe fornece vários movimentos, com o movimento da Terra em torno de seu eixo central, todos os objetos nela ancorados estão também girando em torno de si mesmo e com o movimento da Terra em volta do sol todo objeto está navegando pelo espaço sem fim.

O próprio universo é um movimento contínuo, cada partícula tem sua própria trajetória, sendo que cada trajetória é traçada obedecendo a lei da atração e repulsão; como é o caso das interações atômicas e das interações do homem em seu meio social.

Todo movimento na realidade significa para o objeto uma ferramenta de transformação, um ponto de partida com um local de chegada definido, isso claro, quando se pensa no movimento do objeto relacionando-o com os movimentos do universo, obedecendo o movimento da lei da atração todo movimento executado dentro dela obedecerá sempre os movimentos executados por ela, assim como, obedecendo a este princípio, estando o planeta Terra inserido no sistema solar, todo movimento da Terra obedecerá os movimentos do sol, o sol se movimenta obedecendo ao movimento da Via-Láctea, que é nossa galáxia. A Via-Láctea se movimenta obedecendo os movimentos do enxame de galáxia denominado grupo local, este é o conjunto de galáxia onde a nossa está inserida, assim até alcançar uma visão infinita para nós humanos, os movimentos serão cada vez maiores e sempre determinarão os movimentos menores, se o sol um dia cair, até mesmo neste momento de agonia, o planeta Terra acompanhará seu movimento e cairá também. Como o movimento é vibração, das galáxias aos átomos que formam nosso corpo haverá sempre uma violenta redução vibracional, mas a mudança ocorrerá apenas no grau de vibração, pois como o sol carrega seu cortejo de planetas, o átomo também carrega seus elétrons. O micro é idêntico ao macro, ao mesmo tempo que é uma unidade formadora do macro, ou seja, as mesmas leis que regem os movimentos dos planetas em torno do sol, regem também os movimentos dos elétrons em torno do seu núcleo, sendo os átomos a unidade formadora de todo o universo físico que se movimenta.

Uma questão interessante é se perguntar onde está Deus inserido neste contexto, ou melhor dizendo, como está este contexto inserido em Deus, é difícil imaginar, mas levando em consideração a análise que estamos realizando sobre movimentos, percebemos que nós e o universo não somos parcelas destacadas do todo, manipulados como marionetes por um ser superior, em primeiro lugar há no universo duas formas diferentes de ser que podemos classificar como matéria e espírito, embora seus movimentos obedeçam as mesmas leis de atração e a relação entre ambas também obedeçam esta lei, a natureza de seus teores são completamente diferentes, a matéria surge no universo com o movimento da energia que se compacta, depois que acontece a compactação o espirito surge nos movimentos de interação da energia com a matéria. Então o movimento não cria só a matéria, cria também a vida e a consciência que a desenvolve. Podemos entender melhor esse processo neste trecho do livro a grande síntese de Pietro Ubaldi.

“O organismo é uma construção ideoplástica; ocorre logo que a maturação evolutiva do meio, matéria, permita a manifestação do princípio latente e este se manifeste diversamente, de acordo com as circunstâncias do ambiente, onde e como permitir-lhe o desenvolvimento do meio, de manifestação. Órgão e função, pois, surgem juntos, e seu progresso é recíproco, devido a um apoio mútuo do órgão sobre a função que o desenvolve e da função sobre o órgão que a aperfeiçoa. Assim, a consciência não cria a vida, nem a vida cria a consciência, mas ambas trabalham e ajudam-se mutuamente a vir à luz: o princípio plasmando e desenvolvendo para si uma forma cada vez mais adequada à sua manifestação e a vida fixando esse impulso e organizando-se para maior perfeição. O princípio move a matéria, torna-a cada vez mais aderente à sua expressão; nesse trabalho se reforça, expande-se e se manifesta mais poderosa. Enquanto a vida é o efeito de um dinamismo íntimo organizador, constitui ao mesmo tempo o campo em que esse dinamismo se exercita e se desenvolve. Se a modelação das formas não proviesse de um princípio interno, não veríeis esse crescimento provir sempre de dentro, indo da reprodução dos tecidos, por vezes de órgãos inteiros, até a formação dos organismos adultos.

Em sua íntima estrutura cinética, a vida conserva a memória das ações e reações dinâmicas anteriores, concentra em si os traços marcantes e pode realizá-los todos. Assim é possível a concentração de toda a arquitetura de um organismo em um germe, sua reconstrução completa a partir da semente até a forma adulta. Toda a evolução vos apresenta o espetáculo desse processo de centralização e descentralização cinética que, no caso da semente, é como se o tocásseis com a mão. Nela, o movimento conserva todas as características de seu tipo; o germe conserva em seu âmago uma estrutura indelével e a lembrança do passado vivido, que terá de reproduzir intacto; já o organismo maduro terá a capacidade de modificá-lo mas somente em escala mínima; então, ele assimilará essa modificação e a transmitirá ao novo germe.

Os resultados da experiência da vida, em qualquer nível, gravitam para dentro; lá são destilados os valores, resumidos os totais e processada a síntese da ação. Para lá descem, em camadas sucessivas, os produtos da vida. O psiquismo fica em crescimento constante porque em redor do primeiro núcleo depositam-se, por superposição progressiva, os valores, os totais e as sínteses da vida. Assim, a consciência, embora em graus muito diferentes, é um fato universal em biologia; seu desenvolvimento, por adição dos resultados de experiências (variações cinéticas introduzidas na unidade vorticosa), é o resultado do fenômeno da vida. De um a outro extremo da vida (embora a consciência só apareça com intensidade nos organismos superiores onde, para divisão do trabalho, ela constrói para si órgãos particulares), a consciência, todavia, está sempre presente, desde a consciência elementar dos protos organismos até o espírito humano, o sistema de seu desenvolvimento é idêntico e constante. O centro enriquece-se em qualidade e em potência. Com isso adquire a capacidade de construir para si órgãos cada vez mais adequados a exprimir sua mais complexa estrutura. Assim, princípio e forma, mutuamente ativos e passivos sob o aguilhão dos choques das forças ambientais, sob o estímulo do impulso íntimo que, por lei de evolução, forceja por exteriorizar-se, evoluem gradualmente; pela tensão desse contraste desponta do mistério do ser à luz, do pólo consciência ao pólo forma, a manifestação da vida.

Desde a primeira forma protoplasmática, a vida tinha de possuir uma consciência orgânica própria, embora rudimentar. Sem isso não poderia subsistir aquela primitiva permuta. Se vida = permuta e permuta = psiquismo, então a vida = psiquismo.

Essa primordial consciência orgânica, em que já estão presentes as leis fundamentais da vida, está em toda a parte, em qualquer organismo. Desenvolvida na complexa estrutura cinética dos movimentos vorticosos, já era integrante da vida em seu primeiro nascer, como substrato fundamental de todos os crescimentos futuros. Essa consciência orgânica tornar-se-á inteligência orgânica e instinto; finalmente, ascenderá à consciência psíquica e abstrata no homem.

Você certamente se lembra o que relatei acima sobre a Terra ter o seu movimento comandado pelo movimento do sol e que se o sol cair a Terra cai também destruindo tudo que existe dentro dela, incluindo nós, pois então o movimento promove a harmonia ou o caos. Compreendida a análise do movimento sob este ângulo voltemos então a questão da presença de Deus no universo; percebam que a matéria sendo derivada da energia, o movimento de suas moléculas tenderá a desgastá-la, causando nesta matéria uma espécie de involução em direção a energia que a originou, ou seja, a energia evolui para matéria que por sua vez se desgasta se transformando novamente em energia, no percurso desse ciclo nasce a consciência com suas características próprias, como instintos e emoções, vimos acima que a partir da formação do átomo todo movimento que ocorre dentro e no entorno desse átomo fica registrado em si, sendo esse registro o formador da consciência, assim cada consciência tem o registro de todo movimento e processo de formação que ocorreu no universo, juntando os sentimentos ao conhecimento infinito que a consciência traz em si, no grau evolutivo que nós humanos atingimos somos imagem e semelhança de Deus e também obedecemos os movimentos de Deus, claro que observando sempre as limitações impostas pelo nosso grau evolutivo. Então Deus não comanda o universo de fora; nós somos uma de suas unidades formadoras, no enteando para sermos uma unidade formadora idêntica ao todo temos que ter livre arbítrio e esta é a característica em nós que muitas vezes nos leva a destruir invés de construir. Somos falhos e mau conhecemos as leis que regem o universo.

Mas o grande mestre, em sua sabedoria infinita, criou para nós uma válvula de escape para que possamos ter harmonia e paz interior, não precisamos seguir as leis e sermos perfeitos, pois a consciência se acalma com as intenções e não com as ações, se por exemplo você tenta ajudar alguém, e acaba maltratando esse alguém sem intenção de fazê-lo, talvez sua consciência o acuse, mas o peso desta acusação não será tão grande, você provavelmente se arrependerá aliviando o carma que sem a intenção de fazer o bem se instalaria. Assim o movimento de nossa mente deverá ser sempre em direção a criação, ou ao amor fraterno que cria com sabedoria de forma automática, esta é sem dúvida a forma mais pratica de fazer as coisas; amando estaremos seguindo o movimento maior de Deus e as coisas acontecerão de forma automática. Esta é a grande sacada do amor, se você não tem a capacidade do criador para seguir seus movimentos, apenas queira realmente amar, que este movimento já será o suficiente para te harmonizar e te colocar em equilíbrio com o universo.

Percebam o amor em sua unidade mais simples; imagine se todos na Terra se amassem e procurassem se ajudar.

Deus e o mas


A sabedoria do mestre nos criou

Mas nossa ignorância fala mais alto

Com limites inimagináveis nos amou

Mas o egoísmo nos toma de assalto

Sobre nossas cabeças sua luz derramou

Mas fazemos das trevas nosso ponto alto

Mesmo assim como sua unidade nos integrou



Nos fez com confiança seres independentes

Mas nós o amor não escolhemos

Perdoou nossos atos inconsequentes

Mas nós inconsequentes o desobedecemos

Nos aninhou como seu descendente

Mas nós escolhemos ser dissidentes

Faz de nós, entre nós íntimos parentes



Nos acariciou com o frescor de sua brisa

Mas desobedecemos seus conselhos

Colocou em nós sua própria divisa

Mas a arrancamos com arrelho

Nos elevou sempre com sua baliza

Mas desprezamos seu acervo

Sempre com carinho nosso futuro profetisa



Nos carregou em seus braços até onde estamos

Mas hoje dele não orgulhamos

Em seu seio frescor sempre amamentamos

Mas, nunca o agradecemos

Nos ensinou a colher o que plantamos

Mas como não plantamos, não colhemos

Nos dá abrigo e luz quando mais precisamos



Hoje deveríamos ser só agradecimento

Mas mal pensamos nele por um momento

Não aprendemos com seu ensinamento

Mas ainda reclamamos do sofrimento



És tu ó senhor poeta dos poetas

Acalento nas horas certas

Asilo de portas abertas

Promessa de felicidades eternas



Ponderado amor existencial

Pai da harmonia sideral

Nobre leveza sacramental

Carinho de amor paternal



Esperança nossa que se eterniza

Sabedoria que nos organiza

Presença que nos valoriza

Caridade que nos sintoniza



Nos ensina sobre a paz

Mão amiga que o bem faz

Aconchego que me compraz

Amor eterno que me satisfaz

kleber lages

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Doutrina religiosa não é fé




Ter fé não significa adorar a verdade a beleza e a bondade, aceitar e entender as coisas que Jesus ensinou significa apenas conhecer a verdade. Assimilar e referenciar essas verdades são um sistema de crenças mais ligado à filosofia do que a religião, mas a fé real se expressa mais nas atitudes do que nas palavras, o conhecimento religioso muitas vezes escraviza mantendo o conhecedor preso em seus conceitos, limitados pela incapacidade intelectual de adquirir novos conhecimentos; a fé verdadeira eleva o espirito e ajusta moralmente a conduta do individuo.
A fé sem obra é morta e a crença que é intelectual não nos impulsiona a construção moral em nossa labuta diária apenas nos informam que os conceitos religiosos existem e devem ser respeitados, mas a fé verdadeira nos faz abraçar esses conceitos e tentar pratica-los o máximo possível apesar de nosso orgulho, vaidade e egoísmo.
Para a fé verdadeira os conceitos religiosos estão em primeiro lugar e devem ser vividos com tal importância, não se podem usar esses conceitos para justificar pequenas atitudes egoístas do nosso dia a dia. Se se acredita no amor fraterno então não pode existir maior ou menor grau de preconceitos. A fé verdadeira nos deixa cego em relação a isso e se alguém realmente acredita no amor, não acreditará no preconceito, portanto não poderá entendê-lo nem assimila-lo, o preconceito  simplesmente não existirá para àquela pessoa, embora isso acarrete certas dificuldades no cenário social que a pessoa está inserida. A fé real muitas vezes nos coloca como pessoas inocentes e tolas por não perceber e não aceitar a existência de determinados defeitos em outras pessoas, esse é um dos motivos que obriga o amor a Deus sobre todas as coisas, pois o suposto inocente precisa de proteção espiritual extra para não ser esmagado pela sociedade, assim como as crianças que são também detentoras dessa inocência tem garantido o direito a essa proteção divina extraordinária, muitas vezes não compreendemos direito a expressão de Jesus quando ele disse: “Em verdade vos digo que, se não vos convertestes e não vos tornardes como criança, de modo algum entrareis no reino dos céus” na verdade jesus está falando de fé e bondade nas entrelinhas, pois como eu já disse, anteriormente, se você acredita com toda fé na bondade não sobrará margem em seu coração para acreditar na maldade e você será considerado um inocente para os homens e um “anjo” para Deus.
A crença ou o conhecimento da verdade é um curto caminho para a fé, mas só se tornará fé real quando aliada a vontade de servir a Deus e de ser perfeito como Ele, quando essas duas forças; a fé e a vontade se alinham, surge a fé verdadeira capaz de modificar nossas atitudes diárias.
Uma doutrina imposta a um grupo de pessoas é uma crença, a fé verdadeira é individual e se manifesta na conduta diária do individuo revelando e aprofundando sua relação com os ideais divinos, cumprir a doutrina de um grupo não é fé e nem chega a ser religião é apenas um conhecimento, e continuará o sendo até que os ideais divinos embutidos na doutrina passam a ser verdadeiramente praticados.

Na fé real os problemas da vida material tem que ser resolvidos, pois são eles o sal que tempera nosso crescimento moral; não pode haver fanatismo nem impaciência nem intolerância, pois a fé real em Deus deixará o leme de nosso barco nas mãos de jesus, não ficaremos preocupados com o amanhã, não nos revoltaremos com os acontecimentos em nossa vida, não duvidaremos de nosso sucesso final na vida espiritual e diante de tudo isso a fé nos proporcionará a sublime paz interior que cada um anseia.