Translate

Mostrando postagens com marcador virtude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador virtude. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

O espirito e o corpo físico, visão kardecista e a universalista




O espirito conforme allan kadec

“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo,
eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.
O espirito é eterno, e atemporal e é revestido por um invólucro material que é o corpo físico. O corpo físico por sua vez é uma vestimenta temporária usada como um instrumento de evolução para o espirito.
O corpo físico  é composto por elementos emprestados pelo planeta terra e pelo sol, a terra é sustentada tanto em luz como em gravidade por sua estrela que é o sol, o sol além de fornecer a luz repassa o carbono para o corpo humano através das plantas, o carbono é uma molécula essencial que produz a energia gasta pelo corpo físico e que também faz parte da estrutura desse corpo, é interessante que o leitor pesquise sobre a importância dessa molécula para o corpo humano, a terra fornece fosforo, cálcio, agua nitrogênio, oxigênio entre outros elementos formadores de nossa estrutura física, no final das contas, o corpo físico, é apenas um empréstimo feito pela mãe terra que o recolherá quando o fluido vital que o anima o abandonar, gostaria de abrir um parêntese aqui para lembrar que o planeta terra é um corpo físico de um espirito altamente desenvolvido denominado pela nossa literatura como cristo, na mesma situação se encontra o astro solar, no caso do sol, o corpo físico que ele representa é formado pela estrela central e pelos planetas que compõe sua corte celestial, assim sendo a terra é uma molécula desse grande corpo solar e nós somos um átomo na formação dessa molécula, o mesmo ocorre com os corpos astrais dessas entidades celestiais, esclarecido esse ponto fecho o parêntese então para continuarmos a discorrer sobre o tema espirito, o espirito que encarna a forma humana está destinado a ser um ser divino e jamais se encarnará em uma forma animal na superfície do planeta terra, para o kardecista o espirito não representa um ser puro e divinal, mas sim o resumo de tudo que ele viveu, de bom e de ruim em suas encarnações pregressas, assim o homem bom é o resultado de um espirito que aproveitou e assimilou os ensinamentos e experiências vividas em suas encarnações anteriores. Os espíritos encarnados e desencarnados atuam, moldam e dirigem a matéria e a moral no plano físico. No espiritismo o espirito encarnado também recebe a terminologia de alma o que não altera o seu sentido, a vida não é a alma é um fluido universal que  anima todos os seres viventes, o fluido que anima os animais e as plantas é o mesmo que anima o corpo humano, já a alma por ser o principio inteligente reside apenas na forma humana conforme já foi mencionado.
Na erraticidade a alma recebe o nome de espirito, veja o que diz nesse sentido o livro dos espíritos na questão 134,

“134. Que é a alma?

“Um Espírito encarnado.”
a) — Que era a alma antes de se unir ao corpo?

“Espírito.”

b) — As almas e os Espíritos são, portanto, idênticos, a mesma coisa?
“Sim, as almas não são senão os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais temporariamente revestem um invólucro carnal para se purificarem e esclarecerem.”
A alma em sua primeira encarnação é simples e ignorante necessitando de varias encarnações para que vá se aperfeiçoando gradativamente, dependendo a velocidade desse desenvolvimento do esforço individual de cada um. O espirito é eterno e sua estrutura é idêntica em todas as partes do universo o que muda de um para ouro é só a roupagem ou corpo físico.


O espirito conforme o livro de urantia

Já o livro de urantia é bem mais detalhista e divide o espirito criado puro e ignorante em sete espíritos que juntos formam um só. No trecho abaixo que foi retirado de sua pagina 702, os mentores nos fala sobre os primeiros seres humano que habitaram o planeta terra, os sete espíritos estão em negrito no texto abaixo.

“6. A Evolução da Mente Humana

(709.2) 62:6.1 Nós, os Portadores da Vida em Urântia, passamos por uma longa vigília e uma espera cuidadosa desde o dia em que inicialmente plantamos o plasma da vida nas águas planetárias e assim, naturalmente, até que o aparecimento dos primeiros seres realmente inteligentes e volitivos trouxesse-nos uma grande alegria e uma satisfação suprema.
(709.3) 62:6.2 Acompanhamos o desenvolvimento mental dos gêmeos, por meio da observação do funcionamento dos sete espíritos ajudantes da mente, destinados a Urântia, na época da nossa chegada ao planeta. Durante o longo desenvolvimento evolucionário da vida planetária, esses incansáveis ministradores da mente têm sempre registrado as suas habilidades crescentes de contatar as capacidades dos cérebros, em expansão sucessiva, das criaturas animais progressivamente superiores.
(709.4) 62:6.3 A princípio, apenas o espírito da intuição podia funcionar no comportamento, de instintos e reflexos, da vida animal primordial. Com a diferenciação dos tipos mais elevados, o espírito da compreensão tornou-se capaz de dotar tais criaturas com a dádiva da associação espontânea de idéias. Mais tarde observamos o espírito da coragem entrar em ação; os animais em evolução realmente desenvolviam uma forma incipiente de autoconsciência de proteção. Depois do aparecimento dos grupos de mamíferos, nós observamos o espírito do conhecimento manifestando-se em medida crescente. E a evolução dos mamíferos mais elevados trouxe à função o espírito do conselho, com o crescimento resultante do instinto de grupo e com os começos do desenvolvimento social primitivo.
(709.5) 62:6.4 Progressivamente, com o desenvolvimento dos mamíferos precursores e, em seguida, com o dos mamíferos intermediários e dos primatas, tínhamos observado o serviço implementado dos primeiros cinco ajudantes. Mas nunca os dois espíritos ajudantes restantes, os mais elevados ministradores da mente, haviam sido capazes de entrar em função no tipo de mente evolucionária de Urântia.
(709.6) 62:6.5 Imaginai o nosso júbilo, um dia — os dois gêmeos estavam com cerca de dez anos de idade quando o espírito da adoração fez o seu primeiro contato com a mente da gêmea fêmea e pouco depois com a do macho. Sabíamos que algo muito próximo da mente humana aproximava-se da culminância; e quando, cerca de um ano depois, eles finalmente resolveram, em consequência do pensamento meditativo e de decisão propositada, partir de casa e viajar para o norte, então o espírito da sabedoria começou a atuar em Urântia, nessas duas que são reconhecidas, agora, como mentes humanas.
(709.7) 62:6.6 Houve uma nova e imediata ordem de mobilização dos sete espíritos ajudantes da mente. “Estávamos cheios de expectativa; compreendíamos que se aproximava a hora longamente aguardada; sabíamos que estávamos no umbral da realização do nosso esforço prolongado para desenvolver e fazer evoluir em Urântia as criaturas dotadas de vontade.”
Esses sete espíritos, que são características da mente, tem a capacidade de fornecer dados e se conectarem com um espirito superior denominado ministra divina que tem como um dos seus corpos sutis o circuito do espirito santo que permeia todo o universo, esse circuito é composto por faixas vibracionais conhecidas por nos na superfície do planeta terra como sentimentos e são esses sentimentos que a mente humana vai sintonizando conforme vai se desenvolvendo.
Em um determinado ponto evolutivo a mente humana se torna apta a suportar a vibração de um espirito puro e perfeito criado pela inteligência suprema universal, esses espíritos são criados em serie e são todos idênticos, não tem personalidade, quando passa a habitar a mente humana é denominado de ajustador do pensamento e passa a conduzir o espirito humano, formado originalmente pelos sete espirito, em direção a havona, o paraíso central dos universos, o espirito humano conforme evolui com essa orientação divina alcança um nível de vibração compatível com o ajustador do pensamento se tornando um só com ele e se tornando a personalidade desse espirito divino, assim o espirito humano evolutivo se torna um Deus capaz de criar e gerenciar seu próprio universo e o espirito divino criado ganha uma personalidade única no universo, é útil ressaltar que conforme esse surpreendente  livro, a mente humana só se capacita a receber definitivamente o espirito divino perfeito, depois de receber o espirito da verdade, no nosso caso esse espirito foi implantado em nosso planeta pelo mestre jesus em sua encarnação na superfície terrestre a cerca de 2000 mil anos atrás.


domingo, 23 de julho de 2017

Moradas do universo



A casa do pai, a que Jesus se refere é o Universo. São dimensões que vibram em comprimento de ondas diferentes e mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos espíritos encarnados ou não, moradias conforme seu adiantamento moral.             
                 Nos planetas habitam diferentes espíritos em seus múltiplos corpos perispídicos, uns são felizes, outros infelizes; uns habitam na escuridão, outros na luz; uns vagueiam livres pelos espaços, outros estão presos em seu mundo.
                  Fazemos mudança de morada em toda nossa vida; dificilmente alguém mora no mesmo endereço do nascimento até a morte e quando mudamos de um bairro para outro, a primeira coisa que devemos fazer no endereço novo é conhecer a vizinhança.
                 Assim também devemos fazer quando passamos para o plano espiritual, com a diferença de que neste caso encontramos apoio de parentes e conhecidos da Terra que lá já estão, assim fica mais fácil termos referências sobre esses habitantes do novo mundo.
                 Os mundos não são estáticos, estão em constante progresso, assim os habitantes da Terra, por exemplo, estarão sempre mudando de nível moral e consequentemente elevando o planeta de categoria.
                   Em todas as moradas do Universo há evolução impulsionada pela lei do progresso, os que não acompanham este progresso ficam para traz, e são relegados a mundos menos evoluídos, mais compatíveis com seus níveis morais. Por outro lado, aqueles que atingem o grau máximo que seu mundo comporta são transferidos para um mundo mais evoluído, assim nenhum espírito vive em um só mundo com tudo o que precisa.
                   Todos migram constantemente de um mundo para outro mais, ou menos evoluídos.
                   Conforme o ensinamento dos espíritos, os mundos podem ser classificados de três formas gerais: os mundos primitivos onde habitam os espíritos com densidade corporal mais pesada ou mais materializada, e os quais predominam a brutalidade e o egoísmo; mundos de expiação e provas são mais evoluídos, embora aí ainda predomine o mal; é um mundo que tem como tônica o sofrimento de seus habitantes, que diminui conforme esses habitantes que vão evoluindo, e mundo de regeneração onde predomina o bem embora os habitantes desse mundo não sejam perfeitos ainda.

                  Os espíritos já depurados habitam os mundos celestes, onde reina soberanamente o bem. O planeta Terra pertence aos mundos de regeneração, falando nesses termos me refiro aos espíritos encarnados na superfície material do planeta, pois a terra possui varias faixas vibratórias, como nossos corpos sutis, na faixa vibratória material, onde os átomos são mais coesos, que é onde estamos locados nesse momento acreditamos estar em um terceiro ciclo de um total de sete ciclos, esses ciclos são divididos por faixas vibratórias. as outras dimensões de nosso planeta se encontram em níveis diferente de vibração do nosso, a quarta\ dimensão desse planeta, por exemplo, tem um nível de luz e de paz muito mais acentuado do que o nosso, suas tecnologias são bem mais desenvolvidas e as pessoa vivem bem mais e melhor.

Naturalmente entre essas categorias há infinitos graus de evolução intercalados, o que torna impossível a nomeação evolutiva individual dos mundos. 

  MUNDOS HABITADOS


O mestre disse um dia, ouve e meditai!
O Universo em sua beleza,
Guarda muitas moradas do pai!

Nobres espíritos disseram certa vez!
Um grande mundo tem sua grandeza,
Um pequeno mundo sua pequenez.

Em uma explosão, o Universo se formou!
Criando os planetas,
Que seu espírito um dia habitou!

Sabedoria divina infinita!
Coloriu de cor púrpura,
O mundo que hoje habita.

A paz que hoje traz contigo!
Conquistastes em um mundo
Que Deus te deu como abrigo.

Tens um planeta deslumbrante!
De natureza esplendorosa,
Onde encontra, felicidade abundante.

A espaçonave navega tranquila!
De planeta em planeta,
Iluminando a Via-Láctea que brilha!

O espírito alegre vaga como borboleta!
Viajando em puro êxtase,
Na cauda de um cometa.

No espírito duas coisas definem a leveza!
A luz, origem de tudo,
E da salvação, a certeza!

Aquele que não sabe amar!
Vivendo sempre em sofrimento,
 Só será feliz se Jesus enxergar!

Kleber Lages

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A harmonia universal é movimento




Ao contrário do que se pensa, a harmonia está mais ligada ao movimento do que ao estático, pois nada no universo é estático, isso inclui nós, mesmo a pedra ou o ferro deixados em algum lugar está executando vários movimentos ao mesmo tempo, entre eles podemos pensar nos frenéticos movimentos de suas moléculas. Sua viagem na nave terra também lhe fornece vários movimentos, com o movimento da Terra em torno de seu eixo central, todos os objetos nela ancorados estão também girando em torno de si mesmo e com o movimento da Terra em volta do sol todo objeto está navegando pelo espaço sem fim.

O próprio universo é um movimento contínuo, cada partícula tem sua própria trajetória, sendo que cada trajetória é traçada obedecendo a lei da atração e repulsão; como é o caso das interações atômicas e das interações do homem em seu meio social.

Todo movimento na realidade significa para o objeto uma ferramenta de transformação, um ponto de partida com um local de chegada definido, isso claro, quando se pensa no movimento do objeto relacionando-o com os movimentos do universo, obedecendo o movimento da lei da atração todo movimento executado dentro dela obedecerá sempre os movimentos executados por ela, assim como, obedecendo a este princípio, estando o planeta Terra inserido no sistema solar, todo movimento da Terra obedecerá os movimentos do sol, o sol se movimenta obedecendo ao movimento da Via-Láctea, que é nossa galáxia. A Via-Láctea se movimenta obedecendo os movimentos do enxame de galáxia denominado grupo local, este é o conjunto de galáxia onde a nossa está inserida, assim até alcançar uma visão infinita para nós humanos, os movimentos serão cada vez maiores e sempre determinarão os movimentos menores, se o sol um dia cair, até mesmo neste momento de agonia, o planeta Terra acompanhará seu movimento e cairá também. Como o movimento é vibração, das galáxias aos átomos que formam nosso corpo haverá sempre uma violenta redução vibracional, mas a mudança ocorrerá apenas no grau de vibração, pois como o sol carrega seu cortejo de planetas, o átomo também carrega seus elétrons. O micro é idêntico ao macro, ao mesmo tempo que é uma unidade formadora do macro, ou seja, as mesmas leis que regem os movimentos dos planetas em torno do sol, regem também os movimentos dos elétrons em torno do seu núcleo, sendo os átomos a unidade formadora de todo o universo físico que se movimenta.

Uma questão interessante é se perguntar onde está Deus inserido neste contexto, ou melhor dizendo, como está este contexto inserido em Deus, é difícil imaginar, mas levando em consideração a análise que estamos realizando sobre movimentos, percebemos que nós e o universo não somos parcelas destacadas do todo, manipulados como marionetes por um ser superior, em primeiro lugar há no universo duas formas diferentes de ser que podemos classificar como matéria e espírito, embora seus movimentos obedeçam as mesmas leis de atração e a relação entre ambas também obedeçam esta lei, a natureza de seus teores são completamente diferentes, a matéria surge no universo com o movimento da energia que se compacta, depois que acontece a compactação o espirito surge nos movimentos de interação da energia com a matéria. Então o movimento não cria só a matéria, cria também a vida e a consciência que a desenvolve. Podemos entender melhor esse processo neste trecho do livro a grande síntese de Pietro Ubaldi.

“O organismo é uma construção ideoplástica; ocorre logo que a maturação evolutiva do meio, matéria, permita a manifestação do princípio latente e este se manifeste diversamente, de acordo com as circunstâncias do ambiente, onde e como permitir-lhe o desenvolvimento do meio, de manifestação. Órgão e função, pois, surgem juntos, e seu progresso é recíproco, devido a um apoio mútuo do órgão sobre a função que o desenvolve e da função sobre o órgão que a aperfeiçoa. Assim, a consciência não cria a vida, nem a vida cria a consciência, mas ambas trabalham e ajudam-se mutuamente a vir à luz: o princípio plasmando e desenvolvendo para si uma forma cada vez mais adequada à sua manifestação e a vida fixando esse impulso e organizando-se para maior perfeição. O princípio move a matéria, torna-a cada vez mais aderente à sua expressão; nesse trabalho se reforça, expande-se e se manifesta mais poderosa. Enquanto a vida é o efeito de um dinamismo íntimo organizador, constitui ao mesmo tempo o campo em que esse dinamismo se exercita e se desenvolve. Se a modelação das formas não proviesse de um princípio interno, não veríeis esse crescimento provir sempre de dentro, indo da reprodução dos tecidos, por vezes de órgãos inteiros, até a formação dos organismos adultos.

Em sua íntima estrutura cinética, a vida conserva a memória das ações e reações dinâmicas anteriores, concentra em si os traços marcantes e pode realizá-los todos. Assim é possível a concentração de toda a arquitetura de um organismo em um germe, sua reconstrução completa a partir da semente até a forma adulta. Toda a evolução vos apresenta o espetáculo desse processo de centralização e descentralização cinética que, no caso da semente, é como se o tocásseis com a mão. Nela, o movimento conserva todas as características de seu tipo; o germe conserva em seu âmago uma estrutura indelével e a lembrança do passado vivido, que terá de reproduzir intacto; já o organismo maduro terá a capacidade de modificá-lo mas somente em escala mínima; então, ele assimilará essa modificação e a transmitirá ao novo germe.

Os resultados da experiência da vida, em qualquer nível, gravitam para dentro; lá são destilados os valores, resumidos os totais e processada a síntese da ação. Para lá descem, em camadas sucessivas, os produtos da vida. O psiquismo fica em crescimento constante porque em redor do primeiro núcleo depositam-se, por superposição progressiva, os valores, os totais e as sínteses da vida. Assim, a consciência, embora em graus muito diferentes, é um fato universal em biologia; seu desenvolvimento, por adição dos resultados de experiências (variações cinéticas introduzidas na unidade vorticosa), é o resultado do fenômeno da vida. De um a outro extremo da vida (embora a consciência só apareça com intensidade nos organismos superiores onde, para divisão do trabalho, ela constrói para si órgãos particulares), a consciência, todavia, está sempre presente, desde a consciência elementar dos protos organismos até o espírito humano, o sistema de seu desenvolvimento é idêntico e constante. O centro enriquece-se em qualidade e em potência. Com isso adquire a capacidade de construir para si órgãos cada vez mais adequados a exprimir sua mais complexa estrutura. Assim, princípio e forma, mutuamente ativos e passivos sob o aguilhão dos choques das forças ambientais, sob o estímulo do impulso íntimo que, por lei de evolução, forceja por exteriorizar-se, evoluem gradualmente; pela tensão desse contraste desponta do mistério do ser à luz, do pólo consciência ao pólo forma, a manifestação da vida.

Desde a primeira forma protoplasmática, a vida tinha de possuir uma consciência orgânica própria, embora rudimentar. Sem isso não poderia subsistir aquela primitiva permuta. Se vida = permuta e permuta = psiquismo, então a vida = psiquismo.

Essa primordial consciência orgânica, em que já estão presentes as leis fundamentais da vida, está em toda a parte, em qualquer organismo. Desenvolvida na complexa estrutura cinética dos movimentos vorticosos, já era integrante da vida em seu primeiro nascer, como substrato fundamental de todos os crescimentos futuros. Essa consciência orgânica tornar-se-á inteligência orgânica e instinto; finalmente, ascenderá à consciência psíquica e abstrata no homem.

Você certamente se lembra o que relatei acima sobre a Terra ter o seu movimento comandado pelo movimento do sol e que se o sol cair a Terra cai também destruindo tudo que existe dentro dela, incluindo nós, pois então o movimento promove a harmonia ou o caos. Compreendida a análise do movimento sob este ângulo voltemos então a questão da presença de Deus no universo; percebam que a matéria sendo derivada da energia, o movimento de suas moléculas tenderá a desgastá-la, causando nesta matéria uma espécie de involução em direção a energia que a originou, ou seja, a energia evolui para matéria que por sua vez se desgasta se transformando novamente em energia, no percurso desse ciclo nasce a consciência com suas características próprias, como instintos e emoções, vimos acima que a partir da formação do átomo todo movimento que ocorre dentro e no entorno desse átomo fica registrado em si, sendo esse registro o formador da consciência, assim cada consciência tem o registro de todo movimento e processo de formação que ocorreu no universo, juntando os sentimentos ao conhecimento infinito que a consciência traz em si, no grau evolutivo que nós humanos atingimos somos imagem e semelhança de Deus e também obedecemos os movimentos de Deus, claro que observando sempre as limitações impostas pelo nosso grau evolutivo. Então Deus não comanda o universo de fora; nós somos uma de suas unidades formadoras, no enteando para sermos uma unidade formadora idêntica ao todo temos que ter livre arbítrio e esta é a característica em nós que muitas vezes nos leva a destruir invés de construir. Somos falhos e mau conhecemos as leis que regem o universo.

Mas o grande mestre, em sua sabedoria infinita, criou para nós uma válvula de escape para que possamos ter harmonia e paz interior, não precisamos seguir as leis e sermos perfeitos, pois a consciência se acalma com as intenções e não com as ações, se por exemplo você tenta ajudar alguém, e acaba maltratando esse alguém sem intenção de fazê-lo, talvez sua consciência o acuse, mas o peso desta acusação não será tão grande, você provavelmente se arrependerá aliviando o carma que sem a intenção de fazer o bem se instalaria. Assim o movimento de nossa mente deverá ser sempre em direção a criação, ou ao amor fraterno que cria com sabedoria de forma automática, esta é sem dúvida a forma mais pratica de fazer as coisas; amando estaremos seguindo o movimento maior de Deus e as coisas acontecerão de forma automática. Esta é a grande sacada do amor, se você não tem a capacidade do criador para seguir seus movimentos, apenas queira realmente amar, que este movimento já será o suficiente para te harmonizar e te colocar em equilíbrio com o universo.

Percebam o amor em sua unidade mais simples; imagine se todos na Terra se amassem e procurassem se ajudar.

Deus e o mas


A sabedoria do mestre nos criou

Mas nossa ignorância fala mais alto

Com limites inimagináveis nos amou

Mas o egoísmo nos toma de assalto

Sobre nossas cabeças sua luz derramou

Mas fazemos das trevas nosso ponto alto

Mesmo assim como sua unidade nos integrou



Nos fez com confiança seres independentes

Mas nós o amor não escolhemos

Perdoou nossos atos inconsequentes

Mas nós inconsequentes o desobedecemos

Nos aninhou como seu descendente

Mas nós escolhemos ser dissidentes

Faz de nós, entre nós íntimos parentes



Nos acariciou com o frescor de sua brisa

Mas desobedecemos seus conselhos

Colocou em nós sua própria divisa

Mas a arrancamos com arrelho

Nos elevou sempre com sua baliza

Mas desprezamos seu acervo

Sempre com carinho nosso futuro profetisa



Nos carregou em seus braços até onde estamos

Mas hoje dele não orgulhamos

Em seu seio frescor sempre amamentamos

Mas, nunca o agradecemos

Nos ensinou a colher o que plantamos

Mas como não plantamos, não colhemos

Nos dá abrigo e luz quando mais precisamos



Hoje deveríamos ser só agradecimento

Mas mal pensamos nele por um momento

Não aprendemos com seu ensinamento

Mas ainda reclamamos do sofrimento



És tu ó senhor poeta dos poetas

Acalento nas horas certas

Asilo de portas abertas

Promessa de felicidades eternas



Ponderado amor existencial

Pai da harmonia sideral

Nobre leveza sacramental

Carinho de amor paternal



Esperança nossa que se eterniza

Sabedoria que nos organiza

Presença que nos valoriza

Caridade que nos sintoniza



Nos ensina sobre a paz

Mão amiga que o bem faz

Aconchego que me compraz

Amor eterno que me satisfaz

kleber lages

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Utilidade do pecado



O pecado na realidade é determinado pela consciência que o observa, sabendo que é um pecador esta consciência se admite como uma pessoa culpada, o que já é um passo para se corrigir o erro, o que é pecado para uns pode ser passado para outros, ou ainda pode existir em outros e não ser considerado pecado, em parte é uma definição individual que depende da vontade do observador em seguir a divindade.
A maioria dos espíritos que hoje abomina o assassinato já o praticou em vidas passadas, considerando-o normal e essencial a sua sobrevivência, nessa linha de raciocínio deve-se levar em consideração o atraso moral da pessoa que observa o pecado e o meio social e tecnológico que a pessoa vive, a maioria das pessoas de hoje ainda comem carne, mas já temos condições de substituir a carne por outras opções alimentares o que tem levado muitas pessoas a refletirem sobre a inutilidade de sacrificar animais para se alimentar adequadamente, com a conscientização e evolução moral da humanidade essa pratica de sacrifícios de animais, doravante adotará o caráter de pecado, e será extinta no futuro.
Dizem que Deus ama o pecador e odeia o pecado, mas quem criou o pecado? E qual a utilidade do pecado? Só existe um criador e, portanto, foi ele que criou o pecado, mas ao contrário do que muitos imaginam o pecado não é uma forma de punição e sim uma ferramenta evolutiva, por isso fomos criados simples e ignorantes, Deus não ama nem odeia o pecado ele apenas instituiu as leis que favorecem de forma mais eficientes nossa evolução moral, e isso inclui o pecado, é como um espeto nos impulsionando a andar para frente vencendo a preguiça o orgulho e outras barreiras. A própria lei de Deus quando observada e obedecida elimina o pecado de dentro da pessoa e em um período mais longo elimina o pecado do planeta.
Na maioria dos casos o orgulhoso não considera o orgulho como uma virtude ele apenas procura esconder de se mesmo esse orgulho no fundo de seu subconsciente.
Deus nos criou para sermos felizes adotando cada vez mais suas qualidades, assim o orgulhoso deve caminhar para a humildade e o principal obstáculo dessa caminhada é justamente a admissão de que o orgulho existe dentro dele, como admitiremos o orgulho se para isso precisamos de humildade. Na verdade, o que temos em nosso atual grau evolutivo é a humildade, pois somos imagem e semelhança de Deus, a prática do orgulho é uma opção individual no exercício do livre arbítrio. Neste momento duas opções para vencer essa barreira vêm a minha mente; uma é a vontade firme de caminhar em direção a Deus, “faça tua parte que te ajudarei”, a única coisa que o mestre nos pede é que queiramos mais os valores espirituais do que os bens materiais, o resto virá em consequência do nosso querer. A outra opção é nos voltarmos para nosso interior buscando identificar dentro de nós a qualidade divina que é a humildade mais pura e real, essas duas opções podem ser seguidas observando e seguindo os exemplos de jesus.

O livro de urantia em sua página 52 diz o seguinte;

“O prazer – a satisfação da felicidade – é desejável? Então, o homem deve viver em um mundo no qual a alternativa da dor e a probabilidade do sofrimento sejam possibilidades experimentáveis sempre presentes.
Em todo o universo, cada unidade é considerada como uma parte do todo. A sobrevivência da parte depende da cooperação com o plano e o propósito do todo: o desejo, de todo o coração, e uma perfeita disposição para fazer a vontade divina do Pai. O único mundo evolucionário sem erro (sem a possibilidade de um juízo pouco sábio) seria um mundo sem inteligência livre. No universo de Havona, há um bilhão de mundos perfeitos, com os seus habitantes perfeitos; mas o homem em evolução deve ser falível, se houver de ser livre. A inteligência livre e inexperiente não pode ser, certamente, de início, uniformemente sábia. A possibilidade do juízo errôneo (o mal) transforma-se em pecado apenas quando a vontade humana endossa, conscientemente, e adota, de propósito, um juízo deliberadamente imoral. ” (O livro de urantia)
O pecado do ponto de vista do terráqueo em relação a outros planetas e em relação a se mesmo é relativo, mas esse mesmo pecado em relação ao próprio planeta terra existe completo e é real, respeitando a proporcionalidade evolutiva de cada terráqueo.

Obs. Se você não entendeu essa última parte não se preocupe, é a mesma coisa que descrevi acima, é só uma forma diferente de agradar os nerds.

Utilidade do pecado 

Como Antônio sei que grosseiro fui
Caminhei descuidado pelo meu interior
Matei, chorei e bebi como rui
Escandalizei o mundo com cenas de horror

Desprezo a verdade que por dentro me corrói
Cultuo a mentira que rasga meu interior e dói
Vegeto de século em século avançando devagar
E apesar da dor não sei onde quero chegar

Mas como Antônio também vivi alegrias
Várias vezes vibrei de contentamento
Como rui estremeci de prazer na folia
E cantei louvores ao firmamento

No final tudo para mim foi licito
Nada de errado cometi
Todo suposto erro que errei
Me fez evoluir


Kleber Lages