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sábado, 3 de março de 2018

Como agradar o criador universal



Em Deus, o homem vive, move-se e tem o seu ser; não há nada que o homem possa dar a Deus, a não ser essa escolha de ater-se à vontade do Pai; e uma decisão como essa, efetivada pelas criaturas volitivas inteligentes dos universos, na realidade, constitui a verdadeira adoração, que satisfaz muito plenamente ao Pai Criador, em cuja natureza o amor é preponderante.

(livro de urantia pag. 23)

O nível do espirito se alcança através da sabedoria e da adoração, mas nenhuma força benigna do universo jamais nos impõe formas de adoração, muito menos com sacrifícios ou sofrimento. A adoração a Deus para surtir efeito tem que ser feita de livre e espontânea vontade.
Nossas orações e quase todas as formas de comunicação que temos com o divino estão circunscritas ao domínio do mestre jesus, que engloba todo o universo local, organizado por Ele, Jesus é um filho criador, que tendo Deus como arquiteto, criou todo o universo onde nos movemos e vivemos; nós somos criação direta do pai universal, portanto somos irmãos de Jesus e também somos filhos criadores, e como somos cheios de imperfeições estamos modificando as paisagens do planeta tão divinamente criadas por nosso mestre Jesus, aliás muitos de nós tem a habito de adorar a natureza como incorporação divina, isso não é o correto a fazer, embora a natureza seja uma criação divina ela não tem encarnação divina.
Na realidade a adoração verdadeira será sempre direcionada ao ser supremo criador do universo, ela ultrapassa os domínios de Jesus e de todas as deidades existentes alcançando de forma direta o nosso Ser supremo, Ele mesmo o criador. Amar a Deus sobre todas as coisas é um conceito que deve nos remeter a algo bem mais profundo, pois o amor é o principal ingrediente para se adorar um Ser infinito em todas as direções benignas.
Adorar é diferente de pedir, quando pedimos alguma coisa estamos em prece, na adoração reconhecemos a grandeza e o amor incondicional do criador, de forma que em nosso coração não fica espaço para oura coisa se não a gratidão e dessa forma a adoração nos enche da presença divina nos proporcionando tudo aquilo que necessitamos para o nosso crescimento espiritual, pois o pai nos quer o mais breve possível junto à Ele, devemos compreender no entanto que nem todos estão preparados para evoluir por amor ou com abundância, muitos necessitam da miséria e do sofrimento para adquirirem humildade e dobrar o joelho diante da grandeza do criador, muitos tem riquezas e ainda assim são orgulhosos, não os inveje, pois esses ainda sofrerão muito ainda para aprenderem a usar as dadivas divinas para a obra do amor; o que é pobre, que sofre e reconhece a majestade de Deus, provavelmente já teve suas riquezas e desperdiçou com orgulho e vaidade, agora estão trilhando outro caminho que deve se revelar mais eficiente, o contrario do que é rico e não está aproveitando a oportunidade, esse ainda passará por provas e expiações, para um dia vergarem suas cabeças e reconhecerem a grandeza divina.   

GRANDEZA DIVINA


Divino ser criador do universo
Ser de luz, em mim manifesto
Expressão máxima de amor
Luz divina do meu ”eu sou”

Es tu a grandeza de toda volição
Em todo o universo traduz gratidão
Meu adorado ser criador universal
Expressão e afeto colossal

Divina presença em meu ser
Fonte eterna do saber
Contigo quero seguir avante
Expressão de luz brilhante

Grandeza maior que o universo
De joelho consigo converso
Agradecendo tanto amor e o espinho
Expressão pura de amor e carinho


Kleber Lages

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O que é a felicidade



A felicidade, docemente e lindamente explicada, na visão de uma querida e sensível amiga. 

Na trajetória de nossa vida, por tudo que já vivemos, por tudo que já passamos, por tudo que sofremos e por tudo que aprendemos com nossos erros e acertos, a todo momento somos tomados por oportunidades de aprendizado e redenção.
Nosso caminho é traçado por Deus, cabe a nós cumprirmos com nossos deveres para alcançarmos a graça divina.
Defeitos todos nós temos, o que devemos fazer e nos esforçamos para reverte-los, mas para isso é preciso admitir que nós os temos, isso se chama humildade. Abaixe a cabeça, entre em si, peça perdão para você mesmo e para Deus, se arrependa de coração, esse é o primeiro caminho para redenção, depois pense onde está o erro e foque exatamente nele.
Você não está sozinho, Deus sabe de tudo que o incomoda, orgulho nunca te levará a lugar algum, no mundo há pessoas de todos os níveis morais e intelectuais, você encontrará pessoas piores e melhores que você, mas estão todos em aprendizado constante como você, alguns cruzam seu caminho para te ensinar, outros para aprender com você, mas todos são colocados em sua vida pela providencia divina, alguns como inimigos talvez e outros como amigos, mas todos e tudo te ajudarão e evoluir.
Seu fardo pode ser maior do que o deles, porem eles cruzaram seu caminho para ajuda-lo a diminuir o peso desse fardo. Aceite de coração não se deixe levar pelo orgulho, respeite sempre o próximo mais próximo de você, que é sua família, é ela que de uma forma ou de outra te conduzirá ao bom caminho, é nela que você aprende o caminho do amor.
Levanta e caminha não tenha vergonha de pedir perdão e perdoe a todos que você pensa que te fizeram mal, agradeça-os de coração são eles os maiores responsáveis pelo seu crescimento pessoal.
Viva com base no presente semeie amor, compreensão e paz, pois seu futuro depende do que você semear hoje.
Felicidade é algo surpreendente, não a busque em coisas materiais, estas poderão ser conquistadas no plano material, mas nunca alcançarás a felicidade se não buscares dentro de você mesmo.
Felicidade é simplicidade, é amor no coração, é sentir-se em paz, é sentir-se harmonioso com tudo e com todos, é alivio no coração, livre de magoas e ressentimentos, é prontidão para ouvir, é prestar atenção e valorizar todo que há a sua volta, comtemplar a natureza e senti-la, é vivenciar os bons momentos ao lado da pessoa que amamos, é pisar descalço, andar na chuva, fazer coisas de criança e aprender com elas., é não ter preconceitos e viver intensamente com todas as pessoas sem ser diferente, é abrir sorrisos a todos indistintamente, sem criar barreiras, desejar aos irmão bom dia, tudo de bom. É não querer ser mais e nem menos que ninguém, é entender que todos somos iguais, independente de raça, cor, religião, situação financeira, é saber que o mundo pertence ao mundo, que nada levaremos dele quando partirmos, é entendermos que a felicidade é um sentimento de doação, de amor no coração, é querer bem sem olhar a quem, é viver intensamente em um mundo sem cobrança, sem medo e sem apegos, amar a todos como a nós mesmos, é criar expectativas de um mundo melhor a partir de nossas ações, as pessoas a nossa volta refletem aquilo que pensamos e que expressamos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Porque crucificamos jesus



Sendo a verdade um dos maiores patrimônios que Jesus nos deixou fica fácil imaginar porque Ele foi tão cruelmente assassinado.
Vários são os aspectos da verdade, e geralmente cada pessoa carrega sua própria verdade que sustenta seus sentimentos de egoísmo ou desapego, uma verdade fundamental é eterna e reconhecida instantaneamente pelo espírito preparado, intelectualmente ou moralmente para reconhece-la, fica fácil comprovar isso pela durabilidade e credibilidade das palavras do Cristo ditas a mais de dois mil anos, sendo que os conceitos humanos caem por terra em décadas ou até mesmo em menos tempo.
Os falsos conceitos que geralmente servem apenas ao egoísmo e ao orgulho conseguem atingir apenas as camadas mais superficiais da mente humana, não podendo serem aceitas mais profundamente onde se chocam com os princípios divinos advindos do espírito divino colocado em nós por Deus, do espírito santo e do espírito da verdade implantado em cada ser humano por Jesus.
A verdade torna-se um porto seguro não apenas por ser eterna, mas também por ser fundamental e indispensável para felicidade do homem, a consciência que acusa estará sempre acusando uma mentira, ao passo que o conceito em acordo com a consciência sempre confirmará uma verdade proporcionando paz e sossego.
A beleza da verdade sempre será inconfundível não só por se identificar perfeitamente com a alma remetendo a uma paz duradoura, mas também pela harmonia e segurança contida em si mesma. A beleza é um sentimento interior que traz a luz da consciência, um sentimento de prazer e paz.
Sendo jesus uma pessoa de verdades fundamentais jamais poderia escapar de represaria em uma sociedade que vivia de aparências servindo ao orgulho ao egoísmo e a vaidade, assim crucificaram-no por interesses que serviam as castas sociais da época, como veremos mais detalhadamente a seguir.
Jesus é um espírito que se propôs descer ao planeta Terra para mostrar aos homens o caminho que leva a felicidade eterna. Obviamente não merecia e não precisava ser crucificado como foi. Poderia muito bem ter cumprido sua missão e retornado a sua morada eterna sem maiores problemas, mas a humanidade mesmo tendo sido visitada por Moisés e outros pregadores não adquiriu o ritmo evolutivo de outros planetas de sua idade e natureza atômica. A programação original da data da vinda do Cristo coincidia com a data que Ele encarnou no planeta, mas os habitantes da terra usando do livre arbítrio haviam atrasado seu nível evolucionário, naturalmente a morte de jesus por assassinato ocorreria, também em outras épocas, de uma ou de outra forma, a crucificação ocorreu por ser a forma como os condenados a morte eram executados na época. Essa condenação ocorreu porque jesus pregava conceitos conflitantes com os interesses da elite política e econômica da época como seria ainda hoje se alguém com o seu carisma viesse a falar de amor e igualdade entre os homens.
Na época que jesus veio ao planeta, o sinédrio julgava todos os crimes, incluindo o de blasfêmia que geralmente se resumia em atos e pregações que feriam os interesses políticos e econômicos da elite, o sinédrio em várias ocasiões chegou a colocar espiões entre os discípulos de jesus tentando conseguir elementos para condena-lo por blasfêmia, “Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabai de ouvir a sua blasfêmia. ”
(Mateus 26:65)
Levantaram-se, porém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e Ásia, e discutiam com Estêvão;
10- E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava.
11- Então, subornaram homens que dissessem: Temos ouvido este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.
12- Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio.
13- Apresentaram testemunhas falsas, que depuseram: Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a lei;
14- Porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu.
(Atos 6:12-14)
Embora esse texto no geral possa dar a impressão que a vinda e morte do Cristo seguiu a ordem natural das coisas, gostaria de chamar a atenção do leitor para o parágrafo que cita o atraso de nosso planeta em relação a outros orbe irmãos e em relação aos quais não conseguimos manter o mesmo nível evolutivo. Temos informações seguras originadas na espiritualidade maior que nos afirmam que a vinda de entidades a outros planetas não ocorreu com tanta turbulência e crueldade como descrê, por exemplo, o livro de urantia.
“Quando os Filhos auto-outorgados, Criadores ou Magisteriais, passam pelos portais da morte, eles ressurgem, ao terceiro dia. Mas vós não deveríeis nutrir a ideia de que eles sempre têm o trágico fim que teve o vosso Filho Criador, que visitou o vosso mundo, há cerca de dezenove séculos. A experiência extraordinária e estranhamente cruel, pela qual Jesus de Nazaré passou, levou Urântia a ser conhecida no universo local como o “mundo da cruz”.
“Não se faz necessário que um tratamento tão desumano seja dispensado a um Filho de Deus; e a grande maioria de planetas tem dispensado a eles uma recepção de muito maior consideração, permitindo a eles terminar as suas carreiras mortais, encerrar a época, julgar os sobreviventes adormecidos e inaugurar uma nova dispensação, sem
impor-lhes nenhuma morte violenta. Um Filho auto-outogado deve encontrar a morte, deve passar por toda a experiência real dos mortais dos reinos, mas, que essa morte seja violenta ou incomum, não é um quesito do plano divino. ” (Livro de Urantia pg. 241)
“Então começou o reconhecimento administrativo da pequena e insignificante esfera, destinada a ser o planeta no qual, subseqüentemente Micael engajar-se-ia no empreendimento estupendo da auto-outorga mortal, participando das experiências que levaram Urântia (planeta terra) a tornar-se localmente conhecida desde então como o “mundo da cruz”.
É um fato que, de alguma maneira, mais cedo ou mais tarde, Jesus teria tido que se despojar do corpo mortal, da sua encarnação nessa carne, mas ele poderia ter cumprido essa tarefa de inúmeros modos, sem que fosse necessário morrer em uma cruz entre dois ladrões. Tudo isso foi um feito do homem, não de Deus.
(Livro de Urantia pagina 2086).

Atributos

Descido do céu infinito
Um amor infinito sem fim
De uma doçura da qual jamais se enjoa
Ternura sem fim e sem objetivo
Amor incondicional a todo elemento
Candura que brilha como gota de orvalho
Paz que acalma e sossega o coração
Luz que resplandece e clareia
Caminho verdade e vida para as almas
Sabedoria transcendente e infinita
Doce e eterna compaixão
Atributos mínimos citados…
De um ser supremo que um dia…
Nos visitou.


Kleber Lages

domingo, 11 de setembro de 2016

Indulgência

INDULGÊNCIA

                                                                    Doce palavra 

Clemência, misericórdia, absolvição de pena, ofensa ou dívida; desculpa, indulto, perdão; são muitos os significados dessa doce palavra, que pode nos remeter ao paraíso divino prometido pelo cristo.
              Geralmente essas coisas aplicamos a nós, sem nos lembrarmos que devemos amar ao próximo como a nós mesmos; vemos o cisco no olho do outro, mas negamos a trave que está no nosso, esta é uma lição do mais iluminado mestre que andou por esse planeta e que também nos disse, “atire-lhe a primeira pedra aquele que não tiver pecado”, deixando claro que devemos nos analisar, com a máxima imparcialidade para depois formular qualquer julgamento contra alguém.
              Francisco de Assis nos aconselha inclusive a sermos rigorosos com nós mesmos, em nossos julgamentos, e mais indulgente com o próximo.
              Devemos sempre agradecer a Deus por tantas oportunidades, por tanto amor, por tanta bondade e carinho; devemos pedir que nos guie cada vez mais no caminho do bem; devemos pedir pelo planeta terra, pedir para que possamos cumprir nossas obrigações no planeta e pedir principalmente que possamos proceder as doações de energias advindas do amor fraterno para engrandecimento moral da humanidade.
              Tudo que você precisa para caminhada em direção a luz como; o fervor necessário e o amor necessária está em ti e está no próximo, procure, pois, com indulgencia julgar para que com indulgencia seja julgado busque perceber na pessoa o que ela tem de melhor, é uma boa forma de praticar a indulgência aqui em nosso planeta.
          A coisa tem caminhado de uma forma meio acelerada em direção ao bem; muitas coisas ruins muitos sofrimentos foram evitados enquanto outros não serão possível evitar embora as pessoas comuns não conseguem perceber com clareza muitas correções estão sendo efetuadas de forma mais acentuada que o normal para o ritmo do planeta.
17.  Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.
            Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não pode tolerar o que é impuro.
           Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão ofendido. ” Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.
            Que é o que pedis ao Senhor, quando implorais para vós o seu perdão? Será unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele não puniria, é exato, mas tampouco recompensaria.
            A recompensa não pode constituir prêmio do bem que não foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido.
            Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes neles, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.
                Quando perdoardes aos vossos irmãos, não vos contenteis com o estender o véu do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente é esse véu para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perdão, o amor; fazei por eles o que pediríeis fizesse o vosso Pai celestial por vós.
         Substituí a cólera que conspurca, pelo amor que purifica. Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou; pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, visível aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou visível tão somente aos olhos do Espírito.
        Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta. Como ele, carregai todos vós as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calvário, em cujo cimo está a glorificação. – João, bispo de Bordéus. (1862)
(O evangelho segundo o espiritismo).

Beleza de um sentimento


Fruto sublime do amor
És ó sublime perdão
Balsamo sagrado da dor
Doce alegria do coração

Paz de esplêndida luminescência
Dia esplêndido de sol brilhante
Es tu ó indulgencia
Luz de sol escaldante

Borboleta flutuando em leve brisa
Pássaro cantor em verde palmeira
Inocente expressão de poetisa
Natureza divina derradeira

Conforto terno no coração
Calor que seca as lagrimas
Divina filha da abnegação
Suave flor das almas

A ti indulgencia, canto essa oração
Digna de ser hino de sabedoria
Pretendendo tocar o coração
Dos espíritos que almejam a alegria


Kleber Lages

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Princípio vital

                                                     

            O princípio vital é um agente, derivado do fluido universal, que anima a matéria comum a todos os seres vivos.  Para que se inicie a vida em um organismo, uma pequena porção de princípio vital é herdada dos genitores que a disponibiliza no DNA dos gametas no momento que são liberados.
            Qualquer pessoa percebe claramente uma diferença gritante entre um ser vivo e um objeto inanimado, o ser vivo é animado por um fluido que organiza e até fabrica as arrumações atômicas do corpo que anima.
            Oliver Lodge definiu o fluido vital como: "Que dizer do éter, que mantém juntos os átomos, que os solda, que é essencial na configuração característica de um corpo, e que é tão essencial quanto a própria matéria?
            "Geralmente, não nos ocupamos do aspecto etérico de um corpo: não temos nenhum órgão nem nenhum sentido que nos permita avaliá-lo; somente percebemos diretamente a matéria. Esta nós percebemos claramente quando somos crianças, mas ao crescermos, inferimos também o Éter; pelo menos alguns de nós o fazem. 
            Sabemos que um certo corpo, tendo uma certa forma, não pode existir sem as forças de coesão não pode pois existir sem o Éter querendo dizer por Éter, agora, não a totalidade, mas a sua parte imaterial, a parte que é a região da tensão, o receptáculo da energia potencial, a substância na qual se acham embebidos os átomos de matéria. Não apenas existe um corpo material, mas há também um corpo etérico; ambos coexistem.”

            Para melhor entendermos o princípio vital é necessário que mergulhemos no conceito de mente universal proposto pelos cientistas David Bohm e Pripram, conceito este que embora sejam aceitos no meio cientifico ainda é pouco conhecido. Conforme este princípio a mente universal é um holograma, cada partícula material e espiritual existente está presente em todas as partes do holograma universal e cada imagem de partícula modificada em uma das partes do holograma será modificada instantaneamente em todas as imagens desta partículas contidas no holograma.
Toda essa discussão em torno de hologramas serve para explicar de forma coerente a atuação dos espíritos na transferência de fluido vital de um corpo sadio para um corpo mais debilitado que precisa desse fluido.
            A doação do fluido tem que ser feita por um médio, isso porque a natureza vibracional do seu fluido se identifica melhor com a natureza do fluido exigido pelo corpo debilitado do necessitado.
            O fluido espiritual doado pela entidade desencarnada é de natureza diferente, e só afeta o campo psíquico do encarnado, no entanto esse fluido serve de transporte para o fluido animal doado pelo médium. 
           Nos dois casos o fluido expelido obedece a vontade das entidades envolvidas, essa vontade geralmente é acionada pelo amor existente na entidade expelente.
            A consciência espiritual tendo a capacidade de observar o estado atual da entidade necessitada pode melhorar a condição dessa entidade, modificando seu estado vibracional no holograma. Portanto o passe mediúnico fluídico é importante para o equilíbrio interior.
            Por outro lado o próprio doente tendo a fé necessária também pode se curar através de sugestões de autohipinose pode-se autorizar seu mentor a ajuda-lo na manipulação de seu próprio fluido redistribuindo-o de forma mais adequada.
            Esta técnica de autossugestão é uma técnica perigosa, mas foi adequadamente abordada em minhas publicações anteriores.      

Entre o corpo e a alma
Corpo instrumento e oficina da alma
Dotado de luz que te acalma
Receba o esplendor de energia viva
Que seu movimento ativa

Te doou com amor parte de mim
Te convido com ternura para meu festim
Te brindo com o fluido universal
Te dou a vida de forma integral

Alma cativa que sofre e chora
Sem atinar que essa é a hora
Alcançaras enfim a sonhada liberdade
Devendo alcança-la com tua vontade

Tênue luz, ligando corpo e espirito
Essência divina que a te credito
Energia alegre, faceira e vibrante
Que adere a te, mas despreza o diamante

Kleber Lages.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Transmutando sentimentos



            A sede do sentimento é o coração. Um aperto no peito pode ser indicio de uma paixão, uma melancolia depressiva ou de um eminente infarto. Nesse último caso o problema é físico e a característica da dor sentida denunciará isso, o entupimento da veia acionou os nevos que carregando sinais elétricos até o cérebro transmitiu a necessidade da dor, portanto esse é um processo que teve início com um sinal químico, mas quando essa dor trata-se de paixão percebemos claramente que nossa mente foi ativada primeiro e o pensamento ativou depois o coração, portanto a dor da paixão teve início com  uma onda de pensamento que é bem mais abstrata que um sinal químico, um teve como pontapé inicial a fisiologia do corpo, o outro a fisiologia da alma, nos dois casos o processo passou pelo cérebro e foram comandados pelo espirito, a diferença é que o sinal químico veio de fora ou do físico ativando o cérebro; enquanto que a onda de pensamento acionou o espirito a partir do cérebro, sendo então a dor do infarto uma sensação física e a dor da paixão uma sensação espiritual, embora os dois processos tenha sido comandados pelo espirito.
           As emoções são expressões dos sentimentos, ativadas pelo espirito, e várias são as situações que podem desencadear as emoções, quando vemos, por exemplo, alguém parecido com a pessoa que amamos essa imagem traz lembranças, e junto com essas lembranças vem as emoções que podem provocar em nós um leve tremor. O sentimento é mais sutil que o pensamento e este é mais sutil que o tremor, o que ocorre então é uma progressão vibracional, transformando o sentimento em tremor físico, ou em rubor no caso de vergonha, ou em palidez no caso de medo etc.
           Cada espirito encarnado ou desencarnado tem um nível de vibração especifico sentindo de forma individual os impactos vibracionais, tudo depende da nobreza de sentimentos de cada um, se o espirito é portador de sentimentos mais elevados, as emoções serão suaves, e até mesmo prazerosas no sentido angelical, quanto mais nobre nossos sentimentos mais felizes e contentes seremos, evidentemente o contrário ocorre àqueles que tem sentimentos mais próximos dos instintos.
           O bom estado vibracional dos espíritos é de suma importância no momento de receber ajuda divina, pois as leis de Deus trabalha a favor de quem as segue, não que outros também não serão amparados, afinal somos todos filhos de Deus, mas aquele que segue as leis será amparado com conforto espiritual e brindado com a taça da felicidade, enquanto que quem nada contra a maré terá sempre alívios apenas paliativos e temporários.

Qual o limite da paixão?


           Quando falamos de paixão, não estamos falando de amor fraterno, são duas coisas diferentes que muita gente costuma confundir, a paixão está mais ligada aos instinto sexual e aos vícios, o futebol é um exemplo disso, gera nas pessoas de instintos mais primitivos a incitação à violência dentro e fora dos estádios, quando estamos apaixonado por uma pessoa o que move esta paixão são os interesses materiais ou o instinto sexual, ao contrário do amor que é um sentimento profundo que vem da alma e é movido pelo desejo, e até mesmo pela necessidade, de ajudar o outro, em nosso estagio evolutivo só a alta análise pode definir o limite da paixão em cada um, o que deve-se definir é o quanto a relação está te fazendo sofrer, o amor traz alivio para a alma conota doçura delicadeza e bem estar interior, enquanto a paixão é mais impetuosa carregada de desconfianças, ciúmes e sentimento de posse, provoca disputas entre os casais provocando sofrimento e desgastes nos dois. Resumindo; a paixão é derivada do instinto, e o amor é uma evolução da paixão.

Eliminando o egoísmo

          Perceba o quanto de egoísmo existe na paixão; ciúmes, sentimento de posse entre outros.  
O egoísmo é derivado no sentimento de conservação e preservação da espécie e é a origem de todos os outros sentimentos como; a vaidade, o orgulho a ingratidão etc. o sentimento de conservação não é nada mais que o gostar de si mesmo, o auto amor, só que este amor original faz referência ao espirito, mas quando o espirito começa suas encarnações esse auto amor é transferido para o eu pessoal em formação e para o corpo material, nesse ponto já si caracterizando como egoísmo e não mais como amor.
         O que temos a fazer é voltar as raízes, através da meditação, e curar o egoísmo ainda como instinto de conservação e preservação da espécie. Resgatar o amor ao espirito quando o espirito ainda não havia encarnado. Hoje não temos mais necessidade de auto defesa para sobreviver, basta confiar na espiritualidade, segurar seu emprego e estar preparado para aceitar o sofrimento como forma de evolução moral se for necessário. Devemos transformar o egoísmo em sentimento de amor e gratidão ao criador e dedicação à obra de Deus.
        Devemos Ir eliminando no percurso da regressão todo sentimento de culpa, levando em consideração a ignorância que tinha nosso espirito até então, e a necessidade dessa ignorância e do sofrimento por ela gerado, para o endurecimento do espirito no bem.    

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tolerância

        
         Nossa capacidade de suportar a presença e o contato do próximo também contribui para a efetivação dos fundamentos da paz em nosso interior.
         Devemos saber ouvir o que os outros tem a dizer, não só focando nossa atenção em suas palavras, mas tentando entende-las da melhor forma possível, mais do que isso, temos que tentar descobrir os sentimentos que alimentam tais palavras.
           Em ocasiões especificas como em uma negociação financeira, quase sempre ficam claros os motivos que alimentam a conversa. Por mais belas e dissimuladas que sejam as expressões, nessas ocasiões, devemos procurar sempre ter em mente que o objetivo principal é o lucro.
          Frequentemente por traz desse tipo de comunicação está o egoísmo e não é fácil barrar o ímpeto do adversário que tenta te lesar. Paciência aqui também é uma virtude, assim como a compreensão dos sentimentos que move esta pessoa, mas o primordial em um momento de negociação é o senso de justiça. A pessoa com quem você está negociando não deve ser prejudicada, e nem você, por isso vá com calma deixe claro que você percebe o jogo de persuasão que está acontecendo, mas deixe claro também que este jogo não te interessa, que você vê as coisas de uma outra forma, apresente seu ponto de vista sobre a justiça, tenha como base de argumento na apresentação desse seu ponto de vista a justiça terrena, que é a que o interlocutor provavelmente melhor compreenderá.
            Se você não conseguir convence-lo, então desista do negócio, pois mesmo que você tenha o desprendimento necessário para tomar o prejuízo sem grandes perturbações lembre-se de que seus familiares ou outras pessoas dependem de você, e talvez não mereçam serem prejudicadas.
Se por ocasião de seus contatos você conseguir identificar o egoísmo ou outro tipo de defeito em seu interlocutor, lembre-se que não deverá julga-lo mau por isso, pois você mesmo tem seus próprios defeitos dos quais precisa se libertar, procure ter sempre em mente a máxima de jesus que diz ser o homem capaz de perceber o cisco no olho do outro e incapaz de ver a trave no seu próprio olho.
              É realmente difícil aceitarmos nossos defeitos, mas tendo o conhecimentos de que nesse orbe ninguém é perfeito podemos deduzir que temos também nossos problemas morais a resolver. Todos estamos aqui para evoluir e talvez a pessoa que você julga mal, está em um nível de evolução até maior que o seu.
           As leis naturais não nos fornece um caminho único e reto de evolução, cada um tem seu próprio caminho, as circunstancias que a vida nos traz, nós conduzirá a combater esse ou aquele quesito com mais tenacidade. Para citar um exemplo prático podemos pensar no alcoolismo, o alcoólatra pode ter vários outros defeitos, mas se o vício é o defeito que mais o prejudica, ele buscará combater primeiro esse vício, e só depois procurará identificar e combater os outros defeitos.
          É útil essa análise, pois muitas vezes vemos nos olhos dos outros a imagem de nós mesmo, o que dificulta nosso respeito as diferenças e as individualidades.
           Muitas vezes em um diálogo as palavras funcionam como uma bola de ping-pong, ou seja, se a pessoa nos agride com palavras tendemos a responder também com palavras agressivas, isso ocorre porque sentimos nosso orgulho ferido, e quanto maior for esse orgulho mais as agressões crescerão podendo atingir proporções mortais para os dois lados, nesta situação o ideal é não termos orgulho, mas no nosso atual nível de evolução é quase impossível que não o tenhamos, por isso quando alguém tentar de agredir com palavras o melhor a fazer é tentar entender os motivos desse alguém antes de responder, mas em hipótese alguma você deve revidar com agressividade. Tente responder com naturalidade com um sorriso fraternal que com certeza seu oponente se desarmará imediatamente. Seja calmo e prudente com as pessoas de seu convívio fornecendo desta maneira um exemplo a ser seguido, por mais resistente que a pessoa seja, um dia perceberá o erro que está cometendo e se espelhará em você para transformar suas próprias atitudes.
             A mansidão acalma e o amor eleva a alma à imensidão do infinito.
           Em família lembre-se sempre que seu irmão antipático hoje pode ter sido sua vítima de vidas passadas e foi colocado em seu convívio como oportunidade para o resgate desta dívida, de qualquer forma ele está com você por erro que você cometeu no passado, ou por sua vontade em ajuda-lo.

Procure

Procure sempre a companhia da tolerância
Ela te trará paz em abundância
Ela te levará a sabedoria dos deuses
Te classificando como os iluminados seres

Procure preservar a calma e a paciência
Elas te farão conhecer a mais nobre ciência
Terás a sabedoria divina que precisa
Terás uma vida suave como a brisa

Caminhe pela vida sempre com mansidão
Que do saber terás imensidão
Dê gloria a Deus pela resignação
Que Ele te trará regeneração

Procure palavra de carinho que acalma
Elas aliviarão sua alma
E então terás um futuro promissor
Serás um dia divino professor.


Kleber Lages 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

ORGULHO E CARIDADE



Todos os vícios e defeitos têm sua origem no orgulho no egoísmo e na vaidade, sendo estes uma variação do orgulho.
 A manifestação do orgulho é uma sensação de superioridade, um completo desamor ao próximo, é o egoísmo concentrando em si o amor, o orgulhoso ama a si mesmo acima de tudo e, às vezes, até acima de Deus.
 Pela falta de amor ao próximo, o orgulho despreza os que acham que estão abaixo de si, também é contrário a humildade, produz o egoísmo que é o medo de perder a superioridade que considera seu bem maior e produz a vaidade que é uma necessidade de aumentar o poder de sedução para satisfação dos mais rudimentares instintos. São esses instintos as primeiras armas do egoísmo sempre tendo como plataforma o medo da doce e suave humildade.
O orgulho distancia as pessoas e até provoca tragédias irreversíveis.  Geralmente não aceitamos ordens dos chefes ou mesmo conselhos dos mais velhos por orgulho, o que nos trás muitas consequências desagradáveis. Há uma espécie de vaidade que se chama “vaidade intelectual”, por isso quando nos consideramos mais preparados do que o nosso chefe; temos dificuldade em aceitar suas ordens. Por detrás desse tipo de orgulho: a inveja, o egoísmo, a falta de fé na justiça divina, a insegurança (necessidade de demonstrar competência), o medo, entre outras coisas e é essa justamente uma das dificuldades em combater o orgulho, pois são manifestações inconscientes que a luz da consciência poderia “diminuir” o tamanho de nosso ego, como o orgulho é uma característica da alma que traz em si uma energia potencial muito grande. Em outras palavras, pode  que bloquear as alavancas por trás de si em uma atitude de autodefesa e acaba criando um ciclo vicioso, partindo da inveja, indo até o orgulho e retornando a inveja, quando for essa a alavanca do orgulho.
Tratar de defeitos morais não é coisa fácil justamente por serem muito subjetivos, mas no caso do orgulho como em quase todos os defeitos da alma, o amor ao próximo o anularia já que o calor do amor impede humilhar a quem a gente ama.
 Outra forma é vigiar suas atitudes pensamentos e sentimentos a cada minuto do seu dia sempre direcionando a vontade na tentativa de se aprimorar moralmente. 
Santo Agostinho usava uma forma eficiente e simples para resolver esses problemas. Todos os dias antes de se deitar ele passava em revista tudo que tinha feito durante o dia analisando se tinha desagradado ou prejudicado alguém. A fé inabalável na felicidade futura pela prática do bem, também tende a neutralizar o orgulho.

Como podemos observar, o orgulho é o contrário da humildade e da caridade, por isso o grau de evolução espiritual da pessoa pode ser medido pela força do impulso de caridade, que manifesta claramente características próprias como: doçura, afabilidade, carinho, ternura, benevolência, abnegação e devotamento. Geralmente os olhos, os gestos, a voz, o desapego da pessoa revelam essas características da caridade.