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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

ORGULHO E CARIDADE



Todos os vícios e defeitos têm sua origem no orgulho no egoísmo e na vaidade, sendo estes uma variação do orgulho.
 A manifestação do orgulho é uma sensação de superioridade, um completo desamor ao próximo, é o egoísmo concentrando em si o amor, o orgulhoso ama a si mesmo acima de tudo e, às vezes, até acima de Deus.
 Pela falta de amor ao próximo, o orgulho despreza os que acham que estão abaixo de si, também é contrário a humildade, produz o egoísmo que é o medo de perder a superioridade que considera seu bem maior e produz a vaidade que é uma necessidade de aumentar o poder de sedução para satisfação dos mais rudimentares instintos. São esses instintos as primeiras armas do egoísmo sempre tendo como plataforma o medo da doce e suave humildade.
O orgulho distancia as pessoas e até provoca tragédias irreversíveis.  Geralmente não aceitamos ordens dos chefes ou mesmo conselhos dos mais velhos por orgulho, o que nos trás muitas consequências desagradáveis. Há uma espécie de vaidade que se chama “vaidade intelectual”, por isso quando nos consideramos mais preparados do que o nosso chefe; temos dificuldade em aceitar suas ordens. Por detrás desse tipo de orgulho: a inveja, o egoísmo, a falta de fé na justiça divina, a insegurança (necessidade de demonstrar competência), o medo, entre outras coisas e é essa justamente uma das dificuldades em combater o orgulho, pois são manifestações inconscientes que a luz da consciência poderia “diminuir” o tamanho de nosso ego, como o orgulho é uma característica da alma que traz em si uma energia potencial muito grande. Em outras palavras, pode  que bloquear as alavancas por trás de si em uma atitude de autodefesa e acaba criando um ciclo vicioso, partindo da inveja, indo até o orgulho e retornando a inveja, quando for essa a alavanca do orgulho.
Tratar de defeitos morais não é coisa fácil justamente por serem muito subjetivos, mas no caso do orgulho como em quase todos os defeitos da alma, o amor ao próximo o anularia já que o calor do amor impede humilhar a quem a gente ama.
 Outra forma é vigiar suas atitudes pensamentos e sentimentos a cada minuto do seu dia sempre direcionando a vontade na tentativa de se aprimorar moralmente. 
Santo Agostinho usava uma forma eficiente e simples para resolver esses problemas. Todos os dias antes de se deitar ele passava em revista tudo que tinha feito durante o dia analisando se tinha desagradado ou prejudicado alguém. A fé inabalável na felicidade futura pela prática do bem, também tende a neutralizar o orgulho.

Como podemos observar, o orgulho é o contrário da humildade e da caridade, por isso o grau de evolução espiritual da pessoa pode ser medido pela força do impulso de caridade, que manifesta claramente características próprias como: doçura, afabilidade, carinho, ternura, benevolência, abnegação e devotamento. Geralmente os olhos, os gestos, a voz, o desapego da pessoa revelam essas características da caridade.

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