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quarta-feira, 10 de maio de 2017

A harmonia universal é movimento




Ao contrário do que se pensa, a harmonia está mais ligada ao movimento do que ao estático, pois nada no universo é estático, isso inclui nós, mesmo a pedra ou o ferro deixados em algum lugar está executando vários movimentos ao mesmo tempo, entre eles podemos pensar nos frenéticos movimentos de suas moléculas. Sua viagem na nave terra também lhe fornece vários movimentos, com o movimento da Terra em torno de seu eixo central, todos os objetos nela ancorados estão também girando em torno de si mesmo e com o movimento da Terra em volta do sol todo objeto está navegando pelo espaço sem fim.

O próprio universo é um movimento contínuo, cada partícula tem sua própria trajetória, sendo que cada trajetória é traçada obedecendo a lei da atração e repulsão; como é o caso das interações atômicas e das interações do homem em seu meio social.

Todo movimento na realidade significa para o objeto uma ferramenta de transformação, um ponto de partida com um local de chegada definido, isso claro, quando se pensa no movimento do objeto relacionando-o com os movimentos do universo, obedecendo o movimento da lei da atração todo movimento executado dentro dela obedecerá sempre os movimentos executados por ela, assim como, obedecendo a este princípio, estando o planeta Terra inserido no sistema solar, todo movimento da Terra obedecerá os movimentos do sol, o sol se movimenta obedecendo ao movimento da Via-Láctea, que é nossa galáxia. A Via-Láctea se movimenta obedecendo os movimentos do enxame de galáxia denominado grupo local, este é o conjunto de galáxia onde a nossa está inserida, assim até alcançar uma visão infinita para nós humanos, os movimentos serão cada vez maiores e sempre determinarão os movimentos menores, se o sol um dia cair, até mesmo neste momento de agonia, o planeta Terra acompanhará seu movimento e cairá também. Como o movimento é vibração, das galáxias aos átomos que formam nosso corpo haverá sempre uma violenta redução vibracional, mas a mudança ocorrerá apenas no grau de vibração, pois como o sol carrega seu cortejo de planetas, o átomo também carrega seus elétrons. O micro é idêntico ao macro, ao mesmo tempo que é uma unidade formadora do macro, ou seja, as mesmas leis que regem os movimentos dos planetas em torno do sol, regem também os movimentos dos elétrons em torno do seu núcleo, sendo os átomos a unidade formadora de todo o universo físico que se movimenta.

Uma questão interessante é se perguntar onde está Deus inserido neste contexto, ou melhor dizendo, como está este contexto inserido em Deus, é difícil imaginar, mas levando em consideração a análise que estamos realizando sobre movimentos, percebemos que nós e o universo não somos parcelas destacadas do todo, manipulados como marionetes por um ser superior, em primeiro lugar há no universo duas formas diferentes de ser que podemos classificar como matéria e espírito, embora seus movimentos obedeçam as mesmas leis de atração e a relação entre ambas também obedeçam esta lei, a natureza de seus teores são completamente diferentes, a matéria surge no universo com o movimento da energia que se compacta, depois que acontece a compactação o espirito surge nos movimentos de interação da energia com a matéria. Então o movimento não cria só a matéria, cria também a vida e a consciência que a desenvolve. Podemos entender melhor esse processo neste trecho do livro a grande síntese de Pietro Ubaldi.

“O organismo é uma construção ideoplástica; ocorre logo que a maturação evolutiva do meio, matéria, permita a manifestação do princípio latente e este se manifeste diversamente, de acordo com as circunstâncias do ambiente, onde e como permitir-lhe o desenvolvimento do meio, de manifestação. Órgão e função, pois, surgem juntos, e seu progresso é recíproco, devido a um apoio mútuo do órgão sobre a função que o desenvolve e da função sobre o órgão que a aperfeiçoa. Assim, a consciência não cria a vida, nem a vida cria a consciência, mas ambas trabalham e ajudam-se mutuamente a vir à luz: o princípio plasmando e desenvolvendo para si uma forma cada vez mais adequada à sua manifestação e a vida fixando esse impulso e organizando-se para maior perfeição. O princípio move a matéria, torna-a cada vez mais aderente à sua expressão; nesse trabalho se reforça, expande-se e se manifesta mais poderosa. Enquanto a vida é o efeito de um dinamismo íntimo organizador, constitui ao mesmo tempo o campo em que esse dinamismo se exercita e se desenvolve. Se a modelação das formas não proviesse de um princípio interno, não veríeis esse crescimento provir sempre de dentro, indo da reprodução dos tecidos, por vezes de órgãos inteiros, até a formação dos organismos adultos.

Em sua íntima estrutura cinética, a vida conserva a memória das ações e reações dinâmicas anteriores, concentra em si os traços marcantes e pode realizá-los todos. Assim é possível a concentração de toda a arquitetura de um organismo em um germe, sua reconstrução completa a partir da semente até a forma adulta. Toda a evolução vos apresenta o espetáculo desse processo de centralização e descentralização cinética que, no caso da semente, é como se o tocásseis com a mão. Nela, o movimento conserva todas as características de seu tipo; o germe conserva em seu âmago uma estrutura indelével e a lembrança do passado vivido, que terá de reproduzir intacto; já o organismo maduro terá a capacidade de modificá-lo mas somente em escala mínima; então, ele assimilará essa modificação e a transmitirá ao novo germe.

Os resultados da experiência da vida, em qualquer nível, gravitam para dentro; lá são destilados os valores, resumidos os totais e processada a síntese da ação. Para lá descem, em camadas sucessivas, os produtos da vida. O psiquismo fica em crescimento constante porque em redor do primeiro núcleo depositam-se, por superposição progressiva, os valores, os totais e as sínteses da vida. Assim, a consciência, embora em graus muito diferentes, é um fato universal em biologia; seu desenvolvimento, por adição dos resultados de experiências (variações cinéticas introduzidas na unidade vorticosa), é o resultado do fenômeno da vida. De um a outro extremo da vida (embora a consciência só apareça com intensidade nos organismos superiores onde, para divisão do trabalho, ela constrói para si órgãos particulares), a consciência, todavia, está sempre presente, desde a consciência elementar dos protos organismos até o espírito humano, o sistema de seu desenvolvimento é idêntico e constante. O centro enriquece-se em qualidade e em potência. Com isso adquire a capacidade de construir para si órgãos cada vez mais adequados a exprimir sua mais complexa estrutura. Assim, princípio e forma, mutuamente ativos e passivos sob o aguilhão dos choques das forças ambientais, sob o estímulo do impulso íntimo que, por lei de evolução, forceja por exteriorizar-se, evoluem gradualmente; pela tensão desse contraste desponta do mistério do ser à luz, do pólo consciência ao pólo forma, a manifestação da vida.

Desde a primeira forma protoplasmática, a vida tinha de possuir uma consciência orgânica própria, embora rudimentar. Sem isso não poderia subsistir aquela primitiva permuta. Se vida = permuta e permuta = psiquismo, então a vida = psiquismo.

Essa primordial consciência orgânica, em que já estão presentes as leis fundamentais da vida, está em toda a parte, em qualquer organismo. Desenvolvida na complexa estrutura cinética dos movimentos vorticosos, já era integrante da vida em seu primeiro nascer, como substrato fundamental de todos os crescimentos futuros. Essa consciência orgânica tornar-se-á inteligência orgânica e instinto; finalmente, ascenderá à consciência psíquica e abstrata no homem.

Você certamente se lembra o que relatei acima sobre a Terra ter o seu movimento comandado pelo movimento do sol e que se o sol cair a Terra cai também destruindo tudo que existe dentro dela, incluindo nós, pois então o movimento promove a harmonia ou o caos. Compreendida a análise do movimento sob este ângulo voltemos então a questão da presença de Deus no universo; percebam que a matéria sendo derivada da energia, o movimento de suas moléculas tenderá a desgastá-la, causando nesta matéria uma espécie de involução em direção a energia que a originou, ou seja, a energia evolui para matéria que por sua vez se desgasta se transformando novamente em energia, no percurso desse ciclo nasce a consciência com suas características próprias, como instintos e emoções, vimos acima que a partir da formação do átomo todo movimento que ocorre dentro e no entorno desse átomo fica registrado em si, sendo esse registro o formador da consciência, assim cada consciência tem o registro de todo movimento e processo de formação que ocorreu no universo, juntando os sentimentos ao conhecimento infinito que a consciência traz em si, no grau evolutivo que nós humanos atingimos somos imagem e semelhança de Deus e também obedecemos os movimentos de Deus, claro que observando sempre as limitações impostas pelo nosso grau evolutivo. Então Deus não comanda o universo de fora; nós somos uma de suas unidades formadoras, no enteando para sermos uma unidade formadora idêntica ao todo temos que ter livre arbítrio e esta é a característica em nós que muitas vezes nos leva a destruir invés de construir. Somos falhos e mau conhecemos as leis que regem o universo.

Mas o grande mestre, em sua sabedoria infinita, criou para nós uma válvula de escape para que possamos ter harmonia e paz interior, não precisamos seguir as leis e sermos perfeitos, pois a consciência se acalma com as intenções e não com as ações, se por exemplo você tenta ajudar alguém, e acaba maltratando esse alguém sem intenção de fazê-lo, talvez sua consciência o acuse, mas o peso desta acusação não será tão grande, você provavelmente se arrependerá aliviando o carma que sem a intenção de fazer o bem se instalaria. Assim o movimento de nossa mente deverá ser sempre em direção a criação, ou ao amor fraterno que cria com sabedoria de forma automática, esta é sem dúvida a forma mais pratica de fazer as coisas; amando estaremos seguindo o movimento maior de Deus e as coisas acontecerão de forma automática. Esta é a grande sacada do amor, se você não tem a capacidade do criador para seguir seus movimentos, apenas queira realmente amar, que este movimento já será o suficiente para te harmonizar e te colocar em equilíbrio com o universo.

Percebam o amor em sua unidade mais simples; imagine se todos na Terra se amassem e procurassem se ajudar.

Deus e o mas


A sabedoria do mestre nos criou

Mas nossa ignorância fala mais alto

Com limites inimagináveis nos amou

Mas o egoísmo nos toma de assalto

Sobre nossas cabeças sua luz derramou

Mas fazemos das trevas nosso ponto alto

Mesmo assim como sua unidade nos integrou



Nos fez com confiança seres independentes

Mas nós o amor não escolhemos

Perdoou nossos atos inconsequentes

Mas nós inconsequentes o desobedecemos

Nos aninhou como seu descendente

Mas nós escolhemos ser dissidentes

Faz de nós, entre nós íntimos parentes



Nos acariciou com o frescor de sua brisa

Mas desobedecemos seus conselhos

Colocou em nós sua própria divisa

Mas a arrancamos com arrelho

Nos elevou sempre com sua baliza

Mas desprezamos seu acervo

Sempre com carinho nosso futuro profetisa



Nos carregou em seus braços até onde estamos

Mas hoje dele não orgulhamos

Em seu seio frescor sempre amamentamos

Mas, nunca o agradecemos

Nos ensinou a colher o que plantamos

Mas como não plantamos, não colhemos

Nos dá abrigo e luz quando mais precisamos



Hoje deveríamos ser só agradecimento

Mas mal pensamos nele por um momento

Não aprendemos com seu ensinamento

Mas ainda reclamamos do sofrimento



És tu ó senhor poeta dos poetas

Acalento nas horas certas

Asilo de portas abertas

Promessa de felicidades eternas



Ponderado amor existencial

Pai da harmonia sideral

Nobre leveza sacramental

Carinho de amor paternal



Esperança nossa que se eterniza

Sabedoria que nos organiza

Presença que nos valoriza

Caridade que nos sintoniza



Nos ensina sobre a paz

Mão amiga que o bem faz

Aconchego que me compraz

Amor eterno que me satisfaz

kleber lages

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Porque crucificamos jesus



Sendo a verdade um dos maiores patrimônios que Jesus nos deixou fica fácil imaginar porque Ele foi tão cruelmente assassinado.
Vários são os aspectos da verdade, e geralmente cada pessoa carrega sua própria verdade que sustenta seus sentimentos de egoísmo ou desapego, uma verdade fundamental é eterna e reconhecida instantaneamente pelo espírito preparado, intelectualmente ou moralmente para reconhece-la, fica fácil comprovar isso pela durabilidade e credibilidade das palavras do Cristo ditas a mais de dois mil anos, sendo que os conceitos humanos caem por terra em décadas ou até mesmo em menos tempo.
Os falsos conceitos que geralmente servem apenas ao egoísmo e ao orgulho conseguem atingir apenas as camadas mais superficiais da mente humana, não podendo serem aceitas mais profundamente onde se chocam com os princípios divinos advindos do espírito divino colocado em nós por Deus, do espírito santo e do espírito da verdade implantado em cada ser humano por Jesus.
A verdade torna-se um porto seguro não apenas por ser eterna, mas também por ser fundamental e indispensável para felicidade do homem, a consciência que acusa estará sempre acusando uma mentira, ao passo que o conceito em acordo com a consciência sempre confirmará uma verdade proporcionando paz e sossego.
A beleza da verdade sempre será inconfundível não só por se identificar perfeitamente com a alma remetendo a uma paz duradoura, mas também pela harmonia e segurança contida em si mesma. A beleza é um sentimento interior que traz a luz da consciência, um sentimento de prazer e paz.
Sendo jesus uma pessoa de verdades fundamentais jamais poderia escapar de represaria em uma sociedade que vivia de aparências servindo ao orgulho ao egoísmo e a vaidade, assim crucificaram-no por interesses que serviam as castas sociais da época, como veremos mais detalhadamente a seguir.
Jesus é um espírito que se propôs descer ao planeta Terra para mostrar aos homens o caminho que leva a felicidade eterna. Obviamente não merecia e não precisava ser crucificado como foi. Poderia muito bem ter cumprido sua missão e retornado a sua morada eterna sem maiores problemas, mas a humanidade mesmo tendo sido visitada por Moisés e outros pregadores não adquiriu o ritmo evolutivo de outros planetas de sua idade e natureza atômica. A programação original da data da vinda do Cristo coincidia com a data que Ele encarnou no planeta, mas os habitantes da terra usando do livre arbítrio haviam atrasado seu nível evolucionário, naturalmente a morte de jesus por assassinato ocorreria, também em outras épocas, de uma ou de outra forma, a crucificação ocorreu por ser a forma como os condenados a morte eram executados na época. Essa condenação ocorreu porque jesus pregava conceitos conflitantes com os interesses da elite política e econômica da época como seria ainda hoje se alguém com o seu carisma viesse a falar de amor e igualdade entre os homens.
Na época que jesus veio ao planeta, o sinédrio julgava todos os crimes, incluindo o de blasfêmia que geralmente se resumia em atos e pregações que feriam os interesses políticos e econômicos da elite, o sinédrio em várias ocasiões chegou a colocar espiões entre os discípulos de jesus tentando conseguir elementos para condena-lo por blasfêmia, “Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabai de ouvir a sua blasfêmia. ”
(Mateus 26:65)
Levantaram-se, porém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e Ásia, e discutiam com Estêvão;
10- E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava.
11- Então, subornaram homens que dissessem: Temos ouvido este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.
12- Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio.
13- Apresentaram testemunhas falsas, que depuseram: Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a lei;
14- Porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu.
(Atos 6:12-14)
Embora esse texto no geral possa dar a impressão que a vinda e morte do Cristo seguiu a ordem natural das coisas, gostaria de chamar a atenção do leitor para o parágrafo que cita o atraso de nosso planeta em relação a outros orbe irmãos e em relação aos quais não conseguimos manter o mesmo nível evolutivo. Temos informações seguras originadas na espiritualidade maior que nos afirmam que a vinda de entidades a outros planetas não ocorreu com tanta turbulência e crueldade como descrê, por exemplo, o livro de urantia.
“Quando os Filhos auto-outorgados, Criadores ou Magisteriais, passam pelos portais da morte, eles ressurgem, ao terceiro dia. Mas vós não deveríeis nutrir a ideia de que eles sempre têm o trágico fim que teve o vosso Filho Criador, que visitou o vosso mundo, há cerca de dezenove séculos. A experiência extraordinária e estranhamente cruel, pela qual Jesus de Nazaré passou, levou Urântia a ser conhecida no universo local como o “mundo da cruz”.
“Não se faz necessário que um tratamento tão desumano seja dispensado a um Filho de Deus; e a grande maioria de planetas tem dispensado a eles uma recepção de muito maior consideração, permitindo a eles terminar as suas carreiras mortais, encerrar a época, julgar os sobreviventes adormecidos e inaugurar uma nova dispensação, sem
impor-lhes nenhuma morte violenta. Um Filho auto-outogado deve encontrar a morte, deve passar por toda a experiência real dos mortais dos reinos, mas, que essa morte seja violenta ou incomum, não é um quesito do plano divino. ” (Livro de Urantia pg. 241)
“Então começou o reconhecimento administrativo da pequena e insignificante esfera, destinada a ser o planeta no qual, subseqüentemente Micael engajar-se-ia no empreendimento estupendo da auto-outorga mortal, participando das experiências que levaram Urântia (planeta terra) a tornar-se localmente conhecida desde então como o “mundo da cruz”.
É um fato que, de alguma maneira, mais cedo ou mais tarde, Jesus teria tido que se despojar do corpo mortal, da sua encarnação nessa carne, mas ele poderia ter cumprido essa tarefa de inúmeros modos, sem que fosse necessário morrer em uma cruz entre dois ladrões. Tudo isso foi um feito do homem, não de Deus.
(Livro de Urantia pagina 2086).

Atributos

Descido do céu infinito
Um amor infinito sem fim
De uma doçura da qual jamais se enjoa
Ternura sem fim e sem objetivo
Amor incondicional a todo elemento
Candura que brilha como gota de orvalho
Paz que acalma e sossega o coração
Luz que resplandece e clareia
Caminho verdade e vida para as almas
Sabedoria transcendente e infinita
Doce e eterna compaixão
Atributos mínimos citados…
De um ser supremo que um dia…
Nos visitou.


Kleber Lages

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Caminhos do sexo



Comichão na essência de minha alma
Querendo o jeito de fazer que acalma
Se eu fosse anjo consideraria sem nexo
Essa libido ardente gritando por sexo

Canto de sereia que embriaga e seduz
Figura feminina que insinuante conduz
A excitação extrema, caliente, delirante
Desviando o caminho de viajor e viajante

No início nos conduz ao paraíso delirante
Nos cochicha doces palavras de amante
Para depois fortemente nos escravizar
Nos mantendo acorrentados sem libertar

Doce e morna rachadura corada e úmida
Insinuante, dengosa, palpitante e languida.
Mata rala a te proteger a nascente
Triangulo libidinoso quente e palpitante

Quem resistirá impávido a tanta tentação?
Sentindo no cangote o roçar macio da mão!
Quem dirá que nunca teve a honra traída?
Se transformando assim em alma perdida!

Mesmo assim, tu não és a perdição do mundo
Pois traz em se próprio um sentido profundo
Moldado a ferro e fogo um dia serás amor
Nos conduzindo ternamente, nos aliviando a dor


Kleber Lages 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Princípio vital

                                                     

            O princípio vital é um agente, derivado do fluido universal, que anima a matéria comum a todos os seres vivos.  Para que se inicie a vida em um organismo, uma pequena porção de princípio vital é herdada dos genitores que a disponibiliza no DNA dos gametas no momento que são liberados.
            Qualquer pessoa percebe claramente uma diferença gritante entre um ser vivo e um objeto inanimado, o ser vivo é animado por um fluido que organiza e até fabrica as arrumações atômicas do corpo que anima.
            Oliver Lodge definiu o fluido vital como: "Que dizer do éter, que mantém juntos os átomos, que os solda, que é essencial na configuração característica de um corpo, e que é tão essencial quanto a própria matéria?
            "Geralmente, não nos ocupamos do aspecto etérico de um corpo: não temos nenhum órgão nem nenhum sentido que nos permita avaliá-lo; somente percebemos diretamente a matéria. Esta nós percebemos claramente quando somos crianças, mas ao crescermos, inferimos também o Éter; pelo menos alguns de nós o fazem. 
            Sabemos que um certo corpo, tendo uma certa forma, não pode existir sem as forças de coesão não pode pois existir sem o Éter querendo dizer por Éter, agora, não a totalidade, mas a sua parte imaterial, a parte que é a região da tensão, o receptáculo da energia potencial, a substância na qual se acham embebidos os átomos de matéria. Não apenas existe um corpo material, mas há também um corpo etérico; ambos coexistem.”

            Para melhor entendermos o princípio vital é necessário que mergulhemos no conceito de mente universal proposto pelos cientistas David Bohm e Pripram, conceito este que embora sejam aceitos no meio cientifico ainda é pouco conhecido. Conforme este princípio a mente universal é um holograma, cada partícula material e espiritual existente está presente em todas as partes do holograma universal e cada imagem de partícula modificada em uma das partes do holograma será modificada instantaneamente em todas as imagens desta partículas contidas no holograma.
Toda essa discussão em torno de hologramas serve para explicar de forma coerente a atuação dos espíritos na transferência de fluido vital de um corpo sadio para um corpo mais debilitado que precisa desse fluido.
            A doação do fluido tem que ser feita por um médio, isso porque a natureza vibracional do seu fluido se identifica melhor com a natureza do fluido exigido pelo corpo debilitado do necessitado.
            O fluido espiritual doado pela entidade desencarnada é de natureza diferente, e só afeta o campo psíquico do encarnado, no entanto esse fluido serve de transporte para o fluido animal doado pelo médium. 
           Nos dois casos o fluido expelido obedece a vontade das entidades envolvidas, essa vontade geralmente é acionada pelo amor existente na entidade expelente.
            A consciência espiritual tendo a capacidade de observar o estado atual da entidade necessitada pode melhorar a condição dessa entidade, modificando seu estado vibracional no holograma. Portanto o passe mediúnico fluídico é importante para o equilíbrio interior.
            Por outro lado o próprio doente tendo a fé necessária também pode se curar através de sugestões de autohipinose pode-se autorizar seu mentor a ajuda-lo na manipulação de seu próprio fluido redistribuindo-o de forma mais adequada.
            Esta técnica de autossugestão é uma técnica perigosa, mas foi adequadamente abordada em minhas publicações anteriores.      

Entre o corpo e a alma
Corpo instrumento e oficina da alma
Dotado de luz que te acalma
Receba o esplendor de energia viva
Que seu movimento ativa

Te doou com amor parte de mim
Te convido com ternura para meu festim
Te brindo com o fluido universal
Te dou a vida de forma integral

Alma cativa que sofre e chora
Sem atinar que essa é a hora
Alcançaras enfim a sonhada liberdade
Devendo alcança-la com tua vontade

Tênue luz, ligando corpo e espirito
Essência divina que a te credito
Energia alegre, faceira e vibrante
Que adere a te, mas despreza o diamante

Kleber Lages.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Pai eterno



Mais uma vez vos falo da lei!
Dela não se livra nem o súdito nem o rei.
Em águas límpidas e claras me deleitei!
Na obediência da grande lei.
Quando contente cantarolei!
Foi sobre o carma que falei.
Diante da infinita sabedoria me calei!
Diante do supremo ser, amei.
Hoje me dou conta do pouco que sei!
Mal conheço o caminho por onde andei!
Sempre me perdi nas águas que naveguei!

Ergo os olhos a ti, óh Deus das alturas
Óh divina luz de candura
Que tem amor infinito pela criatura
Que ao humilde dá a armadura
Que ao orgulhoso dá a envergadura
Que ao doente oferece a cura
Que ao medroso supre de bravura
Santo é o senhor de candura
Que nos fez sua abreviatura
Que nos elevou as alturas
Que nos livra da amargura
Que nos conduz a alvura


Kleber Lages