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sábado, 31 de janeiro de 2015

riquezafelicidade: Realidade

riquezafelicidade: Realidade:                         Nossa realidade é a realidade interna é o que acreditamos ser verdadeiro, é o conjunto de nossas sensações, e...

Realidade

            

           Nossa realidade é a realidade interna é o que acreditamos ser verdadeiro, é o conjunto de nossas sensações, emoções e de todos os registros que temos dentro de nós adquiridos através dos cinco sentidos e através da intuição, é o resultado de tudo que vivenciamos.
             Estamos falando da realidade espiritual, da consciência divina que é uma verdade imutável que leva à evolução moral, sendo esta a única realidade possível, já que tudo mais é passageiro, apenas o que conseguimos integrar com fé inabalável a nossa consciência e que favorece a nossa evolução moral é permanente.
          A consciência passageira é real apenas para aqueles que acredita nela, o assassino pode acreditar que matar é certo por ter desenvolvido uma lógica diferente em sua mente objetiva, esta logica será sempre baseada nos conhecimentos que adquiriu no decorrer da existência de sua personalidade atual, se este assassino já adquiriu em vidas passadas a consciência de que matar é errado esta consciência favorece sua evolução e por isso é permanente, embora não esteja presente na realidade que está sendo formada nesta encarnação, esta consciência existe como parte indelével de seu espirito, pois toda evolução moral é integrada ao espirito de forma permanente.
              No caso do assassino, que mencionamos acima, o fato dele ter adquirido em vidas passadas a consciência de que matar é errado não quer dizer que nesta encarnação não praticará mais este ato, alguns fatores internos são relevantes para que isso ocorra ou não, o amor fraterno é um desses fatores, já que pela natureza do amor pressupõe-se que quem ama não mata, mas essa máxima também não é inteiramente real, pois depende sempre da intensidade desse amor em contrapartida a intensidade do orgulho que a pessoa ainda carrega dentro de si, é relativamente comum hoje em dia a ocorrência dos crimes passionais nos casos de adultério ou de rompimento da relação por um dos parceiros, neste caso não se comete o crime por amor e sim por orgulho.
             Tudo que adquirimos de bom no campo sentimental em uma encarnação passa a fazer parte de nosso espirito e o que se adquire de ruim no desenrolar da vida do indivíduo vai sendo substituído ou simplesmente eliminado, isso ocorre ou pelo sofrimento ou pelo conhecimento.  Para que se possa entender melhor a problemática da consciência objetiva e subjetiva é importante conhecer melhor os conceitos de mental superior e inferior, ou consciência objetiva e subjetiva, como já podemos perceber consciência objetiva é o que acreditamos ser verdade baseado nos conhecimentos adquiridos na encarnação que estamos vivendo e consciência subjetiva são os conhecimentos adquiridos em encarnações anteriores e que foram integrados ao ser de forma permanente por favorecer ou dar suporte aos bons sentimentos.
           A consciência maior que o ser humano deve alcançar é o amor fraterno, por ser este sentimento a essência de toda criação permanente. O conhecimento adquirido em qualquer circunstância pode ser integrado ao espirito de duas formas; pela fé cega, ou pela lógica, podemos acreditar que uma coisa é verdadeira se acreditarmos cegamente em quem nos afirma que esta coisa é verdadeira, claro que aqui não estamos falando apenas de confiar nesta pessoa, mas de acreditar também na capacidade intelectual e nos conhecimentos desta pessoa.
Em muitos casos acreditamos que uma coisa é verdadeira porque jesus falou, mas na realidade jesus pode não ter falado tal coisa, ou quem escreveu pode ter alterado essa verdade, mas mesmo assim acreditamos, isto porque essa certeza vem na verdade de sabedoria adquirida em vidas passadas, são conhecimentos já integrado de forma permanente á nosso ser, mas para quem não consegue perceber de forma convincente a lógica na existência de vidas passadas fica difícil entender de onde vem tanta certeza, então acredita-se ´porque jesus falou, sendo isso apenas uma justificativa para o acreditar no que não consegue explicar de outra forma.
             Devemos ter sempre em mente que o conhecimento é apenas um instrumento e deve ser usado com sabedoria e para sabedoria, explicando melhor, se conhecemos tudo sobre a caridade, mas não aplicamos esse conhecimento, então isso não é sabedoria é apenas conhecimento, se este saber for aplicado para transformações dos sentimentos, no momento de sua aplicação é sabedoria, quando a transformação proposta pela aplicação do saber ocorre e eleva os sentimento em nobreza esse saber se transforma em consciência permanente, de fato não praticamos a caridade apenas por conhecer seu valor, mas pelo impulso do sentimento de piedade emitido pelo amor, então conhecer a caridade é conhecimento, transformar esse conhecimento em amor é sabedoria.  
               A questão da lógica é um pouco mais complexa, requer a consciência do conhecimento da própria pessoa, não podendo ser levado em consideração o conhecimento de terceiros, já que o pensante deve reunir e interligar verdades já internalizadas, a dificuldade de se ter consciência objetiva dos próprios conhecimentos vem da questão de sintonia vibracional nossa realidade subjetiva é construída de energias bem mais sutis do que a realidade captada por nossos cinco sentidos e levadas a nosso cérebro por sinais químicos, nossa realidade interna é baseada em sentimentos enquanto que nossa realidade objetiva só pode interpretar pensamentos e emoções. 
            A realidade é a consciência do que acreditamos ser a verdade, por isso cada um tem uma forma diferente de ver o mundo, sendo que a consciência do mundo espiritual é a consciência de Deus, é o modo de Deus pensar e fazer as coisas, esta é uma realidade que jamais alcançaremos, pois nunca estaremos preparados para entendermos uma realidade absoluta, nossa realidade será sempre em relação ao que acreditamos ser verdadeiro.

              Muitas pessoas acreditam só no que podem ver e tocar esta é sua realidade, seu mundo real é o mundo material, e quando desencarnam não conseguem entender porque a matéria deixa de ter importância em sua vida. Este espirito terá um longo caminho de sofrimento e dor para entender e assimilar uma nova realidade, uma realidade onde o que realmente importa são os sentimentos, neste momento várias muralhas aparentemente intransponíveis surgirão, entre as mais graves estão; o orgulho, o egoísmos, os espíritos que foram prejudicados e que querem cobrar suas dívidas etc. nossa realidade absoluta também existe e é comum a todos os espíritos é a sabedoria que já explicamos em parágrafos anteriores, quem não tiver assimilado direito este conceito é importante que releia o parágrafo. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Instintos



               É um dos conceitos mais íntimos que temos em comum com os animais.
              Na fase evolutiva de nosso planeta a razão, mesmo em grau mais elevado, não é o suficiente para subjugar nossos mais baixos instintos e desta forma somos governados por eles, o primeiro e mais forte instinto é o instinto sexual que deu origem ao instinto de conservação e preservação da espécie, este último deu origem a formação da família onde reina um das mais puras formas de amor encontrada na terra.
            Embora este instinto primitivo ainda domine a maioria dos habitantes do planeta sua força vem diminuindo do decorrer dos milênios, este é um dos instintos que evolui para o amor fraterno, embora não possa ser destruído ele é continuamente transformado, em uma sublimação infreável e obrigatória para todos pela força da renúncia, da vontade própria e da fé.   
               Na verdade o instinto deu origem também a razão, começou na origem evolutiva do animal como uma transmissão de sinal químico celular, ganhou a imensidão do oceano, rastejou em direção ao pântano e alcançou terra firme fincando suas raízes no chão. Este é um termo bem apropriado para definir a evolução da vida no planeta, pois é o impulso que promove a evolução, foi ele que se transformando em ações nervosas, evoluiu para sensibilidade, evoluindo depois para instinto e se transformando em razão.
               Infelizmente o impulso em seu trajeto evolutivo gerou também defeitos como o egoísmo, o orgulho, a arrogância, entre outros, percebam que o impulso original direcionado corretamente leva ao paraíso, mas conduzido de forma equivocada como o fizemos leva ao sofrimento e a dor como se pode constatar facilmente hoje nas paisagens de nosso planeta.
              Hoje em dia nossos instintos são represados desde o nascimento, a educação polida que recebemos esconde embaixo do tapete as tendências internas e os instintos que trazemos enraizados na alma, o que foi definido como feio ou como errado pela cultura social não pode ser expresso e fica recalcado dentro de nós, a sociedade não pode nós aceitar como somos, um dos pontos principais desse estado de coisa é o trauma coletivo causado por guerras e outras disputas sangrentas promovidas pelo egoísmo humano em um passado não muito remoto, a criança  hoje em dia, para ser amada e aceita, tem que obedecer as regras sociais e não fazer o que é errado, esse amor condicionado ao que é certo, na verdade esconde um grande sentimento de egoísmo, pois o que se teme é ser atingido pela expressão do instinto primitivo do outro, o egoísmo é um dos instintos primitivos mais difíceis de ser combatido, foi criado pela insegurança do próprio homem que, em suas origens, interpretava a posse de bens como segurança para o futuro.             
          Desta forma cada dia temos mais dificuldade em definirmos nossos defeitos, nos especializando cada vez mais em ver o cisco no olho do outro e não ver a trave em nosso próprio olho, como já dizia nosso grande mestre jesus. 
         Como resultado deste intrínseco processo, rastejamos indefinidamente pelo solo do planeta carregando culpas, medos e depressões, que nos mantem prisioneiros do sofrimento e da angustia, depois que essas condições são instaladas instintivamente pela opressão social fica difícil nos livrarmos delas para alcançarmos a paz interior, mas é claro que o criador não nos deixaria sem respostas à mercê das circunstância, por isso nos concedeu a vontade a fé e a proteção para garimparmos nossos sentimentos interior através da reforma intima.

Transmutação de instinto

Transmutação que o homem de bem compartilha
Levando ao amanhecer de um sol que brilha
Tirando o instinto da escotilha
É o amor navegando em aguas tranquilas

Transmutação de lagarta em borboleta
Prova divina de evolução certa
Instinto que finalmente desperta
Deixando a ferida descoberta

Divina providencia de sabedoria
Sabia sequência de liturgia
Curando a ferida trazendo alegria
Como o sol de prata na pradaria

Caminhar seguro nos braços do ensino
Como natal em ressoar de sinos
Transformação de instinto em amor divino
É a graça de Deus com amor Angelino


Kleber Lages

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

SENTIMENTOS E EMOÇÕES



Quando falamos em emoções e sentimentos estamos falando de coisas bem parecidas, mas não iguais. Podemos dizer que as emoções são expressões dos sentimentos, mas a natureza dos sentimentos para nós ainda não foi revelada.  Na verdade, só nossas emoções ficam perdidas nos labirintos de nossos traumas mentais, os sentimentos verdadeiros serão sempre expressões diretas da alma. Por exemplo, se você vê um mendigo e fica penalizado, os traumas não participam do processo de exteriorização do sentimento de dó em você, e este sentimento é a expressão do amor e está vindo direto de sua alma.
As emoções podem ser tanto positivas como negativas, mas todas têm algo em comum: são expressões dos sentimentos. As emoções negativas são respostas aos instintos ou a sentimentos mais próximos destes, já as positivas estão mais diretamente ligadas aos sentimentos mais nobres.
A natureza dos sentimentos para nós ainda não foi revelada, mas sabemos que, o que está por traz deste mecanismo é a lei do progresso que impulsiona toda existência de forma constante e ininterrupta. Se alguém é orgulhoso este sentimento será nocivo ao seu adiantamento moral, e seu curso precisa ser corrigido para que retome o progresso.
Na maioria das vezes o conhecimento não é possível nesses casos, pois a pessoa não consegue nem mesmo admitir a existência do orgulho, assim resta às leis naturais nos impor o desequilíbrio gerando o sofrimento emocional. Detalharei este item mais adiante.
Quando nos referimos aqui às sensações positivas ou negativas estamos falando das que causam bem estar ou mal estar ao equilíbrio emocional do ser, considerando o equilíbrio emocional como, a consciência do ser em relação a seu estágio evolutivo, estando preparado para entender e aceitar com contentamento mesmo os momentos de sofrimento. Para esclarecermos este assunto seria necessário escrever outro livro, mas para quem confia em Deus existe um atalho, a bíblia, que nos diz que existe justiça divina em cada ser e em cada partícula do universo. Quem consegue vislumbrar a natureza de Deus aceita, e o egoísmo sufoca o sentimento de amor na maioria dos seres.

Tudo na vida tem um propósito e todo propósito existe em função de nossa evolução.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O que é discernimento



            Nossa consciência se forma baseando-se em conceitos adquiridos em nossas experiências, em nossos conhecimentos tidos como verdadeiros, e nos códigos divinos que estão em desenvolvimento em nós, tudo que favorece o desenvolvimentos desses códigos divinos é acoplado como realidade espiritual permanente.
      Nossa ignorância vai se transformando em conhecimento na medida que estudamos e experimentamos o mundo através dos cinco sentidos, todas as sensações e conceitos são acumulados influenciando diretamente em nosso julgamento do que é certo ou errado.
Em nossa atual fase de desenvolvimento moral a maioria de nossas certezas são mutáveis, devemos estar preparados para negar hoje o que ontem pregamos como verdade incontestável, demonstrando humidade.
        Com discernimento podemos nos melhorar cada dia mais, admitindo que somos seres imperfeitos em desenvolvimento e portanto sujeitos a cometer erros de julgamento mesmo no profundo tribunal de nossas consciências.
          O discernimento é sem dúvida um conceito importante em nossas vidas, não só para distinguir o certo do errado mas também para identificarmos com mais facilidade os espíritos e pessoas que nos rodeiam. A distinção correta do certo e do errado para os códigos divinos, pelo que já vimos até aqui é muito difícil de atingir, pois os conceitos por nós internalizados estará sempre obedecendo os ditames de nossos sentimentos, que se forem de orgulho e de vaidade, os conceitos serão formulados para satisfazerem esses sentimentos inferiores, o que destoa dos nobres ideais divinos, perceba que para perseguir o bem é necessário que tenhamos uma boa dose de discernimento e mesmo assim nossos sentidos poderão nos enganar mascarando a verdade em função de ganhos passageiros e superficiais.
          A espinha dorsal do discernimento verdadeiro deve sempre seguir a orientação do divino mestre jesus, que tem esse sentido bastante desenvolvido. Jesus não adivinhava o bem e nem era inspirado pelo alto sobre o que era certo ou errado, ele tinha os conceitos certos internalizados e usava seu próprio poder de discernimento para indicar o que correspondia a vontade de Deus, ao contrário do que muitos imaginam, Jesus não é Deus e nem foi criado divino mestre, Deus não criaria seus filhos uns superiores aos outros, se assim fosse que justiça haveria nisso? Deus criou jesus puro e ignorante como criou todos nós, jesus com seu esforço e sua dedicação se purificou, internalizou e praticou os conceitos corretamente, e mesmo depois de estar no céu se colocou à disposição do pai para sofrer novamente os horrores da carne onde melhor podia nos ensinar os conceitos por ele internalizados.
            Um dos nortes mais eficientes e de fácil acesso disponível hoje para o desenvolvimento adequado do discernimento, é o evangelho segundo o espiritismo, mas devemos usar essa ferramenta com cuidado e atenção, pois sempre corremos o risco de sermos influenciados em nossas interpretações por maus espíritos ou pelos nossos sentimentos inferiores, as verdades contidas no evangelho são eternas, mas podemos “sem querer” adaptar a interpretação dessas verdades às nossas necessidades mais imediatas.
Portanto o correto é estudar e pesquisar com vontade e de forma incansável, conquistando um elemento do quebra cabeça de cada vez, e juntando esses elementos com cuidado, sempre se perguntando se nossas conclusões, de alguma forma, estão ligadas de maneira positiva ao amor fraterno.
              Um importante fato ocorre incansavelmente a cada segundo em todas as partículas e ondas do universo, nada é estático, tudo se movimenta em direção a própria evolução, o que era a milésimos de segundos atrás, agora já não é mais.
               Uma consciência suprema comanda todas as consciências, e cada consciência comanda seus movimentos internos necessários a própria evolução, determinando pelas leis naturais o próprio ritmo de seu crescimento. Esse avanço é irrevogável uma vez alcançado um patamar em termos de consciência não há retorno ao estágio anterior, assim cada um evolui para Deus usando a consciência para determinar os próprios movimentos evolutivo.
          Uma das maiores armadilhas que enfrentamos nesse processo evolutivo, são os clichês, as vezes ficamos presos à atitudes mentais repetidas indefinidamente, patinando no mesmo lugar sem se dá conta que estamos infligindo uma lei natural, que é a lei da impermanência, as vezes vemos aqueles que nos rodeiam ficarem mais evoluídos, mais leves, mais felizes, enquanto sofremos cada vez mais no emaranhado cíclico mental que criamos e mantemos por medo do novo ou por ignorância.  

Rebeldia à lei divina

Amar a Deus sobre todas as coisas
Nos disse certo dia, o amigo jesus
E mesmo ensinando tamanha sabedoria
O homem, o pregou na cruz

Amar ao próximo como a si mesmo
Disse o mestre com mãos ensanguentadas
Mas desobedecendo a esse dogma supremo
O homem se destrói em lutas armadas

Amar mesmo seu inimigo
Jesus nos deixou como ensinamento
Mas o homem com suprema ignorância
Desprezou seu mandamento

Honrar pai e mãe
Nos ensinou jesus um dia
Mas o egoísmo humano
Matou nosso mestre com rebeldia


Kleber Lages 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Transmutando sentimentos



            A sede do sentimento é o coração. Um aperto no peito pode ser indicio de uma paixão, uma melancolia depressiva ou de um eminente infarto. Nesse último caso o problema é físico e a característica da dor sentida denunciará isso, o entupimento da veia acionou os nevos que carregando sinais elétricos até o cérebro transmitiu a necessidade da dor, portanto esse é um processo que teve início com um sinal químico, mas quando essa dor trata-se de paixão percebemos claramente que nossa mente foi ativada primeiro e o pensamento ativou depois o coração, portanto a dor da paixão teve início com  uma onda de pensamento que é bem mais abstrata que um sinal químico, um teve como pontapé inicial a fisiologia do corpo, o outro a fisiologia da alma, nos dois casos o processo passou pelo cérebro e foram comandados pelo espirito, a diferença é que o sinal químico veio de fora ou do físico ativando o cérebro; enquanto que a onda de pensamento acionou o espirito a partir do cérebro, sendo então a dor do infarto uma sensação física e a dor da paixão uma sensação espiritual, embora os dois processos tenha sido comandados pelo espirito.
           As emoções são expressões dos sentimentos, ativadas pelo espirito, e várias são as situações que podem desencadear as emoções, quando vemos, por exemplo, alguém parecido com a pessoa que amamos essa imagem traz lembranças, e junto com essas lembranças vem as emoções que podem provocar em nós um leve tremor. O sentimento é mais sutil que o pensamento e este é mais sutil que o tremor, o que ocorre então é uma progressão vibracional, transformando o sentimento em tremor físico, ou em rubor no caso de vergonha, ou em palidez no caso de medo etc.
           Cada espirito encarnado ou desencarnado tem um nível de vibração especifico sentindo de forma individual os impactos vibracionais, tudo depende da nobreza de sentimentos de cada um, se o espirito é portador de sentimentos mais elevados, as emoções serão suaves, e até mesmo prazerosas no sentido angelical, quanto mais nobre nossos sentimentos mais felizes e contentes seremos, evidentemente o contrário ocorre àqueles que tem sentimentos mais próximos dos instintos.
           O bom estado vibracional dos espíritos é de suma importância no momento de receber ajuda divina, pois as leis de Deus trabalha a favor de quem as segue, não que outros também não serão amparados, afinal somos todos filhos de Deus, mas aquele que segue as leis será amparado com conforto espiritual e brindado com a taça da felicidade, enquanto que quem nada contra a maré terá sempre alívios apenas paliativos e temporários.

Qual o limite da paixão?


           Quando falamos de paixão, não estamos falando de amor fraterno, são duas coisas diferentes que muita gente costuma confundir, a paixão está mais ligada aos instinto sexual e aos vícios, o futebol é um exemplo disso, gera nas pessoas de instintos mais primitivos a incitação à violência dentro e fora dos estádios, quando estamos apaixonado por uma pessoa o que move esta paixão são os interesses materiais ou o instinto sexual, ao contrário do amor que é um sentimento profundo que vem da alma e é movido pelo desejo, e até mesmo pela necessidade, de ajudar o outro, em nosso estagio evolutivo só a alta análise pode definir o limite da paixão em cada um, o que deve-se definir é o quanto a relação está te fazendo sofrer, o amor traz alivio para a alma conota doçura delicadeza e bem estar interior, enquanto a paixão é mais impetuosa carregada de desconfianças, ciúmes e sentimento de posse, provoca disputas entre os casais provocando sofrimento e desgastes nos dois. Resumindo; a paixão é derivada do instinto, e o amor é uma evolução da paixão.

Eliminando o egoísmo

          Perceba o quanto de egoísmo existe na paixão; ciúmes, sentimento de posse entre outros.  
O egoísmo é derivado no sentimento de conservação e preservação da espécie e é a origem de todos os outros sentimentos como; a vaidade, o orgulho a ingratidão etc. o sentimento de conservação não é nada mais que o gostar de si mesmo, o auto amor, só que este amor original faz referência ao espirito, mas quando o espirito começa suas encarnações esse auto amor é transferido para o eu pessoal em formação e para o corpo material, nesse ponto já si caracterizando como egoísmo e não mais como amor.
         O que temos a fazer é voltar as raízes, através da meditação, e curar o egoísmo ainda como instinto de conservação e preservação da espécie. Resgatar o amor ao espirito quando o espirito ainda não havia encarnado. Hoje não temos mais necessidade de auto defesa para sobreviver, basta confiar na espiritualidade, segurar seu emprego e estar preparado para aceitar o sofrimento como forma de evolução moral se for necessário. Devemos transformar o egoísmo em sentimento de amor e gratidão ao criador e dedicação à obra de Deus.
        Devemos Ir eliminando no percurso da regressão todo sentimento de culpa, levando em consideração a ignorância que tinha nosso espirito até então, e a necessidade dessa ignorância e do sofrimento por ela gerado, para o endurecimento do espirito no bem.    

domingo, 14 de dezembro de 2014

Agressividade


             Uma das expressões da cólera é a agressividade que pode significar defesa do território por medo de perdê-lo e ficar desprotegido. O instinto que provoca esta situação é o de preservação e perpetuação da espécie que por sua vez está diretamente ligado ao instinto sexual.
                Esse estado de coisa surgiu no reino animal pela necessidade que cada espécie tem de selecionar o gene mais forte para repassar a seus descendentes, melhorando assim as chances de sobrevivência de seus filhos e a consequente perpetuação das espécies. Há casos em que animais e mesmo homens chegam a lutar até a morte disputando a atenção da fêmea.
           A agressividade é o que dá mais força ao combatente, pelo fato de ser um sentimento de alta impetuosidade, o que significa para o agressor não levar em conta as consequências de seus atos, é também um ato de coragem que coloca em risco a própria integridade física e até a própria vida.
            No caso de ser provocada pela sexualidade, na agressividade da cólera, o agressor tem o objetivo de destruir o oponente.
           No caso dos humanos, todos nós temos um determinado grau de agressividade, mas o objetivo desta agressividade nem sempre é destruir o outro, na maioria das vezes o que se propõe é apenas prejudicar ou humilhar, isto também de certa forma está ligado a disputas sócias do dia a dia, e na maioria das vezes é impulsionado pelo orgulho ferido, pela vaidade que está ligada ao sexo, e pelo egoísmo. Em qualquer um dos casos, a agressividade é sempre sinal de atraso moral.  
           A agressividade também pressupõe imposição de limites a certas situações, por mais ponderada que a pessoa seja, chega a um ponto, que não encontrando outra forma de defender o que considera a invasão de seus limites, recorre a agressividade na tentativa de machucar ou desarmar o invasor forçando-o assim a parar ou recuar em seus propósitos.
Muitas vezes nos surpreendemos com ferozes batalhas dramatizadas em nosso campo mental, esta é uma das formas mais comuns de agressividade, devemos ter em mente que mesmo não tendo coragem de enfrentar e ferir nosso inimigo, o fato de estarmos fazendo isso em nossa imaginação é uma clara indicação de que nossas emoções são negativas o suficiente para provocar a agressividade.
         Essas emoções negativas se associam as formas pensamentos que estamos emitindo em forma de vibrações e atingem nosso opositor, naturalmente que o primeiro a ser atingido por esta onda somos nós, que estamos gerando e nutrindo essas vibrações negativas. Devemos então nesses momentos procurar suavizar essas ondas com pensamentos de amor, humildade, tolerância, perdão e renúncia, aumentando assim nosso nível de vibração e amenos acalmando o sentimento de revolta dentro de nós.     

         A agressividade não vai nos ajudar em nada na solução de nossos problemas, usando como exemplo uma situação corriqueira que ocorre no seio doméstico, que é disputa pelo domínio da relação, que acontece na maioria dos casamentos, percebemos que o homem tenta impor autoridade à sua esposa usando a agressividade, isto é um erro, pois o domínio que a mulher tem dentro de casa é uma conquista social que elas conseguiram depois de milhares de anos de submissão e humilhação.
            Com o crescimento do senso de justiça e de amor desenvolvido pela humanidade o ser humano em geral, de forma subjetiva ou não, aceitou a condição de que a mulher tem tanto direito dentro de casa quanto o homem, porém os vestígios de instinto sexual que o homem traz consigo ainda é um instinto animal, por isso a sua submissão à vontade da mulher fere seu orgulho, provocando reações agressivas na tentativa de preservar sua suposta autoridade sobre a vontade da mulher, esse tipo de comportamento muitas vezes está ligado ao egoísmo, ao ter o controle na condução da relação objetivando levar pequenas vantagens, como usar mais o carro da família.
           A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos.
           Gera medo, tensão, estresse, tristezas, ressentimentos, mágoas, culpas, inseguranças… Sentimentos que estão na origem de grande parte das doenças físicas.
           Descreverei abaixo a opinião de Freud sobre a agressividade, mas antes considero relevante o esclarecimento do termo pulsão; usado por ele, que significa processo dinâmico, força ou pressão, que faz o organismo tender para uma meta, a qual suprime o estado de tensão ou excitação corporal que é a fonte do processo, ou seja, é um sentimento interno que  exercendo uma pressão sobre o organismo faz com que este reaja tentando se livrar do incômodo causado pelo sentimento negativo que está provocando a pressão inicial.
           Apesar de Freud não concordar com a grande importância que Adler deu a pulsão da agressividade, ele concordou com a existência da mesma, defendendo que a pulsão da agressividade existe mas não como peça principal do processo, e sim como uma das características de cada processo desencadeado pelos sentimentos, assim o orgulho tem sua pulsão característica que desencadeia a agressividade, assim como a vaidade e os outros sentimentos tem cada um sua pulsão especifica desencadeante do processo.   
           Quando Freud fala de Adler está se referindo a outro cientista que viveu em sua época. Vamos a sua opinião sobre agressividade.
            “Não posso convencer-me a aceitar a existência de uma pulsão agressiva especial ao lado das pulsões familiares de autopreservação e de sexo, e de qualidade igual à destas*. Parece-me que Adler promoveu erradamente a uma pulsão especial e auto subsistente, o que é, na realidade, um atributo universal e indispensável de todas as pulsões - seu caráter pulsional premente, o que poderia ser descrito como a sua capacidade para iniciar movimento. Nada restaria, então, dos outras pulsões, a não ser a sua relação com um objetivo, pois a sua relação com os meios de alcançar esse objetivo teria sido retirada deles pelo ‘pulsão agressiva’. Apesar de toda a incerteza e obscuridade de nossa teoria das pulsões, eu preferiria, no momento, aderir ao ponto de vista usual, que deixa a cada pulsão o seu próprio poder de se tornar agressiva; e estaria inclinado a reconhecer as duas pulsões que se tornaram recalcadas em Hans como componentes familiares da libido sexual.
* (nota de rodapé acrescentada em 1923) A passagem acima foi escrita numa época em que Adler parecia ainda estar tomando terreno da psicanálise, antes de ele colocar em evidência o protesto masculino e rejeitar o recalcamento. Desde então eu mesmo fui obrigado a afirmar a existência de um ‘instinto agressivo’, mas este é diferente do de Adler. Prefiro chamá-lo ‘instinto destrutivo’ ou ‘instinto de morte’ (Freud, 1909, p.145-6)”

         Muitas vezes a pressão que funciona como pulsão para o desencadeamento da agressividade não acontece no ambiente interno de nossos sentimentos, um simples fato provocado pelos afazeres do dia a dia pode fazer este papel, isto costuma acontecer muito no transito, principalmente quando estamos atrasados e alguém nos atrapalha nos forçando a diminuir a velocidade de nosso veículo, temos a pressão exercida pelo horário a cumprir e é esta pressão que desencadeia a agressividade, isso ocorre porque o cumprimento do horário está intimamente ligado ao nosso egoísmo, ao afã de ganhar dinheiro, como a maioria das pessoas gostam de intitular “tempo é dinheiro”.
        Outro exemplo comum de pulsão de agressividade é a preguiça, a pessoa acomodada demais pode ficar irada quando solicitada a prestar algum tipo de trabalho.
          Devemos nos lembrar que a preguiça é um grave erro moral, pois é completamente oposta a lei que um dia nos colocará em destaque na vida material ou espiritual conforme a tendência de cada um, essa lei que é a lei do progresso tem como seu principal combustível o trabalho que quando não executado ou mal executado trava o caminhar da humanidade.      

Agressividade

Atente para o evoluir de seus sentimentos
Não se detenha na agressividade
Peça a Deus, da agressividade, o livramento
Viva sem agressão e sem maldade

O Pai te recompensará grandemente
Se o teu irmão, não ferir
Te acolherá no céu docemente
E em teus braços te fará dormir

O teu irmão te terá pela consideração
Pelo ferimento que deixou de sentir
Abrindo com ternura seu coração
E para sempre agradecendo a ti

Seus pais te abençoarão com grande comoção
Pelo mau que deixou de praticar
Em seu aconchego te acolherão
E com a mais doce ternura irão te aninhar

Sua esposa será sempre agradecida
Vendo em você um porto seguro
Ao seu filho doando a vida
Sempre te apoiando na dor e no apuro

Seus vizinhos te saudarão com alegria
Por não sofrerem constrangimento
Te sorrirão em um desejo de bom dia
Te causando sempre, contentamento

Seu colega de trabalho te dedicará respeito
Sabendo que por ti não será atacado
Te elevando com carinho em seu conceito
Desejando que você não seja abalado

Veja quantas benção por não ser agressivo
Tudo caminha a seu favor
Tudo te favorece como ser evolutivo
Tudo te leva ao caminho do amor

Kleber Lages