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segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que é a mente cósmica universal



A mente cósmica não é independente de Deus, mas existe por si só, apesar de ser um reflexo de Deus é composta essencialmente por leis naturais que regem todos os processos ocorrentes no universo, é o espirito universal das coisas.
Essa mente universal rege tanto os processos materiais como todos os eventos que acontecem nas personalidades, é para nós a única realidade existente. Os reflexos das ocorrências materiais regidos por esse espirito é um evento com limitações no tempo e no espaço, portanto não é uma realidade definitiva. Naturalmente para a mente que habita os bastidores do superuniverso denominado espaço-tempo é praticamente impossível entender o modus operandi desse espirito.
O maior sentimento e a maior expressão, contidos no espirito universal é sem duvida a misericórdia, é através desse e nesse sentimento divino existem nos interstícios do universo que existimos e que nos movemos, sem a misericórdia divina não existiríamos e não cresceríamos.
Não é preciso dizer que esse espirito como expressão direta do criador é eterno e eternamente perfeito, contem todas as qualidades do criador e está presente em cada partícula e em cada onda existente no universo, já que é o coordenador de todos os processos ocorrentes. Naturalmente o infinito amor de Deus é insuperável, e esse amor tem como expressão a misericórdia, mas é através dos processos gerados pelo espirito universal, que é parte do criador, que experimentamos a misericórdia divina, não obtemos essa misericórdia diretamente de Deus, e sim diretamente em nós, em nossa mente e em nossa alma que são coordenados pela mente cósmica universal, o nosso pedido de socorro vibra na tela universal da mente cósmica e o socorro é gerado por processos executados por esse espirito universal que é expressão de Deus, a mente cósmica não é Deus pensando, Deus já pensou e criou essa mente, na verdade é um espirito gerado pela mente do criador que apesar de ter vida própria, vibra e existe diretamente em Deus, a mente cósmica é na verdade um espirito divino que não passou por encarnações em nenhum sistema planetário, para nós existe desde a eternidade e existira em infinidade por toda a eternidade.
A mente cósmica não cria, ela coordena e sustenta o que foi criado, e como vibra em Deus  toda criação necessária  é gerada por Ele, mesmo quando o ser humano, bebês espirituais, acham que criou alguma tecnologia nova, na verdade essa criação veio a sua mente por insight, portanto uma intuição vinda do plano astral. O único criador do universo é Deus, nada acontece sem que seja pela sua vontade, as únicas coisas que podemos criar são ilusões, pois toda co-criação humana é passageira e fica no plano material, o que levamos para o plano astral não é criação nossa são conquistas, como por exemplo, o amor, esse sentimento já existe em todo o universo astral e material, cada partícula e onda criadas por Deus foram criadas por amor e com amor, e em cada uma delas está contida o amor divino, portanto toda criação mineral, vegetal ou animal deve ser respeitada por conter o amor divino.


Nossos irmãos indígenas costumam ficar indignado com as explosões das pedras, o que causa estranheza em muitas pessoas, mas talvez não tenhamos o conhecimento do íntimo desses irmãos para entendermos sua verdadeira sensibilidade pelo significado divino. Estou abrindo esse parêntese por ter lido em um artigo vinculado a grande mídia, que não cabe aqui citar a fonte, mas que insinuava ser egoísta esse apego dos indígenas a natureza, até concordo com esse ponto de vista partindo de alguém essencialmente egoísta, mas gostaria que essa pessoa refletisse sobre a capacidade humana de avaliar e julgar outro ser humano, quando na verdade não conhecemos nem a nós mesmos, fica então o recado que espero chegar a essa pessoa, através das redes sociais e espero que esse irmão o leia e reflita sobre isso.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Noção de eternidade e espaço-tempo para a alma



Noção de eternidade


Primeiro vamos pensar um pouco sobre nossa eternidade.
Vamos inicialmente analisar essa passagem que aconteceu em um hospital do plano espiritual e foi narrada pelo espirito Ermance Dufaux no livro lírios da esperança em sua pagina 98;
“A paciente entrou em regressão espontânea. Depois das mãos contidas, foi a vez dos pés que também foram presos com amarras. Babava e respirava a longos haustos. Sessenta minutos e, em uma espécie de transe profundo, Selena começou a balbuciar algumas palavras  em diferente língua… Era um francês fluente e claro. Dona Modesta, dotada de xenoglossia no tempo, traduzia com facilidade.
— Qual seu nome? – interrogou Dona Modesta.
— Condessa… Condessa Pyrré…
— Em que ano estamos?
— 1573. Um ano depois da matança assassina…
— Matança? …
— … São Bartolomeu.
— Em que país?
— França. Estou na Paris dos católicos. O “Reinado” do Papa Gregório XIII….
(o dialogo continuou até a página 100)
 … Selena Seria submetida a uma regressão mediúnica induzida quando passadas vinte e quatro horas. “Dona Modesta “receber-lhe-ia” o inconsciente profundo, o corpo mental de Selena, para tratar-lhe as raízes de seu drama, Medicada a contento, ela adormeceu.”
Percebam que a personalidade aflorada pela médium já tinha desencarnado há muito tempo atrás e mesmo assim ainda sobrevivia no inconsciente da paciente interferindo de forma incisiva na vida da personalidade que estava sendo formada pela paciente.
É certo que a personalidade que formamos em cada encarnação é eterna, mas no momento que estamos encarnados como agora não conseguimos ter uma noção exata dessa eternidade, sabemos também ao certo que a eternidade está relacionada com o tempo, com o espaço e com o movimento, esse espaço-tempo não está relacionado completamente com o plano físico e sim com nossa dimensão consciencial quântica. Mas e o movimento? Como seria percebido o movimento em nossa consciência mais profunda? Para responder a essa pergunta podemos recorrer aos traumas psicológicos. Vou citar um trauma da encarnação presente, mas pode acontecer também com um trauma ocorrido em vidas passadas, suponhamos que uma mãe e um filho sofra um acidente de automóvel, a mãe fica presa nas ferragens e ver o filho agonizando adiante sem poder ajudar, essa cena fica gravada para sempre no inconsciente dessa mãe juntamente com a angustia a tristeza, sensação de impotência e outros sentimento negativos, toda vez que a mãe presenciar cenas parecidas ou receber estímulos que trouxer de volta, a sua consciência, o acidente virá junto com a cena todos os sentimentos negativos vividos naquele momento, o subconsciente agirá sempre como se a cena tivesse acontecendo naquele momento, revelando assim uma total falta de noção do tempo que transcorreu desde a data do acidente, só que esse quadro traumático está gravado em nosso subconsciente e podemos resolve-lo trazendo-o a nossa consciência, o subconsciente não raciocina mas como podemos perceber é onde reside nossa eternidade registrada em forma de quadros psicológicos que retratam nossas vivencias do dia-a-dia, portando essas vivencias são movimentos necessários para construção de nossa eternidade.
Esse texto por ser destinado a um blog é um texto curto e, portanto não pode trazer a noção exata que cada um deve ter sobre a eternidade, mas pretende ser um convite a reflexão deste tema, está na hora de termos como personalidades em formação a noção de sermos eternos, pois caminhamos a passos largos para um mundo de maior fraternidade e mais proximidade com a espiritualidade superior, apesar de algumas medidas amargas estarem sendo aplicadas, principalmente em países espiritualmente importantes como o brasil, o pais e o planeta sofrerão mudanças cada vez mais aceleradas e incisivas que mudarão os sentimento das pessoas que permanecerem na crosta terrestre.

Noção de espaço-tempo

Quando tentamos incorporar o espírito de eternidade não podemos levar em consideração o tempo, isso porque o tempo faz referência ao espaço, como o relógio que marca linearmente o tempo de zero hora à 12h00min, no espírito de eternidade esse estado linearidade não existe porque se, por exemplo, quando por um descuido eu despenco de uma determinada altura, no momento que eu estiver caindo o tempo para mim terá um significado diferente e vai parecer uma eternidade, enquanto que o relógio pode ter marcado apenas alguns segundos, hora que eu chegar em baixo no chão, não vou ter uma noção linear do tempo que eu gastei, já  o relógio vai poder marcar esse tempo que eu gastei de onde que eu cair até a cama elástica em segundos, nesse caso do relógio o tempo é linear, pois pode ser marcado de forma continua, mas em minha consciência ou minha mente, minha percepção desse tempo  não significa apenas alguns segundos, esse tempo demorou a passar, eu desacelerei esse tempo na minha consciência.
Então o espaço que esse tempo ocupa em nossa mente é um espaço consciencial, é um espaço-tempo de nossa consciência, não é um espaço na dimensão espaço-tempo descrita por Newton.
Talvez a teoria de Albert Einstein determinando um espaço-tempo quadridimensional, se aproxime mais dessa realidade inconsciente relativa ao tempo e a noção de espaço em nossa dimensão espiritual. Esse espaço não está dentro da dimensão espaço-tempo linear, está dentro da dimensão da nossa consciência que é uma dimensão consciencial, é uma dimensão quântica onde existem milhões de possibilidades para cada gesto esboçado e ainda existem as possibilidades criadas e que podem serem executadas por consciências externas, como exemplo de uma possibilidade criada por minha consciência no momento da queda, podemos imaginar que eu esteja caindo de cabeça para baixo e em um lampejo de minha consciência eu posso impulsionar meu corpo virando minhas perna em direção ao solo, isso mudará toda historia de minha vida, e como exemplo de interferência de consciências externas podemos imaginar o seguinte, havia Há possibilidade deu cair no chão e havia a possibilidade de ter uma cama elástica em baixo, os bombeiros ou alguém que tivesse assistindo poderia ter colocado, por orientação espiritual ou não, a cama elástica no local de minha queda isso também mudaria toda minha historia.
Percebam que a noção de tempo registrada em minha mente no momento da queda não pode ser medida linearmente, pois para minha realidade interna esse tempo demorou muito mais que alguns segundos.
O tempo não existe para consciência do espirito e para as personalidades formadas em vidas passadas, é diferente para personalidade em formação e para o plano físico.

Nota;

Isso não quer dizer que as personalidades de vidas passadas fazem parte ativa de nossa alma, as personalidades múltiplas estão localizadas mais próximas do subconsciente do que da alma, o que ocorre é que quando falamos de personalidades de vidas passadas geralmente nos referimos aos traumas que essas personalidades carregam e que interferem na personalidade atual em formação.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O amor divino


O Amor


O amor se auto alimenta, é um ciclo vicioso que quanto mais se doa mais ele cresce, e quanto mais cresce, mais se sente a necessidade de doação, é uma doação divina às consciências que navegam pelo universo a bordo de gigantescas naves denominadas planetas e estrelas.
Em troca do amor divino apenas uma exigência; querer ser igual ao criador, a partir desse querer surge a humildade a resignação o contentamento e todas as outras qualidades derivadas do divino criador. É claro que tudo que existe, existe no criador e foi criado por ele. chamamos as  qualidades de divinas apenas com o intuito de ser românticos e abrilhantar a existência de Deus, pois foi ele que tudo criou com sua equipe divina de cristos e outros auxiliares, e não há outro criador além dele,  é claro também que tudo que foi criado de bom, e do que ainda sentimos a necessidade de chamar de mau, foi criado em função de nossa evolução moral, fomos criados simples e ignorante e a partir daí passamos a desenvolver o egoísmo, o orgulho, a vaidade e outros defeitos morais que tanto abominamos, mas que na realidade podem ser considerados qualidades em certas circunstancias em determinado patamar evolutivo, em nossa origem quando éramos ainda canibais, o que chamamos hoje de egoísmo poderia ser considerado uma qualidade pois o egoísmo de hoje não está mais tão associado a crueldade e a injustiça como naquela época, esse egoísmo evoluiu como qualidade e continuará a evoluir até alcança um patamar de desapego, e mesmo nesse patamar continuará a evoluir, pois o amor quer sempre ajudar mais e mais e quer sempre crescer mais e mais, embora pareça antagônico o desapego e o egoísmo, temos aqui premissas que nos indica um determinado limite que quando ultrapassado esse limite, o egoísmo passa a servir o amor, o amor é mestre em todos os aspectos e engloba todas as qualidades e como já podemos perceber a denominação de qualidade e defeito depende do momento e da situação que o observador analisa, o que é seu defeito hoje, foi qualidade no passado, e o que são suas qualidades hoje são defeitos para seres superiores e o serão também para você no futuro, portanto não odeiem seus defeitos eles já foram e ainda são uteis para você, apenas não se apeguem a eles corrija-os com todas as suas forças, afinal estamos estagiando nessa escola chamada terra para evoluir, com conhecimento com amor ou com sofrimento, como dizia chico Xavier, “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”, quem não aprende com amor aprende com a dor.
Em todos os pontos do universo as consciências existentes e em evolução tiveram a mesma orientação, levadas pelos emissários divinos, ”amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, esse sublime sentimento é a mais pura ligação das consciências existentes com o ser supremo, mesmo nós, seres humanos que tivemos origem animal.
Deus é amor puro e a Ele nada podemos acrescentar, a coisa que mais agrada a Deus vinda de seres humanos é a vontade que temos de ser igual a Ele e é tudo que Ele nos pede, nascemos e existimos Nele, crescemos com suas doações, portanto a Ele nada podemos oferecer, já que o próprio amor se origina em Deus, apenas nossa vontade é nossa, como fruto de nosso livre arbítrio, e essa vontade quando direcionada para as coisas de Deus provoca nas esferas divinas concertos com harpas e clarins, tocadas a luz do amor e da ternura em acolhimento ao filho prodigo que a casa retorna.
Entre os vários aspectos do amor um há de se destacar por ter o poder de mudar o mundo, a misericórdia derivada da compaixão que por sua vez é um impulso do amor, é sem dúvida uma das mais nobres qualidades divinas a ser perseguida pelo ser humano, sem a misericórdia não há nada só a desordem, a desolação e o sofrimento, sem ela sofre o ser humano, sofrem os animais, e os planetas nem existiriam pois, que tudo foi criado pela misericórdia divina.
“Deus é amor” e, consequentemente, a Sua única atitude pessoal para com os assuntos do universo é sempre uma reação de afeto divino. O Pai ama-nos o suficiente para outorgar-nos a Sua vida. Ele faz o Seu sol se levantar para os maus e para os bons, e Ele envia a chuva aos justos e aos injustos”.
É errado pensar que Deus possa ser persuadido a amar os Seus filhos, por meio de sacrifícios feitos pelos Seus Filhos, ou pela intercessão das Suas criaturas subordinadas, pois o Pai, Ele próprio, nos ama”. É em resposta a essa afeição paternal que o Pai envia os maravilhosos Guardiões para assistir as mentes dos homens.
O amor de Deus é universal; “todos aqueles que quiserem podem vir. Ele gostaria que todos os homens se salvassem pelo conhecimento da verdade. Ele não deseja que nenhum homem pereça.
“Os Criadores são os primeiros a tentar salvar o homem dos resultados desastrosos das suas tolas transgressões às leis divinas. O amor de Deus é, por natureza, uma afeição paterna; em consequência, algumas vezes, Ele “nos disciplina, para o nosso próprio bem, para que possamos ser partícipes da Sua santidade”. Mesmo durante as mais duras das vossas provações lembrai-vos de que “em todas as nossas aflições, Ele aflige-se conosco”.
Deus é divinamente bondoso com os pecadores. Quando os rebeldes retornam à retidão, eles são recebidos com misericórdia, “pois o nosso Deus perdoará abundantemente”. “Eu sou Aquele que apaga as vossas transgressões, para o Meu próprio bem, e Eu não me lembrarei dos vossos pecados. ” “Atentai para a forma de amor que o Pai nos dedica, a nós, para que fôssemos chamados de filhos de Deus. ”

(O livro de Urantia pg. 43)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Como lidar com a Paixão proibida.



É um sentimento estritamente ligado ao instinto sexual e ao amor e, portanto como tudo na natureza humana é originário nos instintos mais primitivos do ser humano.
A pessoa apaixonada percebe claramente a força desse sentimento que contrariando toda logica e bom senso domina a vontade da pessoa impulsionando-a em direção a pessoa amada.
A paixão quando ligada ao instinto sexual tende a ser mais egoísta escravizando o apaixonado que passa a considerar o objeto de sua paixão como propriedade particular, não sendo essa paixão correspondida esse sentimento avassalador se transforma em frustração, revolta e ódio o que tem sido causas de tragédia em todos os pontos do planeta.
A paixão analisada com mais profundidade nos revela uma forte ligação com o amor que cada ser humano traz originalmente dentro de si, caminhado de certa forma paralelamente ao instinto sexual, embora a paixão esteja intimamente ligada a esse instinto ela nasce pura como uma forma de amor e no decorrer de seu desenvolvimento vai adquirindo características próprias do momento evolutivo do apaixonado, aquele com o nível de vibração mais elevado, que tem melhor entendimento da vida espiritual é menos apegado aos instintos e a matéria o que torna sua paixão mais racional e menos possessiva embora não menos dominante que outras paixões similares.
Esse sentimento geralmente não domina só a vontade da pessoa, o apaixonado demonstra uma enorme capacidade de se iludir e uma inacreditável incompetência em analisar friamente a pessoa amada, além de não conseguir analisar, também não acredita na veracidade da analise de terceiros, mas o ideal para quem se encontra nessa situação é procurar alguém de inteira confiança para ajuda-lo a analisar a situação de forma mais imparcial.
No atual grau evolutivo que estamos nossas paixões mais profundas não podem ser apenas carnal, sendo um resumo de sentimentos e complexos psicológicos formados durante nossas varias encarnações é uma síntese de todos os sentimentos e vivencias relacionada ao sexo oposto, construída durante nossas varias encarnações, portanto é uma pura expressão da alma de cada um.
Pensando em justiça divina podemos concluir que nada nos acontece se não for para o nosso bem, o próprio sofrimento é um remédio amargo, assim a situação do apaixonado pode leva-lo ao arrastamento irresistível da paixão causando muito sofrimento e dor ao apaixonado, o contrario também pode ocorrer se essa paixão for mais voltada para o equilíbrio e o amor, poderá trazer também alegrias e felicidade. A força de vontade do apaixonado deverá mantê-lo distante de paixões sabidamente prejudicial, embora isso não seja tarefa fácil.

A paixão entre duas pessoas casadas deve ser evitada a todo custo, pois a destruição e o sofrimento que causará as duas famílias será enorme e a responsabilidade será imputada àquele que se deixou levar ao arrastamento, no entanto se a situação for realmente irresistível, a relação construída não deve chegar ao ato carnal, devendo ser canalizada para uma situação de amizade mais profunda e familiar com os sentimento entre irmãos ou entre tios e sobrinhos. O cristo teve uma relação de paixão infinita com a humanidade e essa paixão sempre nos trará felicidade, e é nesses tipos de exemplos que devemos nos espelhar. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Doutrina religiosa não é fé




Ter fé não significa adorar a verdade a beleza e a bondade, aceitar e entender as coisas que Jesus ensinou significa apenas conhecer a verdade. Assimilar e referenciar essas verdades são um sistema de crenças mais ligado à filosofia do que a religião, mas a fé real se expressa mais nas atitudes do que nas palavras, o conhecimento religioso muitas vezes escraviza mantendo o conhecedor preso em seus conceitos, limitados pela incapacidade intelectual de adquirir novos conhecimentos; a fé verdadeira eleva o espirito e ajusta moralmente a conduta do individuo.
A fé sem obra é morta e a crença que é intelectual não nos impulsiona a construção moral em nossa labuta diária apenas nos informam que os conceitos religiosos existem e devem ser respeitados, mas a fé verdadeira nos faz abraçar esses conceitos e tentar pratica-los o máximo possível apesar de nosso orgulho, vaidade e egoísmo.
Para a fé verdadeira os conceitos religiosos estão em primeiro lugar e devem ser vividos com tal importância, não se podem usar esses conceitos para justificar pequenas atitudes egoístas do nosso dia a dia. Se se acredita no amor fraterno então não pode existir maior ou menor grau de preconceitos. A fé verdadeira nos deixa cego em relação a isso e se alguém realmente acredita no amor, não acreditará no preconceito, portanto não poderá entendê-lo nem assimila-lo, o preconceito  simplesmente não existirá para àquela pessoa, embora isso acarrete certas dificuldades no cenário social que a pessoa está inserida. A fé real muitas vezes nos coloca como pessoas inocentes e tolas por não perceber e não aceitar a existência de determinados defeitos em outras pessoas, esse é um dos motivos que obriga o amor a Deus sobre todas as coisas, pois o suposto inocente precisa de proteção espiritual extra para não ser esmagado pela sociedade, assim como as crianças que são também detentoras dessa inocência tem garantido o direito a essa proteção divina extraordinária, muitas vezes não compreendemos direito a expressão de Jesus quando ele disse: “Em verdade vos digo que, se não vos convertestes e não vos tornardes como criança, de modo algum entrareis no reino dos céus” na verdade jesus está falando de fé e bondade nas entrelinhas, pois como eu já disse, anteriormente, se você acredita com toda fé na bondade não sobrará margem em seu coração para acreditar na maldade e você será considerado um inocente para os homens e um “anjo” para Deus.
A crença ou o conhecimento da verdade é um curto caminho para a fé, mas só se tornará fé real quando aliada a vontade de servir a Deus e de ser perfeito como Ele, quando essas duas forças; a fé e a vontade se alinham, surge a fé verdadeira capaz de modificar nossas atitudes diárias.
Uma doutrina imposta a um grupo de pessoas é uma crença, a fé verdadeira é individual e se manifesta na conduta diária do individuo revelando e aprofundando sua relação com os ideais divinos, cumprir a doutrina de um grupo não é fé e nem chega a ser religião é apenas um conhecimento, e continuará o sendo até que os ideais divinos embutidos na doutrina passam a ser verdadeiramente praticados.

Na fé real os problemas da vida material tem que ser resolvidos, pois são eles o sal que tempera nosso crescimento moral; não pode haver fanatismo nem impaciência nem intolerância, pois a fé real em Deus deixará o leme de nosso barco nas mãos de jesus, não ficaremos preocupados com o amanhã, não nos revoltaremos com os acontecimentos em nossa vida, não duvidaremos de nosso sucesso final na vida espiritual e diante de tudo isso a fé nos proporcionará a sublime paz interior que cada um anseia.   

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Utilidade do pecado



O pecado na realidade é determinado pela consciência que o observa, sabendo que é um pecador esta consciência se admite como uma pessoa culpada, o que já é um passo para se corrigir o erro, o que é pecado para uns pode ser passado para outros, ou ainda pode existir em outros e não ser considerado pecado, em parte é uma definição individual que depende da vontade do observador em seguir a divindade.
A maioria dos espíritos que hoje abomina o assassinato já o praticou em vidas passadas, considerando-o normal e essencial a sua sobrevivência, nessa linha de raciocínio deve-se levar em consideração o atraso moral da pessoa que observa o pecado e o meio social e tecnológico que a pessoa vive, a maioria das pessoas de hoje ainda comem carne, mas já temos condições de substituir a carne por outras opções alimentares o que tem levado muitas pessoas a refletirem sobre a inutilidade de sacrificar animais para se alimentar adequadamente, com a conscientização e evolução moral da humanidade essa pratica de sacrifícios de animais, doravante adotará o caráter de pecado, e será extinta no futuro.
Dizem que Deus ama o pecador e odeia o pecado, mas quem criou o pecado? E qual a utilidade do pecado? Só existe um criador e, portanto, foi ele que criou o pecado, mas ao contrário do que muitos imaginam o pecado não é uma forma de punição e sim uma ferramenta evolutiva, por isso fomos criados simples e ignorantes, Deus não ama nem odeia o pecado ele apenas instituiu as leis que favorecem de forma mais eficientes nossa evolução moral, e isso inclui o pecado, é como um espeto nos impulsionando a andar para frente vencendo a preguiça o orgulho e outras barreiras. A própria lei de Deus quando observada e obedecida elimina o pecado de dentro da pessoa e em um período mais longo elimina o pecado do planeta.
Na maioria dos casos o orgulhoso não considera o orgulho como uma virtude ele apenas procura esconder de se mesmo esse orgulho no fundo de seu subconsciente.
Deus nos criou para sermos felizes adotando cada vez mais suas qualidades, assim o orgulhoso deve caminhar para a humildade e o principal obstáculo dessa caminhada é justamente a admissão de que o orgulho existe dentro dele, como admitiremos o orgulho se para isso precisamos de humildade. Na verdade, o que temos em nosso atual grau evolutivo é a humildade, pois somos imagem e semelhança de Deus, a prática do orgulho é uma opção individual no exercício do livre arbítrio. Neste momento duas opções para vencer essa barreira vêm a minha mente; uma é a vontade firme de caminhar em direção a Deus, “faça tua parte que te ajudarei”, a única coisa que o mestre nos pede é que queiramos mais os valores espirituais do que os bens materiais, o resto virá em consequência do nosso querer. A outra opção é nos voltarmos para nosso interior buscando identificar dentro de nós a qualidade divina que é a humildade mais pura e real, essas duas opções podem ser seguidas observando e seguindo os exemplos de jesus.

O livro de urantia em sua página 52 diz o seguinte;

“O prazer – a satisfação da felicidade – é desejável? Então, o homem deve viver em um mundo no qual a alternativa da dor e a probabilidade do sofrimento sejam possibilidades experimentáveis sempre presentes.
Em todo o universo, cada unidade é considerada como uma parte do todo. A sobrevivência da parte depende da cooperação com o plano e o propósito do todo: o desejo, de todo o coração, e uma perfeita disposição para fazer a vontade divina do Pai. O único mundo evolucionário sem erro (sem a possibilidade de um juízo pouco sábio) seria um mundo sem inteligência livre. No universo de Havona, há um bilhão de mundos perfeitos, com os seus habitantes perfeitos; mas o homem em evolução deve ser falível, se houver de ser livre. A inteligência livre e inexperiente não pode ser, certamente, de início, uniformemente sábia. A possibilidade do juízo errôneo (o mal) transforma-se em pecado apenas quando a vontade humana endossa, conscientemente, e adota, de propósito, um juízo deliberadamente imoral. ” (O livro de urantia)
O pecado do ponto de vista do terráqueo em relação a outros planetas e em relação a se mesmo é relativo, mas esse mesmo pecado em relação ao próprio planeta terra existe completo e é real, respeitando a proporcionalidade evolutiva de cada terráqueo.

Obs. Se você não entendeu essa última parte não se preocupe, é a mesma coisa que descrevi acima, é só uma forma diferente de agradar os nerds.

Utilidade do pecado 

Como Antônio sei que grosseiro fui
Caminhei descuidado pelo meu interior
Matei, chorei e bebi como rui
Escandalizei o mundo com cenas de horror

Desprezo a verdade que por dentro me corrói
Cultuo a mentira que rasga meu interior e dói
Vegeto de século em século avançando devagar
E apesar da dor não sei onde quero chegar

Mas como Antônio também vivi alegrias
Várias vezes vibrei de contentamento
Como rui estremeci de prazer na folia
E cantei louvores ao firmamento

No final tudo para mim foi licito
Nada de errado cometi
Todo suposto erro que errei
Me fez evoluir


Kleber Lages

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Como identificar Deus dentro de você


Para melhor entendermos como identificar Deus dentro de nós, começaremos com alguns conceitos de Deus fornecidos pelo livro dos espíritos;
1-Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. ”
3-Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
“Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens. ” Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não o está mais do que a primeira.
6-O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da
educação, resultado de ideias adquiridas?
“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento? ” Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.
Deus é eterno.
Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau a degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.
É imutável.
Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.
É imaterial.
Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.
É único. Se muitos Deuses houvessem, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.
É onipotente.
Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.
É soberanamente justo e bom.
A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.
O lugar mais próximo onde podemos encontrar Deus é dentro de nós, embora pareça simples descobri-lo em lugar tão obvio, isso não é tarefa fácil e exige muita dedicação.
Não é difícil, mas são trabalhosas as ações que nos permite ter uma consciência mais nítida da identidade da alma de Deus que habita em cada um de nós, como nossa personalidade, essa alma divina também tem características únicas e individuais adquiridas em cada alma que habita, Deus é completo e apesar disso está a cada momento Se completando e Se enriquecendo com experiências nova, pois esse fragmento divino registra todas os eventos ocorridos e registrado pela personalidade da alma da qual Ele é responsável. Depois que esses registros passa a fazer parte dos âmbitos divinos de Deus eles não interferirão mais em nossas ações rotineira, a não ser que o evento ainda não esteja resolvido de forma correta em nosso ser, para quem ainda não entendeu o que é  esse evento não resolvido de forma correta, isso significa a transmutação de instintos primitivos para sentimentos nobres, e é justamente esse processo de transmutação de sentimento que nos permite uma identificação com a alma divina e completa que habita em nós, em resumo isso significa ter vontade insuperável de ser igual a esse fragmento de Deus em nós e ter fé inabalável, cada passo que damos em direção a essa identificação com o divino, mais ajustamos nossa frequência com esse divino, e com mais clareza podemos reconhece-lo, não podemos deixar de incluir nesse processo de identificação o amor e a confiança incondicional ao nosso criador, pois sem isso estaremos fadado ao fracasso.
O conhecimento de nós mesmos com o objetivo de transformação para o melhor em termos de sentimentos é a maneira mais simples de conhecer a Deus e o caminho mais curto para se chegar a Ele.
Três situações distintas podem ser escolhidas para trilhar esse caminho; a dor, o amor, e o exemplo, quando não aceitamos a elevação do amor como condição essencial para nossa evolução, passamos a sofrer as consequências determinadas pelo tribunal de nossa consciência, pois temos em nós esse ser divino completo com o qual as baixas vibrações de nossos sentimentos se chocam violentamente causando tumultos em nossa paisagem interna, esses tumultos dificilmente são identificados por nossa consciência objetiva. O terceiro caminho também passa pela adoção do amor como condição indispensável, esse caminho é seguir o exemplo de Jesus, que também tem como principal baluarte o amor ao próximo como a si mesmo e o amor a Deus sobre todas as coisas
De uma forma ainda desconhecida pela ciência humana essa alma de Deus em nós está diretamente e imediatamente ligada ao Deus supremo, o que faz desse fragmento divino o nosso caminho mais curto para sermos ouvidos por Deus em nossas preces.
Na realidade as vibrações recebidas por Deus e pela espiritualidade não são as vibrações de nossa voz e sim as vibrações de nossos sentimentos, significando isso que quanto mais puros forem nossos sentimentos mais próximos estaremos de Deus e melhor O conheceremos, como regras tem exceções, outras formas de vibrações que não seja pureza de sentimentos também têm ressonâncias eficazes nos domínios divinos, é o caso da aflição, principalmente quando esse sentimento vem acompanhado de um sentimento mais puro, como exemplo, podemos citar o pedido de uma mãe aflita que é uma oração extremamente eficiente.
“Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; Contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores. ”
(O evangelho segundo o espiritismo pag. 58)

DEUS
Deus Não tem começo nem fim
Deus É imutável e eterno
Eterno amor de amor fraterno
Magnânimo colossal paterno

Evoluímos dentro desse ser universal
Vincando o universo abismal
Descendo aos abismos do mal
Adotando sistema aluvial

Podendo não evoluir, podendo evoluir pela dor,
Mas o melhor caminho evolutivo é o amor
Amorosa razão do evoluir
Escalada divina e celestial ao céu subir

Cântico divino de amor, ternura e alegria
Amor de contos de fada, e de magia
Anjos em couro entoando harmonia
O céu em festa com sorriso e cantoria
Você leitor que serenamente medita
Porque no amor divino acredita
Deus te abençoe nessa ceara bendita
Deus te proteja nas curvas da vida


Você é a razão do amor nessa esfera
Você é a razão dos anjos na terra.
Você é a razão dessa poesia
Você é a razão de nossa alegria
Deus te ilumine nesse dia.


Kleber Lages