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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O amor




O amor tem que ter um objeto uma ancora e um objetivo também, e o ideal é ter esse amor a si mesmo,  é aumentar seu nível de amor e sintonizar esse amor direcionado pra si mesmo, porque só amando a si mesmo você consegui amar o próximo, a partir do momento que você tem  esse amor real incondicional  dentro de si, você pode amar o próximo, e pode expandir esse amor para outras pessoas porque já tem esse amor dentro de si, afinal ninguém pode dar aquilo que não tem .
Apesar de em certos níveis espirituais, predominar o espirito de grupo, como já foi dito anteriormente, aqui na superfície do planeta estamos ainda em uma fase de bastante individualidade e entre as principais características necessárias para amarmos a nós mesmo está a individualidade, é nessa condição que estamos mais aptos a assumir atitudes pessoais sem atribuir culpas do que acontece conosco aos outros. Apesar de nossa individualidade, também estamos conectados com tudo e com todos no universo, somo uma expressão de Deus no plano físico do planeta, como em uma projeção holográfica, somos uma parte do todo que também engloba o todo, somos Deus em ação e reconhecer essa condição de ser um ser supremo é outra característica indispensável para amamos a nós mesmo, apesar de existir situações em que um dedicado religioso conseguir mar a si mesmo sem ter consciência de sua condição de ser Deus, na grande maioria dos casos esse suposto amor a si mesmo é carregado de egoísmo ou até mesmo egoísmo puro. Temos sempre que está consciente de que a responsabilidade de cada ato nosso será atribuída a nós.
O amor tem que ter um objeto para ancorar e tem que ter um objetivo. A vontade de amar é uma das condições essenciais para atrair o amor. Devido nosso livre arbítrio o amor não pode nos ser imposto, ele é uma escolha pessoal de cada individuo, mas apesar disso é indispensável para nosso bem estar e felicidade, nosso pai eterno em sua infinita bondade criou mecanismos como o sofrimento para que possamos perceber o valor desse divino e puro sentimento, na maioria das vezes as pessoas só procuram esse caminho quando estão cansadas de sofrer e percebem que apenas o amor aliviará o sofrimento e curará as feridas abertas, quanto mais a pessoa é orgulhosa e obstinada no mal mais ela demora a perceber esse caminho de luz e harmonia.  O amor é uma energia que sustenta todas as ondas e partículas que forma o universo é o cimento que une cada onda para formar os objetos de diferentes características. Toda existência, foi criada com amor pelo pai universal. Essa é a energia mais sutil, mais bela e mais perfeita que existe que já existiu e que existirá.
No livro aprendendo sobre espirito de Flávio Távora Pinho na pagina 49 ele diz o seguinte;
”Se o espírito não responder aos chamamentos dos princípios evolutivos, atendendo, de livre vontade, às obrigações que a vida lhe atribui, a reencarnação para ele será um círculo de repetições, com proveito muitíssimo reduzido no transcurso dos milênios. Para que possa  se elevar, o espírito deve compreender a si mesmo. Seu progresso espiritual é comprovado quando aprende a amar a si mesmo e, como consequência, aos que o rodeiam. A partir desse ponto, constatará que é o único responsável por seu próprio aprendizado. Mais esclarecido, o espírito se descobre como sendo um verdadeiro sol em condições de iluminar caminhos e aquecer corações enregelados no egoísmo. Descobre que todo valor evolutivo reclama serviço próprio e que nada existe sem preço.”
Note que o amor é um aprendizado, a duras penas a personalidade que o espirito está formando vai entendendo que o maior objetivo da existência universal é o amor, ele contém toda a criação e todo conhecimento em si mesmo, o amor não é Deus, mas é uma espécie de corpo sutil do criador.
Como já foi dito o amor é uma energia que está nos interstícios de cada onda e partícula que forma o universo, então está tomando também nosso ser por completo, quando eliminamos ou transmutamos de alguma forma, o egoísmo, o orgulho, a vaidade etc, o amor ocupa automaticamente esse espaço em nós, o amor é poder absoluto, mas não conseguiremos conquistar esse poder sem aquietar a mente e as emoções é na meditação do silencio interior que encontramos esse magnifico e supremo sentimento.
Recordemos do que nos disse o apóstolo Paulo: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine”.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, v. 1 a 7.
O amor requer; tolerância, paciência, fraternidade, desprendimento, humildade, a caridade, a compaixão, é o se colocar no lugar do próximo para entender o que ele está sentindo e valorizar isso no sentido de tentar ajudar da melhor forma possível
Fénelon-Bordeaux,1861
“O amor é de essência divina e todos vocês, do primeiro ao último, tem, no fundo do coração, a chama desse fogo sagrado”.
É um fato que já podes ter constatado muitas vezes: o homem, por mais desprezível, perverso e criminoso que seja, tem, por um ser ou um objeto qualquer, uma viva e ardente afeição, à prova de tudo quanto pudesse diminuí-la e que alcança, não raro, sublimes proporções.
Diz-se a um ser ou um objeto qualquer, porque existem indivíduos que, com o coração a transbordar de amor, dedicam fortunas desse sentimento com animais, plantas e até com coisas materiais: são os solitários, críticos da sociedade, a se queixarem da Humanidade em geral, resistindo à tendência natural de suas almas, que buscam em torno de si a afeição e a simpatia, rebaixam a lei de amor à condição de instinto.”
Amar ao próximo é fazer ao próximo àquilo que gostaríamos que fizessem a nós mesmos, se observarmos com cuidado vamos perceber que nessa forma de agir está embutido um conceito de perfeita e pura justiça.
Como vimos no texto anterior, o ser humano originalmente é regido por instintos e sensações difundido no universo pelo espirito santo, um corpo sutil da mãe divina, esses instintos evolui para sentimentos e o amor é o ápice de todos os bons sentimentos, é ele que unirá todas as consciências do universo em torno da criação de novos universos de luz e amor.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Faixas vibratórias que formam a mente




O dom da intuição


Em determinado momento na formação do planeta terra, o espirito materno (mãe divina), que comanda o circuito do espirito santo, ativa determinadas categorias de faixas vibratórias que ajudam na formação da mente humana; essas faixas vibratórias são nomeadas conforme as características próprias de cada um em: sabedoria, adoração, conselho, conhecimento, coragem, compreensão e intuição. Cada mente humana em formação se capacita a receber cada um desses dons em maior ou menor grau. Na verdade esses dons são partes integrantes da mãe divina, que se apresentam para nós como circuitos que permeiam o universo local e podem ser sintonizados conforme a vontade de cada mente.
O dom da intuição em seu estagio mais primitivo está ligado aos instintos de preservação e apontam vagamente direções a serem seguidas pela mente primitiva. Esse dom conforme se desenvolve passa a orientar espiritualmente o ser até que ele atinja um estado de fusão com o próprio espirito.
Toda mente dotada de intelecto precisa da intuição para se desenvolver, é ela que consegue atravessar o véu entre o mente física e o espirito, para nos trazer informações úteis à sobrevivência e desenvolvimento da humanidade. Como já podemos observar, a intuição se apresenta originalmente como um instinto, portanto, os animais também a possui em determinado grau, a intuição implanta na presa o medo do predador e ativa a adrenalina que faz o ser disparar em momentos ameaçadores. Conforme evoluímos, os instintos que nos governam dão origem a razão, e esta passa a comandar nossas ações juntamente com a intuição, esta é uma fase perigosa na caminhada evolutiva, pois nesse ponto já desenvolvemos alguns problemas morais, como egoísmo, orgulho e vaidade entre outros, que passam a dominar nossa razão definindo nossas ações em nosso dia a dia. Em contra partida, nessa fase já temos também a intuição mais desenvolvida, e se, optarmos por ela, seremos conduzidos à percepções reais no plano espiritual, passando a viver assim, entre dois mundos, apesar de estarmos ainda no inicio do século XXI, já existem muitas mentes humanas no planeta Terra, que alcançaram esse patamar evolutivo.

O dom da sabedoria

A sabedoria é uma aquisição pessoal vinda do pensar e experimentar a vida no decorrer de várias encarnações, não só o que lemos e estudamos, mas principalmente o que pensamos, e sentimos, tudo que fica registrado em nossos corpos físicos e sutis serve como premissas para formação de ideias lógicas mais completas pela mente, ressalto que essa logica é individual, e o que se define como verdade para uns, pode não passar de uma ilusão para outros, as verdades existentes em uma determinada personalidade pode nem mesmo existir para outras.
Esclareço que nesse pensar sobre a sabedoria que estou desenvolvendo, considero como sendo tudo aquilo que participa de alguma forma no desenvolvimento do espirito, inclusive as ações e as mudanças causadas pelos instintos primários do ser. Na forma de instinto, no entanto, a mente humana ainda não registra as experiências vividas como raciocínio. Em um determinado momento, esse ser instintivo passa a reconhecer as ideias, e é quando estará pronto para se ingressar no circuito da sabedoria, ministrado pela mãe divina.
A sabedoria, depois de ingressada no ser humano como circuito divino, passa a ser a mola mestre que o impulsionará para a luz, durante toda sua existência, que pode ser eterna ou não, conforme o correto uso desse dom.
O seres humanos que frequentam regularmente as escolas terrenas, quando completam com mérito o curso médio, se capacitam  a um conhecimento mais profundo nas universidades ou escolas técnicas. Quando se ingressam na universidade e conseguem cumprir seus currículos, lhes são concedidos, pela espiritualidade, o tempo e os meios pra levar a cabo projetos almejados, por conta do seu livre arbítrio, esse aluno terá sempre a opção de executar ou não o projeto isso dependerá de sua vontade, mas o conhecimento adquirido fica registrado em seu corpo mental e será utilizado de forma mais eficiente possível para o crescimento moral desse aluno quando ele estiver preparado para crescer nesse sentido.
Notem que todos os sete dons do circuito da mãe divina, de certa forma participam também das experiências dos animais enriquecendo e fortalecendo  esses circuitos energéticos.

O dom da adoração

Como podemos agradar a um ser que já tem tudo? Nosso eterno criador respeita nosso livre arbítrio, e jamais nos obrigará a adorá-lo, mas nossa pequena devoção e adoração sem dúvida o agradará muito.
Para adorá-lo precisamos ter a vontade forte no caminho do bem, e reconhecê-lo como ser supremo em amor e bondade em tudo que há de sagrado. Nosso Mestre Jesus fez algumas referências a isso quando passou por aqui; em Mateus  4:10, disse:  Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Quando foi tentado pelo satanás no deserto. Em João 4:23 declarou: Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Aqui o mestre deixa clara a importância, para o nosso ascensionamento, de adorarmos a Deus. Na realidade não há formação e salvação de uma personalidade, sem a adoração irrestrita a Deus, pois foi dito também por Jesus, “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, e essa é uma condição indispensável para a salvação do ser, ora! O próprio amor gera automaticamente adoração e devoção, portanto todo aquele que ama também adora.
“‘Pois, como os novos céus e a nova Terra, que eu criarei, permanecerão diante de mim, assim também sobrevivereis vós e os vossos filhos; e acontecerá que, de uma nova lua para a outra, e de um sabat a outro sabat, toda a carne virá a adorar-me’, disse o Senhor”.
Assim como o direito de amar, o direito de adorar a Deus também é sagrado, e nem um ser vivente em nenhum local do universo está apto a impedir que aquele que tem vontade de adorar a Deus possa deixar de fazê-lo, esse é um direito sagrado que o pai eterno garante a todo aquele que realmente tem vontade de adora-lo.
Na realidade a verdadeira adoração passa pela vontade insuperável de fazer a vontade de Deus, por mais simples que isso pareça, temos que levar em consideração as qualidades que isso requer como; desapego, abnegação, humildade, amor, entre outras.

O dom da compreensão

A primeira ação da mente humana para compreender alguma coisa é organizar as ideias detectando os recursos mentais disponíveis, entre esse recursos estão; conhecimentos disponíveis em nível de ego, os preconceitos que bloqueiam as ideias contrarias a eles, perfeições e imperfeições da parte física da mente ( cérebro), entre muitos outros recursos e defeitos presentes no ser, todo o processo girará em torno do conhecimento adquirido a nível de ego, portanto o conhecimento é a base para compreensão das ideias, o treinamento do pensar e a aquisição de novos conhecimentos tornara a compreensão cada mais rápida e eficiente.  A maioria das ideias espontâneas vem de uma glândula denominada hipófise, mas, no entanto em situações cotidiana nem todos estão aptos a captar e integrar essas ideias ao raciocínio, a habilidade em fazê-lo vai depender do grau de mediunidade e da capacidade de transcendência  de cada um, a transcendência é necessária para entrar em contato com o próprio espirito e a mediunidade nos coloca em contato com outros espíritos, encarnados ou desencarnados, em situações de extremo perigo e stress o surgimento das ideias, aparentemente espontânea, costuma ocorrer como uma solução milagrosa.

O dom da coragem

Em todas as fases vividas até agora pela humanidade, a conquista de bens materiais e de prazeres carnais tem sido o principal objetivo do ser humano, esse simples fato já deixa de fora o desejo pelos bens espirituais, além disso, o egoísmo que impera entre as pessoas faz com que cada um pensa apenas em si ficando sem escrúpulo para explorar o outro, tudo isso entre outros fatores geram conceitos egoísticos, conflitantes com as ideias religiosas, o que termina em perseguição ferrenha a essas ideias religiosa, por isso a coragem é um fator importantíssimos para evolução espiritual, podemos pegar como exemplo de perseguição religiosa a crucificação de Jesus e a decapitação  dos 12 últimos apóstolos do mestre. A coragem endurece a natureza humana desenvolvendo a fidelidade ao pai eterno, a tenacidade e a persistência no bem. A energia que se adquire para o enfrentamento do perigo também vem da coragem, o amor, que contém todas as qualidades divinas em si, também é revestido de muita coragem, o exemplo disso é o amor dos pais pelos filhos, uma mãe não pensaria duas vezes antes de se atirar diante de um carro em movimento para salvar o filho.

O dom do conhecimento

 A curiosidade e o interesse são os maiores propulsores do conhecimento, direcionamos nossas pesquisas conforme nosso grau de interesse por cada objetivo que fixamos, nem sempre esses interesses são religiosos, mas cada ação e ideias que temos na vida acabam se transmutando em evolução espiritual, já que as escolhas feitas em sentido contrário a religiosidade trás em consequências sofrimentos que nos faz repensar sobre nossas ações, nessa linha de raciocínio toda vivencia humana se traduz em conhecimento, quero ressaltar que conhecimento não quer dizer necessariamente consciência, podemos ter conhecimento sobre as ações de um espirito, por exemplo, e não ter consciências dessas ações, a falta de fé geralmente é uma forma de ignorância que inibe a consciência sem inibir o conhecimento. Como já foi dito o conhecimento é a base da compreensão e uma grande mola propulsora da coragem.
Muitas coisas, nas quais não acreditamos registramos em nossa mente, esses registros, não entrarão como premissas para nosso raciocínio e por isso só podem ser considerados parcialmente como conhecimento, já que muitos consideram como conhecimento apenas aquilo que o individuo pensante acredita ser verdade, no meu ponto de vista considero conhecimento todos os registros da mente, já que todos eles são experiências aproveitáveis pelo espirito, mesmo que o individuo não considere verdadeiro um determinado registro mental, isso de uma forma ou de outra vai interferir em seu modo de pensar e agir.

O dom da agregação

A necessidade que o ser humano tem de interagi entre si, faz dele uma espécie sociável, a agregação é uma das características da semente do amor, sem esse dom a vida não seria possível, a proteção dos filhotes e a conquista do alimento são dois exemplos da indispensabilidade desse dom.
Em determinados níveis vibracionais do espirito a sensação de grupo prevalece sobre a individualidade e os sentimentos tornam-se coletivos, por exemplo, todos do grupo tem a mesma vibração de alegria ao mesmo tempo, isso significa a elevação máxima da evolução dessa energia denominada agregação, nesse ponto não existe o egoísmo, o orgulho, a maledicência, apenas a luz mais pura impera entre os espíritos daquele grupo, a união desses indivíduos para formar o grupo acontece por sintonia de níveis vibracionais.  
A maioria desses dons, no inicio, nem podem ser classificados como instinto ainda, são como uma semente dos instintos, como já foi dito anteriormente eles são sintonizados pela mente humana conforme o interesse de cada um, o que quer dizer que eles não são gerados pela personalidade em formação, os instintos já desenvolvidos são um pouco mais complexos e discutiremos sobre eles no próximo artigo   

domingo, 20 de janeiro de 2019

Formação da personalidade do espirito




Com essa singular pincelada na formação do espirito, voltemos então a formação da personalidade desse espirito que se inicia em completa ignorância formada basicamente por instintos. Comecemos então nossa jornada descrevendo sucintamente esses instintos, que são na verdade, a semente dos sentimentos, a medida que o ser humano evolui vai transformando esses instintos em sensações e em seguida em sentimentos e intelectos, se capacitando cada vez mais a tomar decisões mais humanas ou divinas. Os instintos mais básicos são: instinto de sobrevivência e instinto de perpetuação da espécie, todos os seres vivos, incluindo os vegetais tem como principal objetivo passar seu gene para próxima geração garantindo assim a continuação da espécie. Como suporte a esse instinto foi criado o instinto sexual, o instinto materno e o instinto paterno; o medo é uma espécie de sub instinto do instinto de sobrevivência, ele faz o animal disparar em uma corrida sem pensar, como quase todos os instintos ele domina momentaneamente à vontade e o raciocínio, mesmo o ser humano não consegue ficar sombrio perante um eminente perigo, de maneira oposta também a coragem muitas vezes provoca impulsos impensados em defesa da própria vida. Nossa existência depende completamente desses instintos criados pelos administradores universais.

Espirito materno

O espirito santo são os sentimentos gerados e injetados em um circuito eletrônico especial que permeia todo o universo, é uma expressão da ministra divina, que por sua vez, é uma exteriorização materna de deus, digo exteriorização por que; tudo que é produzido no universo é produzido por entidades divinas, inclusive tudo que o ser humano acha que está gerando na verdade, vem do seu espirito, que,  como já foi dito sente a necessidade de criar novas experiências para formação de sua personalidade única, Existe em cada orbe um espirito materno e é esse espirito divino que mantém, como uma espécie de corpo sutil, esse circuito espiritual que denominamos de espirito santo.
Na realidade nós e  nosso próprio universo fomos criados com a participação de um espirito materno universal, e até hoje esse espirito materno através do espirito materno do planeta terra administra e sustenta o circuito espiritual que preenche nosso planeta, sempre tentando nos impulsionar às frequências mais elevadas de luz.
O espirito materno, o espirito infinito que é Deus (pai eterno), e o vosso espirito trabalham tão em uníssono, que não consegues interpretar separadamente o espirito materno.
O espirito materno está confinado no planeta terra, assim como o espirito santo, que como já foi enfatizado, é um corpo sutil do espirito materno, não tenho certeza se esse espirito tem um corpo material, já que a superfície física do planeta é o corpo material do cristo planetário.
O espirito santo como é de se supor, não é feito apenas de energia, a mente da ministra materna nos comanda e está intrinsecamente ligada a ele, tendo nele inclusive parte de sua memória, assim, todas as ações humanas são individualmente registradas por ele, e consequentemente levadas à consciência da ministra divina do nosso universo.
No próximo artigo abordarei sobre a evolução da mente das emoções e de suas faixas vibratórias

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Formação do espirito e de sua personalidade


                                                     NEBULOSA DA ÁGUIA    
                                      

Cada encarnação do espirito forma uma personalidade única que pode ou não atingir um  nível vibratório que permita a sintonia com mundos mais elevados, quando esse objetivo não é atingido pela personalidade que o espirito está assessorando, as experiências vividas por essa personalidade não são perdida, o que a personalidade desenvolve contra os princípios divinos fica no subconsciente como uma espécie de subpersonalidade e interfere ativamente na existência da próxima personalidade que esse espirito for desenvolver. Essas vivências ficam registrado no corpo emocional como forma sentimento/pensamento, são as emoções e sensações que a personalidade subsequente herda para dar continuidade à formação da personalidade do espirito, assim o nível vibratório da personalidade atual é a soma das emoções, crenças e padrões de pensamento vividos por todas as encarnações anteriores do espirito, tudo que vivemos fica gravado em nossos corpos sutis como padrões de pensamento e emoções, quando a personalidade perde o corpo material fazendo a passagem para o plano astral, leva toda a bagagem que adquiriu no plano físico, continua sendo, portanto a mesma personalidade que partiu e continua se desenvolvendo no plano astral como personalidade do espirito que a está formando, lembrando sempre que essa personalidade é o resumo de todas as vivencias mais marcantes que o espirito experimentou na matéria.
As coisas boas que a personalidade desenvolve durante sua existência também ficam gravadas, só que de forma diferente, pra começar ficam registradas em  outro corpo sutil chamado corpo divino, nesse corpo as realidades são imutáveis e irreversíveis, e também interfere de forma contundente no desenvolvimento da personalidade, por exemplo o amor incondicional que a pessoa assimilou durante sua existência está registrado nesse corpo sutil, quando esse espirito encarnar novamente, esse amor fará parte da nova personalidade em formação.
 Para facilitar o entendimento vamos dividir a formação da personalidade do espirito em fazes, esclarecendo antes que o espirito é criado puro e completo, contendo em se todas as qualidades divinas e tudo do universo que já foi criado, que está sendo criado e que será criado, o próprio Deus já começou esse universo completo contendo tudo o que um dia foi, e que vai ser. Como filhos criadores esses espíritos criados por Deus participam também efetivamente dessa criação, mas devemos considerar que esses filhos criadores contem o todo em si, incluindo o próprio Deus, sendo também o todo, cada espirito é a individualização de Deus, mas apesar de sermos um só, o criador original sempre será a matriz de toda criação, é a energia gravitacional que atrairá as moléculas certas para formar uma pedra, por exemplo, o filho criador promoverá a formação das moléculas da pedra.
A personalidade que se integrará ao espirito, começará sua existência na total ignorância e evoluirá com plena assistência de entidades mais evoluídas, incluindo o próprio espirito ao qual essa personalidade se integrará no futuro, é sem duvida uma longa e árdua jornada até que essa personalidade pelo seu próprio esforço e querer atinja um grau vibratório que suporte a ação e total controle do espirito, e como já foi dito o espirito é criado puro e divino. Toda existência teve um inicio e embora passe por inúmeras transformações nunca terá um fim. Toda matéria, energia e consciência foram criadas por altas inteligências utilizando tecnologias de altíssimos padrões, para melhor compreensão, vamos fazer a seguir um resumo de toda criação do plano material existente no universo.



 Formação da energia, da matéria e do universo.


Tudo que vamos aprendendo e assimilando, vai sendo integrado à nossa alma como consciência permanente. Toda alma foi criada simples e ignorante, evoluindo a partir de uma onda que se transforma em átomo, que se transforma em molécula que se aglomera se transformando em mineral. Um desses átomos, especificamente o carbono, quando se aglomeram formam os cristais, que com a transformação do universo evolui para o vegetal que evolui para o animal; grosso modo é assim que acontece. Primeiro é formada a nebulosa, que é uma concentração de energia no espaço, esta concentração de energia é formada entre outros universos que giram em torno dela, esses universos a sua volta estão em expansão, portanto se aproximando desta concentração energética, quando chegam a uma determinada distancia, como estão em alta rotatividade, colocam para girar também a concentração de energia recém formada, esta vai sendo comprimida e diante da alta pressão interna a energia começa a se compactar se transformando em átomo de hélio, a partir da fusão entre esses átomos todos os outros átomos vão surgindo. Esta transformação de energia em átomo se inicia no centro da nebulosa onde a pressão é maior, formando aí um eixo central em torno do qual todo o restante da nebulosa passa a girar e a ele se integrar em forma do átomo mais simples que é o hélio.
Percebam que devido ao giro dos outros universo o giro da energia da nebulosa acontece de fora para dentro comprimindo e compactando cada vez mais o centro que a um determinado grau de pressão explode. ´
Uma parte do centro no entanto se mantém intacta por estar mais compactado que o restante do material, note que o material espalhado com a explosão fazia parte deste centro e portanto na desintegração as moléculas foram violentamente partidas ficando uma parte no material expelido e uma parte no centro, assim como a tendência de toda molécula é se completar para adquirir o equilíbrio, o material expelido é atraído para o eixo que se manteve intacto, mas a alta velocidade em que estão girando não permite uma aproximação completa, pois todo ponto de atração no eixo central é um ponto de sucção.
Vamos colocar da seguinte forma para que fique mais claro; todo este material desprendido e o que ficou compactado no centro, pelo giro em alta velocidade que executavam, adquiriram uma forma arredondada. Neste ponto já estamos nos referindo a um sistema planetário, um astro no centro onde todos os seus ponto é um ponto de atração para o planeta em sua volta, este planeta sendo mais leve e já estando em alto giro, estará sempre sendo atraído pelo próximo ponto do astro mantendo o giro em torno de si mesmo e em torno do astro, é como a bobina eletromagnética de uma turbina, estude o mecanismo simples de uma bobina e entenderá o que estou dizendo. Você poderá questionar, há! mas você nos forneceu aí a força de gravidade do universo, mas como surgiu esta energia para gerar esta força? Lembre-se que mesmo antes de existir o sistema planetário alvo de nosso exemplo, todos os outros universos já estavam girando produzindo ondas e quem tem um conhecimento um pouco mais apurado sobre partícula sabe que ela pode se comportar como onda ou como partícula dependendo da consciência que a controla, isso foi confirmado em laboratório com o seguinte experimento; o pesquisador colocou uma placa de metal em um canto do laboratório, a partir da placa um tubo saia indo até a outra extremidade da sala onde estava um canhão de elétrons, quando o canhão foi disparado obteve-se o resultado previsto, ou seja, marcas de furos produzidos pelo impacto dos elétrons, mas quando resolveram filmar o evento, não apareceu mais marcas de furos e sim de ondas.
O experimento foi repetido várias vezes com o mesmo resultado, daí se concluindo que o que provocava a transformação no comportamento do elétron (partícula) era a intervenção da consciência do observador, a partir deste evento então passou-se a aceitar a dualidade partícula-onda.
Voltando a nosso ponto, então o que gerou a energia original da nebulosa foram as ondas produzidas pelo giro dos universos. Vale a pena ressaltar aqui que à partir das primeira ondas que geraram a nebulosa a profundidade-tempo foram formados, duas dimensões que deram suporte ao surgimento da matéria, e o espaço percebido por nós surgiu com a matéria, não consigo ver ainda neste mundo que nos cerca uma quarta dimensão talvez exista e talvez seja apenas uma ilusão virtual, mas estou abordando este aspecto da problemática apenas para que possam perceber que toda esta transformação não acontece no vácuo, todo elemento, partícula ou onda dentro do plano material, traz dentro de se as três dimensões, portando todo elemento é uma página em branco onde o tempo grava em sua dimensão de espaço todo movimento interno que gerou sua existência.
Esse mesmo princípio um pouco mais bordado de complexidade dá origem a consciência que absorve a fagulha divina de amor dando origem ao espirito. Aqui está um resumo do resumo da criação apenas para que possamos perceber que cada um traz dentro de se, embora de forma enublada, a formação de toda nebulosa, desculpe o trocadilho leitor, entenda por toda nebulosa, toda existência.  Assim o espirito se desenvolve contendo todas as informações que geraram o universo onde está inserido incluindo todas as qualidades divinas do criador, mas observem que apesar de ter uma assinatura de seu criador ele não tem ainda uma personalidade própria, única em todo o universo, porque não existe no universo uma pessoa eu seja exatamente igual à outra, e consequentemente não existirá também espíritos iguais depois que tiverem com a personalidade formada.

domingo, 20 de maio de 2018

Significados dos Sonhos



Um aspecto interessante do sonho é que ele pode significar um aviso de acontecimentos que pode vir a se realizar em nossa vida material, nesse caso a tendência é que eles se tornam repetitivos e nos cause certo incomodo.
Outro aspecto interessante é que apenas nossa fé atesta que nosso cotidiano é uma realidade, sendo nosso espirito invisível, muitos podem imagina-lo como um sonho, mas se nosso espirito sendo eterno representa uma real existência, nossa existência na carne é apenas um sonho e quando retornarmos para o mundo espiritual essas vivencias na matéria não passarão de mera lembranças, o que faz da vida na matéria apenas um sonho duradouro, mas finito, definindo a vida no espirito como permanente e real, o que eu quero dizer é que o sonho noturno, durante o sono, quando se trata de encontros com outros espíritos ou de viagem astral do espirito, pode significar uma realidade maior do que nosso cotidiano.
Fala-se muito em desdobramento ou viagem astral, mas na verdade conseguimos nos lembrar muito pouco do que ocorre conosco nessas situações, a maioria das pessoas classificam essas viagens espirituais noturnas como sonhos e tentam interpreta-las como tal, embora possa ser vista como um tipo de sonho, essa é uma situação bastante real para o espirito que verdadeiramente se liberta do corpo material nesses momentos.
É bom sempre estarmos atento ao fato de que só conseguimos recordar dos nossos sonhos quando eles provocam em nossos cérebros sentimentos profundos ou em caso da necessidade de nossos mentores precisarem nos passar algum recado através do sonho, dificilmente nos lembramos de encontros com outros espíritos em situação de sonho ou desdobramento, exceto quando há necessidade de que isso ocorra.
Trecho do livro “as leis espirituais” pag 60

Então, os sonhos têm uma interpretação?

Os que são ajuda do mundo espiritual sim, têm interpretação. Existem símbolos comuns para todos. Normalmente, no próprio símbolo está a chave para a interpretação do sonho. Os touros representam provas ou tentações materiais. As crianças, o sentimento. A água, a afetividade. Se estiver limpa, é que a afetividade também o está. Se a água estiver turva, é que há algo sombrio nessa afetividade. Pode representar intenções egoístas. Uma casa representa o interior espiritual. Se alguém entra numa casa por uma janela e não pela porta é que não é sincero, esconde algo ou tenta manipular. Andar por caminhos com maior ou menor dificuldade, seja a pé ou conduzindo um veículo, costuma representar o caminho espiritual, e os obstáculos que se encontram nesse caminho representam as provas que iremos encontrar. O gelo pode representar agrado. Cair significa uma deterioração emocional brusca, como uma depressão.
Pode-se aprender a interpretá-los. Geralmente, no próprio sonho está a chave para a interpretação, e o próprio espírito intui se o sonho é ou não importante e se é ou não significativo para si mesmo. Se o próprio não o sabe interpretar, o mundo espiritual dá-lhe as pistas de que necessita para o poder fazer. Mas, em primeiro lugar, é preciso ter vontade para aprofundar o conhecimento de si mesmo e dos sonhos que nos são dados para nos auxiliarem nesse processo.
Por fim podemos verificar no livro de André Luiz intitulado conduta espirita os sábios conselhos que se seguem;

PERANTE OS SONHOS


Encarar com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico, sem preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou ideias que se reportem a eles.
Há mais sonhos em vigília que no sono natural.
Extrair sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho.
Em tudo há sempre uma lição.
Repudiar as interpretações supersticiosas que pretendam correlacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, gastando preciosos recursos e oportunidades da existência em preocupação viciosa e fútil. Objetivos elevados, tempo aproveitados.
Acautelar-se quanto às comunicações inter vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto o fenômeno seja real, a sua autenticidade é bastante rara.
O Espírito encarnado é tanto mais livre no corpo denso, quanto mais escravo se mostre aos deveres que a vida lhe preceitua.
Não se prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas oníricas de que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância.
A lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.
Preparar um sono tranquilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo a luz da oração, antes de entregar-se ao repouso normal.
A inércia do corpo não é calma para o Espírito aprisionado à tensão.
Admitir os diversos tipos de sonhos, sabendo, porém, que a grande maioria deles se originam de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo orgânico. O Espírito encarnado e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no reino das vibrações.
“E rejeita as questões loucas...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:23.)

O sonho conforme o livro dos espíritos


402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?


“Pelos sonhos”. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília.
Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro.
Adquire maior potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo, quer do outro. Dizes frequentemente: Tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas absolutamente inverossímil.
Enganas-te. É amiúde uma recordação dos lugares e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra ocasião. Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar seus grilhões e de investigar no passado ou no futuro.
O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono. Notai, porém, que nem sempre sonhais. Que quer isso dizer? Que nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que haveis visto, enquanto dormíeis. É que não tendes então a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades.
Muitas vezes, apenas vos fica a lembrança da perturbação que o vosso Espírito experimenta à sua partida ou no seu regresso, acrescida da que resulta do que fizestes ou do que vos preocupa quando despertos. A não ser assim, como explicaríeis os sonhos absurdos, que tanto os sábios, quanto as mais humildes e simples criaturas têm? Acontece também que os maus Espíritos se aproveitam dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.
Em suma, dentro em pouco vereis vulgarizar-se outra espécie de sonhos. Conquanto tão antiga como a de que vimos falando, vós a desconheceis. Refiro-me aos sonhos de Joana, ao de Jacob, aos dos profetas judeus e aos de alguns adivinhos indianos. São recordações guardadas por almas que se desprendem quase inteiramente do corpo, recordações dessa segunda vida a que ainda há poucos aludiam.
“Tratai de distinguir essas duas espécies de sonhos nos de que vos lembrais, do contrário cairíeis em contradições e em erros funestos à vossa fé.”
Os sonhos são efeito da emancipação da alma, que mais independente se torna pela suspensão da vida ativa e de relação.
Daí uma espécie de clarividência indefinida que se alonga até aos mais afastados lugares e até mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que traz à memória acontecimentos da precedente existência ou das existências anteriores. As singulares imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeados de coisas do mundo atual, é que formam esses conjuntos estranhos e confusos, que nenhum sentido ou ligação parecem ter.
A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas que apresenta a recordação incompleta que conservamos do que nos apareceu quando sonhávamos. É como se a uma narração se truncassem frases ou trechos ao acaso. Reunidos depois, os fragmentos restantes nenhuma significação racional teriam.

403. Por que não nos lembramos sempre dos sonhos?

“Em o que chamas sono, só há o repouso do corpo, visto que o Espírito está constantemente em atividade. Recobra, durante o sono, um pouco da sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros. Mas, como é pesada e grosseira a matéria que o compõe, o corpo  dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais.”

404. Que se deve pensar das significações atribuídas aos
sonhos?

“Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Espírito têm realidade, porém que, frequentemente, nenhuma relação guardam com o que se passa na vida corporal. São também, como atrás dissemos, um pressentimento do futuro, permitido por Deus, ou a visão do que no momento ocorre em outro lugar a que a alma se transporta. Não se contam por muitos os casos de pessoas que em sonho aparecem a seus parentes e amigos, a fim de avisá-los do que a
elas está acontecendo? Que são essas aparições senão as almas ou Espíritos de tais pessoas a se comunicarem com entes caros? Quando tendes certeza de que o que vistes realmente se deu, não fica provado que a imaginação nenhuma parte tomou na ocorrência, sobretudo se o que observastes não vos passava pela mente quando em vigília?”

405. Acontece com frequência verem-se em sonho coisas que parecem um pressentimento, que, afinal, não se confirma. A que se deve atribuir isto?

“Pode suceder que tais pressentimentos venham a confirmar-se apenas para o Espírito. Quer dizer que este viu aquilo que desejava, foi ao seu encontro. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está mais ou menos sob a influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de suas ideias terrenas, donde resulta que as preocupações do estado de vigília podem dar ao que se vê a aparência do que se deseja, ou do que se teme. A isto é que, em verdade, cabe chamar-se efeito da imaginação. Sempre que uma idéia nos preocupa fortemente, tudo o que vemos se nos mostra ligado a essa ideia.”

406. Quando em sonho vemos pessoas vivas, muito nossas conhecidas, a praticarem atos de que absolutamente não cogitam, não é isso puro efeito de imaginação?

“De que absolutamente não cogitam, dizes. Que sabes a tal respeito? Os Espíritos dessas pessoas vêm visitar o teu, como o teu os vai visitar, sem que saibas sempre o em que eles pensam. Demais, não é raro atribuirdes, de acordo com o que desejais, a pessoas que conheceis, o que se deu ou se está dando em outras existências.”

sábado, 3 de março de 2018

Como agradar o criador universal



Em Deus, o homem vive, move-se e tem o seu ser; não há nada que o homem possa dar a Deus, a não ser essa escolha de ater-se à vontade do Pai; e uma decisão como essa, efetivada pelas criaturas volitivas inteligentes dos universos, na realidade, constitui a verdadeira adoração, que satisfaz muito plenamente ao Pai Criador, em cuja natureza o amor é preponderante.

(livro de urantia pag. 23)

O nível do espirito se alcança através da sabedoria e da adoração, mas nenhuma força benigna do universo jamais nos impõe formas de adoração, muito menos com sacrifícios ou sofrimento. A adoração a Deus para surtir efeito tem que ser feita de livre e espontânea vontade.
Nossas orações e quase todas as formas de comunicação que temos com o divino estão circunscritas ao domínio do mestre jesus, que engloba todo o universo local, organizado por Ele, Jesus é um filho criador, que tendo Deus como arquiteto, criou todo o universo onde nos movemos e vivemos; nós somos criação direta do pai universal, portanto somos irmãos de Jesus e também somos filhos criadores, e como somos cheios de imperfeições estamos modificando as paisagens do planeta tão divinamente criadas por nosso mestre Jesus, aliás muitos de nós tem a habito de adorar a natureza como incorporação divina, isso não é o correto a fazer, embora a natureza seja uma criação divina ela não tem encarnação divina.
Na realidade a adoração verdadeira será sempre direcionada ao ser supremo criador do universo, ela ultrapassa os domínios de Jesus e de todas as deidades existentes alcançando de forma direta o nosso Ser supremo, Ele mesmo o criador. Amar a Deus sobre todas as coisas é um conceito que deve nos remeter a algo bem mais profundo, pois o amor é o principal ingrediente para se adorar um Ser infinito em todas as direções benignas.
Adorar é diferente de pedir, quando pedimos alguma coisa estamos em prece, na adoração reconhecemos a grandeza e o amor incondicional do criador, de forma que em nosso coração não fica espaço para oura coisa se não a gratidão e dessa forma a adoração nos enche da presença divina nos proporcionando tudo aquilo que necessitamos para o nosso crescimento espiritual, pois o pai nos quer o mais breve possível junto à Ele, devemos compreender no entanto que nem todos estão preparados para evoluir por amor ou com abundância, muitos necessitam da miséria e do sofrimento para adquirirem humildade e dobrar o joelho diante da grandeza do criador, muitos tem riquezas e ainda assim são orgulhosos, não os inveje, pois esses ainda sofrerão muito ainda para aprenderem a usar as dadivas divinas para a obra do amor; o que é pobre, que sofre e reconhece a majestade de Deus, provavelmente já teve suas riquezas e desperdiçou com orgulho e vaidade, agora estão trilhando outro caminho que deve se revelar mais eficiente, o contrario do que é rico e não está aproveitando a oportunidade, esse ainda passará por provas e expiações, para um dia vergarem suas cabeças e reconhecerem a grandeza divina.   

GRANDEZA DIVINA


Divino ser criador do universo
Ser de luz, em mim manifesto
Expressão máxima de amor
Luz divina do meu ”eu sou”

Es tu a grandeza de toda volição
Em todo o universo traduz gratidão
Meu adorado ser criador universal
Expressão e afeto colossal

Divina presença em meu ser
Fonte eterna do saber
Contigo quero seguir avante
Expressão de luz brilhante

Grandeza maior que o universo
De joelho consigo converso
Agradecendo tanto amor e o espinho
Expressão pura de amor e carinho


Kleber Lages

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Ensinamentos de Jesus sob novas perspectivas



Jesus


Como agiria uma personalidade do criador universal se encarnasse entre nós?
Jesus foi o modelo perfeito de como seria essa personalidade, foi o mestre o ser humano que vivenciou entre nós a perfeita vontade do pai universal, de certa forma Ele foi e è para nós um Deus em potencial, filho criador que embora não tenha criado o universo, criou essa parte do universo onde vivemos.
Foi Jesus quem nos apresentou a um Deus amoroso, declarando uma relação real e eterna de pai e filho entre nós e o criador universal, descobrimos pelos seus ensinamentos que Deus é o criador e o pai de tudo que existe e que cada partícula que existe no universo foi criada sob o impulso original do amor divino, Deus conhece profundamente cada uma das personalidades existentes e sabe de nossas necessidades antes mesmos de nós.
Foi Jesus quem nos apontou um caminho interno para se chegar ao pai criador, nos deixando claro que através do conhecimento do nosso Eu mais profundo podemos conhecer e revelar em nós a mais profunda realidade divina que age na criação do universo.
Foi sem duvida Jesus o ser humano que mais revelou a natureza de Deus para a humanidade, sem querer desmerecer outros grandes mestres que passaram pela superfície material do planeta, Jesus foi o ser espiritualmente mais completo a encarnar na dimensão molecular do planeta terra.
Diante do desenvolvimento intelectual alcançado por nós, hoje sabemos que o sacrifício de Jesus foi muito maior do que se imaginava, pois não havia obrigatoriedade Dele se encanar na superfície do planeta em uma época tão conturbada moralmente e politicamente onde se sacrificava de forma tão cruel às pessoas, o sacrifício de Jesus não acrescentou aos seus ensinamentos coisas que não poderiam ser acrescentadas de outras formas, o que nos leva a concluir que foi um sacrifício desnecessário, levado a cabo pelas personalidades encarnadas naquela época. Muitos de nós vivíamos naquele tempo e participamos efetivamente desse sacrifício, por isso devemos sempre que possível nos colocarmos em meditação introspectiva para sabermos se não carregamos culpas ou medos advindos de traumas causados no sacrifício do nosso mestre, pode parecer horrível para nós ter participado de tais eventos, mas devemos ter em mente a natureza divina altruísta de Jesus, tendo consciência de que ele com certeza já nos perdoou e que agora só resta a nós mesmos nós perdoarmos.
Foi Jesus que nos proporcionou os recursos e nos apontou o caminho para obtermos a vitória sobre a carne e sobre o mau que impera no planeta.
Também existem ensinamentos atribuídos a Jesus que na realidade não foram passados por Ele, para ilustrar esse paragrafo transcrevo aqui um trecho do livro de urantia que trata desse assunto, claro que muitos ensinamentos do mestre evoluíram, enquanto outros não resistiram ou não resistirão a luz da evolução.
“Nada mais do que natural era que o culto da renúncia e humilhação devesse dar atenção à
gratificação sexual. O culto da continência sexual originou-se como um ritual entre os soldados, antes de entrarem nas batalhas; em dias posteriores tornou-se a prática dos “santos”. Esse culto tolerava o casamento apenas como um mal menor do que a fornicação. Muitas grandes religiões do mundo têm sido influenciadas adversamente por esse culto antigo, mas nenhuma mais marcadamente do que o cristianismo. O apóstolo Paulo foi um devoto desse culto; a sua visão pessoal é refletida nos ensinamentos que vinculou à teologia cristã: “É bom para um homem não tocar em uma mulher”. “Gostaria que todos os homens
fossem como eu”. “Digo, pois, aos que não são casados e aos viúvos, ser bom para eles permanecerem como eu.” Paulo sabia muito bem que esses ensinamentos não eram uma parte da boa nova do evangelho de Jesus; e o seu reconhecimento disso é ilustrado por esta declaração sua: “E me permito dizer isso, mas isso não me foi passado como um mandado ou mandamento”. E tal culto levou Paulo a desprezar as mulheres. E o pior de tudo isso é que a sua opinião pessoal vem, há muito, influenciando os ensinamentos de uma grande religião mundial. Se os conselhos do fabricante de tendas e professor tivessem sido obedecidos literal e universalmente, então a raça humana teria chegado a um fim súbito e inglório.
Ademais, o envolvimento de uma religião com esse antigo culto de continência conduz diretamente a uma guerra contra o casamento e o lar; contra as verdadeiras fundações da sociedade e instituições básicas do progresso humano. “E não é de admirar-se que todas essas crenças hajam fomentado a formação de sacerdócios celibatários nas várias religiões de muitos povos.”
Gostaria de desenvolver melhor esse tema, mas por enquanto vou parar por aqui e esperar para ver o nível de interesse e divulgação dos irmãos para ver se continuo ou não a escrever sobre esse assunto.


Abraços fraternos,