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segunda-feira, 28 de março de 2016

Pai nosso e seus significados




I Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!

Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade. A harmonia do Universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas. Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino inseto, até os astros que movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio. Por toda a parte se nos depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.


II. Venha o teu reino!
Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem. Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem. O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar. Evitados seriam os males, que se geram dos excessos e dos abusos. Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, porquanto nenhuma infração delas deixa de ocasionar fatais consequências.
Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele maquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações.
Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as desprezam. Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade. Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra.
Digna-te  Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.

III. Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.
Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.

IV. Dá-nos o pão de cada dia.
Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito. O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre. Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte.”
Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores. Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. (Cap. XXV.)
Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti. (Cap. V, nº 4.)
Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa. A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evita-la. Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos.
Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei. Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto.
Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo. Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nós confiamos. Se está nos teus desígnios experimentarmos pelas mais duras provações, malgrado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.
Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste. (Cap. XVI, nº 8)
Afasta, igualmente, do nosso espírito a ideia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem. Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém excetua; que a prosperidade material do mau é efêmera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado. (Cap. V, nº 7, 9, 12 e 18)

V. Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.
Cada uma das nossas infrações às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras.
Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa? Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança. Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nós possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes. (Cap. X)
Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem. Devemos, então, recebe-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: “Bem aventurados os que sofrem pela justiça!” Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4.) Bendito seja teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso. (Cap. IV, e cap. V, nº 5)
Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projeta sobre o nosso passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.

VI. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal
Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos
dá senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos. Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorarmos. Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus
Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem. Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra os seres perfeitos. É inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal. Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele. (Veja-se aqui adiante: “Preces pelos obsidiados”.) Senhor, ampara-nos em nossa fraqueza; inspira-nos, pelos nossos anjos guardiães e pelos bons Espíritos, a vontade de nos corrigirmos de todas as imperfeições a fim de obstarmos aos Espíritos maus o acesso à nossa alma. (Veja-se aqui adiante o nº 11.)
O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar. Somos nós mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso. O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se comprazem. Desde que temos vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.

VII. Assim seja.
Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efetivem. Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita. Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém.


Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular, por N... Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção.

domingo, 20 de março de 2016

Ondas conscienciais

                                                                            


           Todo o universo é preenchido por correntes de ondas, um desses tipos de onda ganha intensidade formando o quark, os quark aglomerados formam a matéria.
           Mas não são só essas ondas que permeiam o universo, as ondas consciências, em termo de grau de importância estão acima das ondas de rádio, de tv, de raios solares, enfim estão acima de todas as outras ondas que existem, porque afinal são elas que criam todas as realidades existentes no universo.
           E se alguém ainda tem dúvidas de que nossa consciência interfere na criação de nossa realidade veja no link no final do texto o vídeo da prova cientifica desse evento. Já estamos cansados de saber que a psicologia e o espiritismo a décadas nos indica que somos nós que construímos nosso céu e nosso inferno, a física quântica vem apenas nos reafirmar esse fato.
            As ondas dos espíritos superiores são ondas elaboradas que sintonizam outras ondas idênticas e sintonizam também outros tipos de ondas, o sofrimento de outrem, por exemplo, desperta nos espíritos superiores a sensação de piedade, que é uma das expressões do amor.
           Uma corrente de pensamento emitida por uma entidade superior, dirigida pela vontade dessa entidade sintoniza qualquer tipo de onda que essa entidade quiser sintonizar, levando sentimentos e informações necessárias para modificar a onda sintonizada, e nós podemos buscar e sintonizar essas ondas com nossa vontade e concentração, as entidades superiores podem emitir várias ondas de natureza diferente, e de forma simultânea.
             Essas entidades são ondas que agregam em se outras ondas menores que se desenvolvem com seu auxilio, jesus é uma onda gigante que preenche nosso universo, nos picos e vales, da onda gigante que é jesus, existem outras pequenas ondas em desenvolvimento que somos nós, jesus auxilia nosso desenvolvimento com informações que sintonizamos em seu próprio ser, em compensação essas informações geram vivencias em nós capaz de nos transformar e nos purificar cada vez mais , como nos somos uma onda gerada e mantida por uma onda maior, que é Deus, todo sentimento em nós que atinge um grau de purificação maior galga degraus mais altos dentro dessa onda agregando valores a nós que somos a onda pequena e a Deus que é a onda gigante, dessa forma estamos em jesus como jesus está em nós, lembrando que como somos formados a partir da perturbação de um ponto dessa onda somos formados então do mesmo material dessa onda trazendo assim de forma sintetizada as mesma características dessa onda
            Como nossas células formam nosso corpo, o conjunto de todos nós, como ondas consciências formamos deus. 
            Fomos formados a partir da perturbação no vale de uma onda transportadora, a medida que vivemos e agregamos experiências novas crescemos avançando para o pico dessa onda, quando alcançamos o pico de onda transportadora a qual estamos conectados nos sintonizamos automaticamente com o vale de uma onda maior que é a transportadora de nossa transportadora anterior. 
             O pico de cada onda é representado pelo amor fraterno cada vez mais puro. 


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Dificuldade de amar

                                                                   


Embora não pareça, o medo é uma das maiores pragas da humanidade, mas como tudo na vida, é também uma das melhores ferramentas para nossa evolução, é uma moeda com cara e coroa. Neste artigo discutiremos apenas um lado desta moeda que é o medo de amar.
O medo tem como principal características a defesa contra o sofrimento, e surgiu nos primórdios de nossa existência como um suporte para o instinto de preservação e perpetuação da espécie, nesse aspecto o medo é positivo, mas no desenrolar de nossa evolução essa sensação adquire as vestimentas da personalidade de cada indivíduo, e uma destas vestes é sem dúvida o falseamento da realidade espiritual do ser.
Podemos começar analisando a questão do egoísmo. Antes do início desta análise, porém gostaria de chamar a atenção para uma expressão que usei neste texto anteriormente, classifiquei o medo como uma sensação e não como um sentimento, são duas coisas diferentes, os sentimentos embora sofram transformações radicais não se extinguirá, ao passo que a sensação é um suporte para os sentimentos e se extinguirá quando se tornarem desnecessários para esses sentimentos.
Isso posto voltemos a nossa análise; o egoísta tem interesses opostos ao amor cultivando a cultura da concentração de valores materiais, quanto o amor estimula a divisão de todos os valores, se a pessoa tem a crescente necessidade de acumular bens, como poderia dividir esses bens com os outros? Esta é uma situação onde o medo dá suporte ao egoísmo, mascarando a necessidade de amar.
O amor sendo uma herança do criador e objetivo principal das leis naturais lateja dentro de cada ser com a força de um furacão tentando se tornar dominante nas paisagens da vida, sendo assim uma pressão natural exercida de dentro para fora. O egoísmo é a barreira que bloqueia a expressão deste amor fraterno, mas este amor sendo o objetivo principal de nossa existência é impossível de ser barrado e continuará eternamente forçando sua passagem obrigando o egoísta a buscar subterfúgios que justifique seu desamor. Várias formas de válvulas de escape são usadas pelo egoísta; alguns se agarram na ardência das paixões carnais, outros se justificam dizendo que amar é para os inocentes, outros dizem que agem por amor aos filhos, sem querer enxergar que o maior legado deixado aos seus não são bens matérias e sim a depuração dos sentimentos que deverá proporcionar um dia a paz interior e a felicidade real. 
Em relação aos sentimentos sabemos que os iguais se atraem o que levam os egoístas a se reunirem em torno do egoísmo formando verdadeiras falanges onde uns apoia os outros nas justificativas de seus desmandos. Aqueles que conseguem uma posição mais privilegiada dentro do grupo despertam a inveja e a admiração dos outros que passam a bajula-lo no intuito de conseguir migalhas lançadas pelo mais abastado, e este por sua vez, considerando esta adoração como uma forma de amor se sente satisfeito e procura agradar o adorador com as migalhas requeridas perpetuando assim a máscara emprestada ao verdadeiro amor. É uma troca de favores, onde o impulso que leva a suposta doação é o interesse próprio e não amor.
O amor brota da gratidão assim indiferente dos interesses que regem a relação entre duas ou mais pessoas, se esta relação for agradável às duas partes ou a qualquer uma delas, daí pode surgir a gratidão e consequentemente o amor.
A gratidão é um sentimento da alma e como tal surge de forma espontânea sem passar pelo crivo da consciência objetiva, assim como os outros sentimentos, a gratidão é de caráter eterno e tende sempre a crescer se manifestando como amor, podemos citar como exemplo, o filho ingrato que enquanto seus pais são vivos se rebelam trazendo aborrecimentos e sofrimentos, mas quando seus pais morrem sentem no peito a força do arrependimento e só então percebem com tristeza o quanto os amavam.

Quando no momento do ato sexual dizemos com frenesi, eu te amo, estamos na verdade pedindo a outra pessoa que nos ame, e que precisamos dela para continuar a ter acesso ao prazer que estamos tendo naquele momento, é o contrário do que ocorre quando com carinho afagamos os cabelos de alguém encostando sua cabeça em nosso colo, isto quer dizer venha até mim que eu te apoio e te protejo, esta é a manifestação de um amor mais profundo. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Caminhos do sexo



Comichão na essência de minha alma
Querendo o jeito de fazer que acalma
Se eu fosse anjo consideraria sem nexo
Essa libido ardente gritando por sexo

Canto de sereia que embriaga e seduz
Figura feminina que insinuante conduz
A excitação extrema, caliente, delirante
Desviando o caminho de viajor e viajante

No início nos conduz ao paraíso delirante
Nos cochicha doces palavras de amante
Para depois fortemente nos escravizar
Nos mantendo acorrentados sem libertar

Doce e morna rachadura corada e úmida
Insinuante, dengosa, palpitante e languida.
Mata rala a te proteger a nascente
Triangulo libidinoso quente e palpitante

Quem resistirá impávido a tanta tentação?
Sentindo no cangote o roçar macio da mão!
Quem dirá que nunca teve a honra traída?
Se transformando assim em alma perdida!

Mesmo assim, tu não és a perdição do mundo
Pois traz em se próprio um sentido profundo
Moldado a ferro e fogo um dia serás amor
Nos conduzindo ternamente, nos aliviando a dor


Kleber Lages 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Princípio vital

                                                     

            O princípio vital é um agente, derivado do fluido universal, que anima a matéria comum a todos os seres vivos.  Para que se inicie a vida em um organismo, uma pequena porção de princípio vital é herdada dos genitores que a disponibiliza no DNA dos gametas no momento que são liberados.
            Qualquer pessoa percebe claramente uma diferença gritante entre um ser vivo e um objeto inanimado, o ser vivo é animado por um fluido que organiza e até fabrica as arrumações atômicas do corpo que anima.
            Oliver Lodge definiu o fluido vital como: "Que dizer do éter, que mantém juntos os átomos, que os solda, que é essencial na configuração característica de um corpo, e que é tão essencial quanto a própria matéria?
            "Geralmente, não nos ocupamos do aspecto etérico de um corpo: não temos nenhum órgão nem nenhum sentido que nos permita avaliá-lo; somente percebemos diretamente a matéria. Esta nós percebemos claramente quando somos crianças, mas ao crescermos, inferimos também o Éter; pelo menos alguns de nós o fazem. 
            Sabemos que um certo corpo, tendo uma certa forma, não pode existir sem as forças de coesão não pode pois existir sem o Éter querendo dizer por Éter, agora, não a totalidade, mas a sua parte imaterial, a parte que é a região da tensão, o receptáculo da energia potencial, a substância na qual se acham embebidos os átomos de matéria. Não apenas existe um corpo material, mas há também um corpo etérico; ambos coexistem.”

            Para melhor entendermos o princípio vital é necessário que mergulhemos no conceito de mente universal proposto pelos cientistas David Bohm e Pripram, conceito este que embora sejam aceitos no meio cientifico ainda é pouco conhecido. Conforme este princípio a mente universal é um holograma, cada partícula material e espiritual existente está presente em todas as partes do holograma universal e cada imagem de partícula modificada em uma das partes do holograma será modificada instantaneamente em todas as imagens desta partículas contidas no holograma.
Toda essa discussão em torno de hologramas serve para explicar de forma coerente a atuação dos espíritos na transferência de fluido vital de um corpo sadio para um corpo mais debilitado que precisa desse fluido.
            A doação do fluido tem que ser feita por um médio, isso porque a natureza vibracional do seu fluido se identifica melhor com a natureza do fluido exigido pelo corpo debilitado do necessitado.
            O fluido espiritual doado pela entidade desencarnada é de natureza diferente, e só afeta o campo psíquico do encarnado, no entanto esse fluido serve de transporte para o fluido animal doado pelo médium. 
           Nos dois casos o fluido expelido obedece a vontade das entidades envolvidas, essa vontade geralmente é acionada pelo amor existente na entidade expelente.
            A consciência espiritual tendo a capacidade de observar o estado atual da entidade necessitada pode melhorar a condição dessa entidade, modificando seu estado vibracional no holograma. Portanto o passe mediúnico fluídico é importante para o equilíbrio interior.
            Por outro lado o próprio doente tendo a fé necessária também pode se curar através de sugestões de autohipinose pode-se autorizar seu mentor a ajuda-lo na manipulação de seu próprio fluido redistribuindo-o de forma mais adequada.
            Esta técnica de autossugestão é uma técnica perigosa, mas foi adequadamente abordada em minhas publicações anteriores.      

Entre o corpo e a alma
Corpo instrumento e oficina da alma
Dotado de luz que te acalma
Receba o esplendor de energia viva
Que seu movimento ativa

Te doou com amor parte de mim
Te convido com ternura para meu festim
Te brindo com o fluido universal
Te dou a vida de forma integral

Alma cativa que sofre e chora
Sem atinar que essa é a hora
Alcançaras enfim a sonhada liberdade
Devendo alcança-la com tua vontade

Tênue luz, ligando corpo e espirito
Essência divina que a te credito
Energia alegre, faceira e vibrante
Que adere a te, mas despreza o diamante

Kleber Lages.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Pai eterno



Mais uma vez vos falo da lei!
Dela não se livra nem o súdito nem o rei.
Em águas límpidas e claras me deleitei!
Na obediência da grande lei.
Quando contente cantarolei!
Foi sobre o carma que falei.
Diante da infinita sabedoria me calei!
Diante do supremo ser, amei.
Hoje me dou conta do pouco que sei!
Mal conheço o caminho por onde andei!
Sempre me perdi nas águas que naveguei!

Ergo os olhos a ti, óh Deus das alturas
Óh divina luz de candura
Que tem amor infinito pela criatura
Que ao humilde dá a armadura
Que ao orgulhoso dá a envergadura
Que ao doente oferece a cura
Que ao medroso supre de bravura
Santo é o senhor de candura
Que nos fez sua abreviatura
Que nos elevou as alturas
Que nos livra da amargura
Que nos conduz a alvura


Kleber Lages 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Suicídio inconsciente

                      o problema da morte



No livro nosso lar uma das coisas que mais chamou a atenção foi a referência que o espirito André Luiz fez ao suicídio inconsciente.
Esta é uma situação que na maioria das vezes está ligada à depressão profunda e ocorre devido a presença de quadros traumáticos que estão enraizados no subconsciente e não no inconsciente como o autor fez referência no livro e no filme.
É claro que André Luiz sabia deste detalhe, mas naquela época o conceito de subconsciente ainda não estava claro, por isso foi necessário colocar as coisas de forma mais generalizada.
 A influência do inconsciente ou da alma neste processo sem dúvida é também de importância vital, pois sendo os sentimento uma característica da alma, se o depressivo tiver os conceitos de leis naturais devidamente desenvolvidos e tiver a força de vontade necessária, seus inimigos desencarnados não encontrarão guarita para induzi-lo ao habito da bebida e a outros tão prejudiciais à saúde mental.
A pessoa para cometer suicídio tem que ter muita coragem e desapego a vida material, o que ocorre é que a pessoa as vezes quer ou acredita que precisa cometer o ato, mas não tendo coragem de fazê-lo de forma consciente usa de subterfúgios para isto, é o chamado ganho secundário, a bebida passa a ser encarada como uma forma de prazer que vale a pena e como todo alcoólatra, este também dificilmente aceita o fato de ser viciado, e sempre que precisa busca apoio no ganho secundário para si convencer de que está fazendo a coisa certa.  Na verdade qualquer forma de auto ataque injustificado ao corpo físico é uma forma de suicídio, quando encarnamos trazemos como compromisso a execução de ações que deverão nos elevar moralmente e o nosso tempo de vida é compatível com o tempo que demanda para execução desta tarefa, se atrasamos no caminho por atos que deveríamos evitar com nosso querer então estamos cometendo suicídio, pois o tempo perdido comprometerá nosso avanço na senda da obra divina.
Há de se ressaltar que, quando o desgaste físico é causado por amor ao próximo não se trata de suicídio, já que o amor é o mais nobre sentimento a ser desenvolvido pela humanidade.
Apesar de sempre citarmos os vícios com drogas como forma de suicídio inconsciente, ou indireto, nos tempos atuais um dos desequilíbrio que mais contribui para este tipo de suicídio é a gula que provoca a obesidade trazendo vários tipos de problemas de saúde para o paciente.
 Veja a seguir como nosso irmão André Luiz retratou esta situação no livro nosso lar.
“Sorridente, o velhinho amigo, apresentou-me o companheiro. Tratava- se, disse, do irmão Henrique de Luna, do Serviço de Assistência Médica da colônia espiritual. Trajado de branco, traços fisionômicos irradiando enorme simpatia, Henrique auscultou-me demoradamente, sorriu e explicou:
- É de lamentar que tenha vindo pelo suicídio.
Enquanto Clarêncio permanecia sereno, senti que singular assomo de revolta me borbulhava no íntimo.
Suicídio? Recordei as acusações dos seres perversos das sombras.
Não obstante o cabedal de gratidão que começava a acumular, não calei a incriminação.
- Creio haja engano - asseverei, melindrado -, meu regresso do mundo não teve essa causa. Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a morte. Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal...
- Sim - esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior -, mas a oclusão radicava-se em causas profundas. Talvez o amigo não tenha ponderado bastante. O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo.
E inclinando-se, atencioso, indicava determinados pontos do meu corpo:
- Vejamos a zona intestinal - exclamou. - A oclusão derivava de elementos cancerosos, e estes, por sua vez, de algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis. A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da fraternidade e da temperança.
Entretanto, seu modo especial de conviver, muita vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam. Nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no frequentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico.
Depois de longa pausa, em que me examinava atentamente, continuou:
- Já observou, meu amigo, que seu fígado foi maltratado pela sua própria ação; que os rins foram esquecidos, com terrível menosprezo às dádivas sagradas?
Singular desapontamento invadira-me o coração. Parecendo desconhecer a angústia que me oprimia, continuava o médico, esclarecendo:
- Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. O meu amigo, no entanto, iludiu excelentes oportunidades, esperdiçando patrimônios preciosos da experiência física. A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos Maiores da Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não consumou. Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.
Meditei nos problemas dos caminhos humanos, refletindo nas oportunidades perdidas. Na vida humana, conseguia ajustar numerosas máscaras ao rosto, talhando-as conforme as situações. Aliás, não poderia supor, noutro tempo, que me seriam pedidas contas de episódios simples, que costumava considerar como fatos sem maior significação. Conceituara, até ali, os erros humanos, segundo os preceitos da criminologia. Todo acontecimento insignificante, estranho aos códigos, entraria na relação de fenômenos naturais. Deparava-se-me, porém, agora, outro sistema de verificação das faltas cometidas.
Não me defrontavam tribunais de tortura, nem me surpreendiam abismos infernais; contudo, benfeitores sorridentes comentavam-me as fraquezas como quem cuida de uma criança desorientada, longe das vistas paternas.
Aquele interesse espontâneo, no entanto, feria-me a vaidade de homem. Talvez que, visitado por figuras diabólicas a me torturarem, de tridente nas mãos, encontrasse forças para tornar a derrota menos amarga.
Todavia, a bondade exuberante de Clarêncio, a inflexão de ternura do médico, a calma fraternal do enfermeiro, penetravam-me fundo o espírito. Não me dilacerava o desejo de reação; doía-me a vergonha. E chorei. Rosto entre as mãos, qual menino contrariado e infeliz, pus-me a soluçar com a dor que me parecia irremediável. Não havia como discordar. Henrique de Luna falava com sobejas razões. Por fim, abafando os impulsos vaidosos, reconheci a extensão de minhas leviandades de outros tempos. A falsa noção da dignidade pessoal cedia terreno à justiça. Perante minha visão espiritual só existia, agora, uma realidade torturante: era verdadeiramente um suicida, perdera o ensejo precioso da experiência humana, não passava de náufrago a quem se recolhia por caridade.  (FRANCISCO CANDIDO XAVIER, 1943, p. 25)
PROBLEMAS DA MORTE
Milhares de criaturas regressam do templo da carne, cada dia, no mundo, aos planos da Vida Espiritual. Raras, porém, abandonam a Terra, com o título do trabalhador que atendeu ao cumprimento das próprias obrigações. Quase todas deixam o corpo denso pelo suicídio indireto.
Em todos os lugares do planeta, vemos quem si envenena, destacamos quem elimine a vida do estômago, superlotando o aparelho gástrico de viandas excitantes ou corrosivas.
Reconhecemos quem si confia a vícios multiformes, criando monstruosos vermes mentais que se encarregam de aniquilar as possibilidades orgânicas.
Identificamos quem anestesia as próprias forças, enregelando-se pela ociosidade sistemática.
Encontramos quem arme laços fatais aos próprios pés, movimentando ambições inferiores nas quais se conduz na luta de cada hora. Vemos quem si asfixia ao calor das próprias paixões desenfreadas.
Observamos quem si sufoca no pântano dos próprios pensamentos delituosos e escuros.
Preservai o corpo, como quem reconhece no santuário da carne, o mais alto tesouro que o mundo é suscetível de oferecer. A experiência na Terra não é conferida em vão. Cada vida possui uma diretriz, um programa, uma finalidade.
Aquele que si ajusta à Divina Vontade incorpora a sua tarefa à obra incessante do Bem Infinito.
Se tendes de doar as próprias energias, sem receio da morte, aprendamos com Cristo a ciência do sacrifício pessoal pelo bem de todos.
Auxiliar constantemente, velar pelos que sofrem, amparar os que si transviam, extinguir as trevas da ignorância e balsamizar as feridas do próximo constituem esforço de renunciação que nos leva ao Plano Superior. Muitos si matam na Terra e poucos morreram para que outros possam viver dignamente.
Não nos esqueçamos de que enquanto Pilatos, com aparente tranquilidade, comprava o remorso que o conduziria ao suicídio direto, através da justiça mal aplicada, Jesus expirava no madeiro, entre angústia do próprio coração e o sarcasmo dos que assistiam, adquirindo, porém, a glória da ressurreição que acendeu no mundo a luz da imortalidade para todos os séculos terrestres. (Francisco Cândido Xavier, p. 39)


A crueldade do destino me colocou este negro véu
O descaso e o desamor daquele que está no céu
Hoje vivo na amargura insana dos vícios
Negligenciando meus mais nobres compromissos

De repente meu débil corpo estremeceu
Rapidamente minha vista escureceu
Abaixo de mim um vácuo se abriu
E um mundo de fogo surgiu

Não queira você ouvir meu lamento
Poucos aguentariam sem rebento
Meus gritos que no vazio se lança
Levando a dor como herança

Um balsamo bendito surgi a meu lado
Uma mão estendida com agrado
Uma figura divina que sorria em pé
Me convocando ao arrependimento e fé

Meu coração acelerado a Deus agradeceu
Pois hoje eu sei que o erro foi meu
Andei pela vida perdido em vícios
Hoje, regatei a vida com sacrifícios


Kleber Lages