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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Lei da ação e reação



            
            Considero esta máxima adequada ao tema do subtítulo, pois é exatamente assim que ocorre, cada um tem aquilo que merece, e ao contrário do que muitos imaginam Deus ou os espíritos não montam um tribunal para julgar os atos do homem, as coisas acontecem de forma automática, para cada ação uma reação, se alguém aplica a força necessária na cabeça do prego ele perfura a madeira e se por displicência ele erra o prego e acerta o dedo com certeza irá sentir a dor em consequência de sua distração, ser distraído não é pecado mas o treinamento da concentração nos será necessário pela eternidade, por isso existem mecanismos como este para nos forçar a prestar atenção no que necessitamos fazer. As situações deste tipo são infinitas, mas todas existem em função de nossa evolução moral e intelectual.
             Os obsessores são outro exemplo disso, são eles desafetos de vidas passadas que vieram nos cobrar o debito, pelas maldades que fizemos a eles.
          Analise por exemplo esta situação. Recebemos de Deus todo amor e atenção que estamos preparados para assimilar, assim com humildade aceitando as leis naturais, ou com o sofrimento gerado pelo orgulho, crescemos cada vez mais em luz e amor. Pelas características naturais de doação que o amor tem, a luz e o amor que adquirimos servirá de adubo para o crescimento de nossos irmãos mais atrasados é uma energia que desprendemos, mas o amor tem outra característica, quanto mais se doa mais ele aumenta no doador, assim quanto mais você doa mais você terá.
            A luz divina, o conhecimento e o amor começam em Deus, vai para jesus e daí vai descendo, sendo canalizada, não podendo ser bloqueada; quanto mais se doa para baixo e para os lados mais se recebe do alto, é matemático, é lei da ação e reação.
           Vamos supor que você adota um filhote de gato ou outro animal, doa a ele energia em forma de alimento amor e carinho, você não vai querer vê-lo crescer alegre e saudável? eu acredito que sim; a mesma coisa é você fazer um compromisso com nosso pai maior em ajudá-lo a criar nossos irmãos menores, aliás ninguém tem a opção de não participar desta cadeia de luz, a diferença é que a luz é maior e aumenta com mais velocidade para aquele que está mais no topo da cadeia, não é uma cadeia alimentar como a que acontece na natureza entre presa e predador. É um processo onde todos ganham porque o amor gera amor mas só com a doação da própria luz é possível produzir mais luz.
           Assim aquele irmão que você ajuda a criar você quererá vê-lo feliz, não só pelo reflexo da lei de perpetuação da espécie, mas também pelo poder do amor fraterno que você carrega.
Para haver amizade entre as pessoas e não apenas conhecimento, companheirismo, coleguismo, é necessário que os amigos vibrem na mesma frequência espiritual ou que estejam próximos em termos de frequências.
          As criaturas que vivem de acordo com a compreensão da interdependência dos seres, emitindo Amor, sentem felicidade, e o contrário acontece com os que emitem ingratidão, egoísmo ou orgulho.
A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida se olharmos para frente. (Provérbio sioux)
         Olhar para trás olhar para frente são muito adequadas para a vida humana, sendo a primeira para se avaliar se houve ou não progresso espiritual e a segunda para se continuar progredindo nesse sentido.
          Como também situações adversas acontecem por força da ignorância: como nos informa Luiz Guilherme em “viver no mundo sem ser do mundo”
 O egoísta acredita que, centralizando nas próprias mãos uma série de benefícios, estará fortalecido contra as agressões ou egoísmo dos demais, quando, na verdade, a Lei Divina estabelece que é dando que se recebe e que procurai em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua Justiça e tudo o mais lhes será acrescentado.
 O ingrato não consegue entender o quanto recebe dos outros para se tornar aquilo que de melhor é e atribui todos os méritos a si próprio. Trata-se de um ignorante quanto à interdependência dos seres, “pobres de espírito” no sentido pior da expressão.
 O orgulhoso se atribui qualidades superiores, quando se trata de outra forma de ignorância, pois o próprio Jesus, Divino Governador da Terra, afirmou: “De Mim mesmo nada posso. ” Na verdade, todo Poder emana de Deus, sendo mais poderoso quem melhor sintoniza com Ele.
 A ingratidão representa um defeito grave, dos mais graves, pois enfraquece o elo de ligação entre nós e as demais criaturas. Um ser, por exemplo, que não tem simpatia pelos animais, deixa de permutar com eles energia saudável, que lhe daria saúde e felicidade. Outro que é indiferente às plantas, da mesma forma. Outro ainda que não é sensível às belezas dos mares, rios, montanhas etc., da mesma maneira. Quanto mais aqueles que detestam a presença de pessoas!
             Se você vive sempre no Bem, nunca deixe que o medo dos maus o domine, pois a vida é sua e ninguém pode invadir sua individualidade psíquica, sua realidade interna é seu espaço sagrado.
           O tempo todo emitimos e recebemos matéria psíquica, competindo-nos filtrar esse material para fazer o Bem, evitando o Mal.
            A regra é clara e não deve ser ignorada nos momentos da vida, em qualquer tempo ou lugar: saber que somos todos interligados pelas emanações mentais é imprescindível para procurarmos conviver, interagir, aprender e ensinar. Nós não somos seres humanos em uma jornada espiritual: somos seres espirituais em uma jornada humana.

           Ninguém deve isolar-se na ingratidão, no egoísmo e no orgulho, mas sim aprender o que ignora e ensinar o que sabe, com boa vontade e naturalidade.


                ação, aceitar, amar, amizade, amor, amor o, auto, autoconhecimento, céu, depressão, divisor, energia, paixão harmonia, par, paz, poder, porque, prazer

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Transmutando sentimentos



            A sede do sentimento é o coração. Um aperto no peito pode ser indicio de uma paixão, uma melancolia depressiva ou de um eminente infarto. Nesse último caso o problema é físico e a característica da dor sentida denunciará isso, o entupimento da veia acionou os nevos que carregando sinais elétricos até o cérebro transmitiu a necessidade da dor, portanto esse é um processo que teve início com um sinal químico, mas quando essa dor trata-se de paixão percebemos claramente que nossa mente foi ativada primeiro e o pensamento ativou depois o coração, portanto a dor da paixão teve início com  uma onda de pensamento que é bem mais abstrata que um sinal químico, um teve como pontapé inicial a fisiologia do corpo, o outro a fisiologia da alma, nos dois casos o processo passou pelo cérebro e foram comandados pelo espirito, a diferença é que o sinal químico veio de fora ou do físico ativando o cérebro; enquanto que a onda de pensamento acionou o espirito a partir do cérebro, sendo então a dor do infarto uma sensação física e a dor da paixão uma sensação espiritual, embora os dois processos tenha sido comandados pelo espirito.
           As emoções são expressões dos sentimentos, ativadas pelo espirito, e várias são as situações que podem desencadear as emoções, quando vemos, por exemplo, alguém parecido com a pessoa que amamos essa imagem traz lembranças, e junto com essas lembranças vem as emoções que podem provocar em nós um leve tremor. O sentimento é mais sutil que o pensamento e este é mais sutil que o tremor, o que ocorre então é uma progressão vibracional, transformando o sentimento em tremor físico, ou em rubor no caso de vergonha, ou em palidez no caso de medo etc.
           Cada espirito encarnado ou desencarnado tem um nível de vibração especifico sentindo de forma individual os impactos vibracionais, tudo depende da nobreza de sentimentos de cada um, se o espirito é portador de sentimentos mais elevados, as emoções serão suaves, e até mesmo prazerosas no sentido angelical, quanto mais nobre nossos sentimentos mais felizes e contentes seremos, evidentemente o contrário ocorre àqueles que tem sentimentos mais próximos dos instintos.
           O bom estado vibracional dos espíritos é de suma importância no momento de receber ajuda divina, pois as leis de Deus trabalha a favor de quem as segue, não que outros também não serão amparados, afinal somos todos filhos de Deus, mas aquele que segue as leis será amparado com conforto espiritual e brindado com a taça da felicidade, enquanto que quem nada contra a maré terá sempre alívios apenas paliativos e temporários.

Qual o limite da paixão?


           Quando falamos de paixão, não estamos falando de amor fraterno, são duas coisas diferentes que muita gente costuma confundir, a paixão está mais ligada aos instinto sexual e aos vícios, o futebol é um exemplo disso, gera nas pessoas de instintos mais primitivos a incitação à violência dentro e fora dos estádios, quando estamos apaixonado por uma pessoa o que move esta paixão são os interesses materiais ou o instinto sexual, ao contrário do amor que é um sentimento profundo que vem da alma e é movido pelo desejo, e até mesmo pela necessidade, de ajudar o outro, em nosso estagio evolutivo só a alta análise pode definir o limite da paixão em cada um, o que deve-se definir é o quanto a relação está te fazendo sofrer, o amor traz alivio para a alma conota doçura delicadeza e bem estar interior, enquanto a paixão é mais impetuosa carregada de desconfianças, ciúmes e sentimento de posse, provoca disputas entre os casais provocando sofrimento e desgastes nos dois. Resumindo; a paixão é derivada do instinto, e o amor é uma evolução da paixão.

Eliminando o egoísmo

          Perceba o quanto de egoísmo existe na paixão; ciúmes, sentimento de posse entre outros.  
O egoísmo é derivado no sentimento de conservação e preservação da espécie e é a origem de todos os outros sentimentos como; a vaidade, o orgulho a ingratidão etc. o sentimento de conservação não é nada mais que o gostar de si mesmo, o auto amor, só que este amor original faz referência ao espirito, mas quando o espirito começa suas encarnações esse auto amor é transferido para o eu pessoal em formação e para o corpo material, nesse ponto já si caracterizando como egoísmo e não mais como amor.
         O que temos a fazer é voltar as raízes, através da meditação, e curar o egoísmo ainda como instinto de conservação e preservação da espécie. Resgatar o amor ao espirito quando o espirito ainda não havia encarnado. Hoje não temos mais necessidade de auto defesa para sobreviver, basta confiar na espiritualidade, segurar seu emprego e estar preparado para aceitar o sofrimento como forma de evolução moral se for necessário. Devemos transformar o egoísmo em sentimento de amor e gratidão ao criador e dedicação à obra de Deus.
        Devemos Ir eliminando no percurso da regressão todo sentimento de culpa, levando em consideração a ignorância que tinha nosso espirito até então, e a necessidade dessa ignorância e do sofrimento por ela gerado, para o endurecimento do espirito no bem.    

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PRAZER E DEPRESSÃO

HANS BALDUNG

O desejo no ser humano está sempre ligado ao prazer, este último a princípio tem uma forma abstrato sendo apenas um objetivo a ser alcançado. O desejo que é o querer está ligado a alguma carência ou necessidade em alguma parte do ser, e o prazer derivado da satisfação dessa carência será proporcional ao tamanho da perturbação provocada por essa carência. Uma forma simples de constatar isso é quando estamos com sede, tente ficar sem beber água por um tempo e você perceberá que quanto mais sede você tiver mais vai sentir prazer em beber a água. Neste exemplo podemos destacar a associação de dois elementos para juntos e ao mesmo tempo satisfazer dois desequilíbrios em um mesmo corpo, ou seja, se além da sede você tiver sentindo calor poderá acrescentar gelo à água, e a água mais fria além de matar sua sede também te refrescará.
Mas não é só nas necessidades do corpo que o desejo impulsiona a busca pelo prazer, embora esteja na alma, a origem de todo desejo, ela mesmo tem seus próprios desequilíbrios e esses desequilíbrios para serem identificados, muitas vezes requerem um profundo conhecimento não só de si mesmo, mas de tudo relacionado a toda existência. Assim só o criador supremo é completo em si e, portanto está livre de carências, nem mesmos as entidades mais elevadas podem se acomodar achando que está tudo resolvido em si mesma. A atitude diante desta questão tem sido um dos principais catalizadores de um dos maiores males da era moderna que é a depressão, o depressivo geralmente toma remédio a vida inteira mantendo a mente entorpecida na tentativa de driblar um problema que a psicologia não consegue identificar, isso ocorre pelo fato de que nossa ciência ainda trata o problema de forma muito superficial e o problema é de uma profundidade ainda inatingível. Na maioria dos casos a depressão é um problema emocional, basta olharmos para seus sintomas para percebermos claramente isto: tristeza, angústia e ansiedade entre outros são manifestações da alma. Este é um quadro que não pode ser visto como um simples trauma.
Na concepção da psicologia hoje os quadros traumáticos são definidos de forma muito superficial, não só no campo da emoção, mas também no real sentido existencial humano.
 Partindo do princípio de que Deus existe no mínimo nos falta o conhecimento e a interação mais íntima com este ser que teoricamente é nosso Criador e, portanto nosso Pai, tomando este raciocínio como referência podemos fazer um paralelo usando situações de nosso cotidiano, se você é próximo de alguém que não conheceu o pai ou a mãe tente inquirir de forma mais profunda a mente desta pessoa e verá o efeito constrangedor que este fato provoca, muitos são depressivos e muitos dedicam a vida inteira a procura do genitor desconhecido, se o desconhecimento do pai terreno provoca reações tão arrasadoras imagine então o que provoca o desconhecimento de nosso Criador e Pai maior, é esta também o fundo da maioria das crises existenciais, o que as pessoas procuram na maioria desses casos não é um sentido para a vida, é o sentido da vida, é um vazio existencial que busca o real objetivo da alma e não o objetivo do eu pessoal em relação a vida material que tem.
Muitas vezes a pessoa se intelectualiza e percebe dentro de si valores aí existentes que a sociedade despreza e até nega a existência, mas se você está sentindo isto, está percebendo através da intuição, então uma questão precisa ser resolvida; quem está enganando seus sentidos? Sua alma ou a sociedade representada nas pessoas de seu convívio? A resposta pode parecer obvia para alguns, mas para a pessoa pouco espiritualizada ou muito materialista, esta é uma questão difícil, algo sempre vai estar mal resolvido, e o pior, esta pessoa não sabe que algo é este, nem de onde vem, e é este um dos grandes perigos da depressão.
Mal orientada a pessoa busca suprir este vazio no mundo exterior, em viagens longas e caras, em excursões noturnas ou em outro subterfugio qualquer, terá então, pelo simples desvio do foco da atenção um alívio temporário de forma similar ao provocado pelos fármacos, fácil então perceber que subterfúgios não são realidades, são fugas e não irão preencher o vazio, a cura neste caso passa sempre por uma reforma interior, buscando dentro de si valores que devem ser transmutados para suprir carências da alma e não da vida material. Afora a busca de caráter existencial, outras situações também podem provocar desarranjos íntimos passíveis de desencadear depressão, mas todas estarão ligadas a alma.
A pessoa, por exemplo, muito egoísta ou insegura acumulará uma ansiedade incomum no afã de acumular bens materiais, esta ansiedade de longo tempo acumulará consigo uma grande carga de frustrações e decepções, já que a conquista de bens materiais pode se tornar infinita, conforme a forma que a pessoa tiver de encarar este fato. É um objetivo que nunca será alcançado, a pessoa estará sempre envolvida em situações de stress alarmantes já que nossa sociedade ainda está voltada inteiramente para os bens matérias, o que torna esses bens bastante disputados pelos membros da sociedade.
Além deste estado de observação das emoções característica da alma, que já é um tanto superficial para a humanidade encarnada, outro fator ainda mais transcendental colabora não só para o aprimoramento do quadro depressivo, mas também para sua criação em épocas remotas.
Os espíritos em sua escala evolutiva passam por várias encarnações sofrendo em cada uma delas a ação transformadora das leis naturais, em cada encarnação vivida uma personalidade parcialmente independente é formada e integrada ao agente principal que é o espirito, tudo que os sentidos materiais como; tato, visão, audição etc. experimentaram ficam registrados, alguns fatores nesses casos são mais transformadores, entre eles o sofrimento, o amor e o conhecimento. Através desses três elementos a alma se depura eliminando quadros traumáticos componentes da depressão, assim esses quadros não mais farão parte do registro do espirito como uma força negativa, no entanto em uma só encarnação não se resolve todos os problemas existenciais, que passa então, a próxima encarnação para serem resolvidos, infelizmente esses problemas nem sempre passam de uma encarnação para outra diminuídos, pois em alguns casos o egoísmo e a falta de fé do espirito acabam por aumentar este problema que passa para próxima encarnação maior do que era na anterior.

Poderia se questionar com propriedade quais os parâmetros usados para definir um registro mental como negativo ou positivo? A resposta para esta questão não é atual, apenas não foi observada com a devida atenção. Um filósofo grego já afirmava a milhares de anos atrás a existência de um modelo perfeito para tudo que existe; isto em parte é verdade, e se aplica a raça humana, não aprofundaremos aqui nos detalhes da constituição deste modelo, mas posso adiantar que aos habitantes do nosso orbe o principal modelo de pureza usado é Jesus. O espirito é criado com todos os princípios necessários, esses princípios estão implantados dentro do espirito, e são sua essência principal, qualquer fator contrário a eles serão combatidos para que de forma consciente o espírito assuma uma posição favorável ao desenvolvimento desses princípios, todos esses princípios existem em função de um mais nobre que é o amor e que deverá levar o homem a felicidade.      

terça-feira, 22 de julho de 2014

Prazer sexual e depressão


            O prazer carnal tem determinado o destino de milhões e milhões de seres humanos, vários são os casos de obsessões gerados por desvarios sexuais, além disso, um dos traumas mais profundos que existe é o gerado pelo estrupo.
          O estuprador esquece o que fez, mas a vítima jamais esquece a violação que sofreu, uma profunda impressão fica cravada em sua alma, por ser ela a principal afetada pela violência sexual.
            O ato sexual foi criado com o objetivo de se transformar em amor e perpetuar a espécie. A função de perpetuação da espécie é apenas uma das características do quadro evolutivo do ser humano, que com a transmutação do instinto sexual em amor, deverá levar o ser humano a um patamar cada vez mais gratificante na administração cósmica.
          Sendo assim no decorrer da vida do espirito o instinto sexual vai se depurando gradativamente na medida em que sua experiência de vida aumenta.
            No início da existência humana o ato sexual forçado não causava um grande impacto, pois o instinto sexual ainda pouco desenvolvido como sentimento, se encontrava em sua forma primitiva, embora já com fortes indícios de nobreza emprestado pela associação com o instinto de preservação da espécie. Explicando melhor, paralelamente o egoísmo gerado na luta pela sobrevivência faz com que uma mãe considere sua propriedade, a cria que gerou em seu ventre, levando-a a um ciúme extremo, fazendo-a acreditar ser a cria uma parte de si mesma. Este sentimento é na verdade uma faísca de amor herdada do criador que se desenvolverá na medida em que o egoísmo vai sendo eliminado.
          Diante do exposto, podemos definir então, o ato sexual como um importante instrumento para a evolução humana, o que implica o envolvimento direto da lei da ação e reação aplicada a cada ser respeitando sempre o grau evolutivo individual, assim se a pessoa tem o instinto mais primitivo não conseguirá dominá-lo e, portanto dificilmente conseguirá agir de forma consciente já que este instinto está diretamente ligado a vontade do ser, e como sabemos geralmente somos impulsionados pela vontade e não pela razão, desta forma acabamos com a mente atabalhoada cometendo atos impensados que provocarão reações impetuosas nas vítimas afetadas. Essas reações têm como alvo o infrator que sofrerá o impacto da energia negativa liberada pela revolta da vítima.
          No entanto, se este instinto já tiver sofrido a alquimia necessária para se transformar em amor o trato com o semelhante será mais suave, mais agradável, o que provocará uma reação de gratidão e na maioria das vezes até de ternura. Como podemos perceber as duas situações levam a evolução, embora de formas diferente; o amor gera o amor, que gera o prazer constante, alicerçado na paz interior que provoca, já a violência gera violência, que gera o sofrimento causado pela desordem interna do ser.
Uma das mais graves consequências da desordem interna gerada é a depressão, doença de difícil tratamento que afeta a alma.
          O primeiro sinal de depressão é o desinteresse pelo sexo, e tudo que leva o depressivo ao isolamento social como: desesperança, angústia, tristeza, pessimismo entre outras coisas. Se a pessoa opta por remédios antidepressivos o problema sexual persiste, pois essas drogas costumam inibir a libido, desta forma o ímpeto sexual da pessoa é inibida a força, quando o mesmo não consegue fazê-lo de forma racional, e isto sem dúvida é útil no estado evolutivo em que se encontra nosso planeta.
      Os espíritos mais embrutecidos precisam estar encarnados em nosso meio para que tenha um aprendizado adequado à sua evolução, ao mesmo tempo os que já avançaram um pouco mais nesse processo precisam aplicar os benefícios conseguidos naqueles que mais precisam desses benefícios, ou seja, a pessoa afeiçoada ao sexo ao ponto de prejudicar o próximo acaba tendo duas formas de aprendizado, ou pelo amor seguindo o exemplo dos mais moderados e aceitando seus conselhos e sua atenção, ou pela dor enfrentando os rigores da lei em respostas a seus atos cometidos, e no caso da lei humana falhar, as leis da mente cumprem esse papel gerando problemas como depressão.
          Outro recurso frequentemente usado nesse processo, de forma corretiva, são as doenças sexualmente transmissíveis, por mais que a pessoa tente evitá-las, quando o excesso cometido é muito grande acaba havendo um relaxamento, e quando menos espera a pessoa se contamina. Em alguns casos a pessoa é inapelavelmente condenada à morte, como no contágio de doenças incuráveis como a AIDS e o suicídio levado a cabo por força da depressão, isso acontece quando o espirito se torna muito obstinado de forma em que o meio onde está encarnado não tem mais condições de oferecer o suporte necessário para seu retorno ao caminho do bem. Este é o caso de doenças incuráveis, não enquadrando aí o suicídio, que é um ato deliberado contra a própria vida.
          Recentemente a universidade estadual da Califórnia fez um estudo envolvendo 3.900 voluntários entre 18 e 25 anos, 11% desses voluntários fizeram sexo casual, sem nenhum envolvimento sentimental, e justamente esses 11% apresentaram manifestações psicológicas relacionadas com a depressão.
Em minha opinião, do ponto de vista espiritual esses 11% apenas apresentaram barreiras morais em níveis menos elevados que os outros revelando também um vazio a ser preenchido por valores morais, vazio este que essas pessoas tentaram preencher na busca pelo prazer imediato, mas satisfeito os desejos, este vazio aumentou, pois o que incomodava na realidade não era o desejo sexual em si, mas a falta de valores capazes de trazer um sentido mais profundo para vida.   

3.2 Felicidade


Sinal claro de paz, calma e harmonia.
Doce sorriso revelando suave alegria
Resplandecendo luz como magia
Transformação interior de alquimia

Selo de candura que faz renascer
Sabedoria infinita que faz crescer
Transmutando ignorância em saber
Se realizando na oração e no fazer

Candura divina na alma que alivia
Trazendo profundo amor e harmonia
Descendente direto da sabedoria
Despertar iluminado de um novo dia

Balanço tranquilo a acalentar
Como leve roçar de brisa a soprar
Equilíbrio perfeito a me abalizar
Alegre sol multicor a me iluminar

Sussurro da consciência com magia
Algo como nobre justiça e democracia
Saber maior gerado pela teosofia
Reino de gloria e de pura soberania

Aconchego protetor que o amor agasalha
Amor representando forte muralha
Resultado sublime de forte batalha
Que profunda marca na alma entalha

Anuncio de aplausos como luzes da ribalta
Colorido brilhante que de repente assalta
Como silêncio reinante em noite alta
Bem universal maior que ouro e prata


Kleber Lages Dutra

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O que é depressão

            

        A depressão sendo ela grave ou não é sempre um quadro complexo composto por vários fatores psicológicos, orgânicos, hormonais entre outros. O depressivo geralmente carrega uma tristeza imensa, em alguns casos, sem causa aparente, vive angustiado e sem esperança, com sensação de desamparo, falta de entusiasmo e sentimento de impotência diante da vida.
            Geralmente a sensação mais angustiante produzida pela depressão é a tristeza profunda, motivo pelo qual devemos estar atentos a este sentimento, é normal sentirmos tristeza, mas quando esta perdurar por um longo período, busque ajuda, pode ser um quadro depressivo que se instalou.
           Alguns transtornos de personalidade estão mais diretamente propensos a causar quadros depressivos graves, entre eles; personalidade dependente: a pessoa sente necessidade de proteção, concorda com tudo o que os outros dizem, não consegue se cuidar sozinha, sente-se desamparada, é indecisa nas escolhas, precisa constantemente de aprovação, se sente um fracassado, tem tendência a autodesvalorização, todas essas são características da personalidade dependente.
         Personalidade borderline: tem problemas com a própria identidade, paranoias, instabilidade de humor, autoagressão.
         Personalidade ansiosa: sentimento de inferioridade, medo de desaprovação, insegurança, medo de ser criticado.
        De acordo com um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) realizado em 18 países, o Brasil é o País que mais tem casos de depressão, 850 mil pessoas morrem de depressão por ano.
Um depressivo pode apresentar variados tipos de sintomas, os mais comuns são; mau humor, dificuldade de concentração, tristeza, indisposição, dores de cabeça, falta de vontade de viver, angustia, irritabilidade, ansiedade, falta de fé, sentimento de abandono, sentimento de inferioridade, baixo autoestima, pessimismo, tendência ao suicídio, insônia, perda de apetite, aumento de apetite, entre outros. Mas o depressivo não costuma apresentar todos esses sintomas, o grupo de sintomas apresentado por cada um varia de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas como tristeza, ansiedade e mau humor são comuns a todos.
Dependendo da gravidade do quadro depressivo a ajuda de um profissional é indispensável para o tratamento, embora se as técnicas aqui sugeridas forem empregadas de forma correta e com a aplicação da fé necessária o problema poderá ser resolvido entre você, seus familiares e amigos.
         O poder para resolver qualquer problema em sua vida está dentro de você basta usá-lo corretamente, este poder é sua própria alma que é imagem e semelhança de Deus.
     A ação de hormônios liberados pela depressão podem também exercer influencias decisivas no definhamento mental e corporal do depressivo, veja abaixo trecho de uma publicação da revista FABESP Nº 197.
        Há tempos se sabe que em cada episódio leve ou intenso de estresse, provocado por um perigo real ou imaginado, o organismo reage liberando o hormônio cortisol. Produzido por glândulas situadas sobre os rins e lançado na corrente sanguínea em pequenas quantidades e por pouco tempo, o cortisol aumenta os batimentos cardíacos, eleva a pressão arterial e acelera a produção de energia. Enfim, prepara o corpo para fugir do perigo ou enfrentá-lo. Mas, em doses altas e por períodos prolongados como pode acontecer antes das crises, o cortisol começa a lesar os órgãos, entre eles o cérebro (Pesquisa FAPESP n° 129).
     Pouco tempo atrás pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos verificaram que, no interior das células cerebrais, em especial os neurônios, os níveis elevados de cortisol danificam as mitocôndrias, compartimentos em que o açúcar dos alimentos é convertido em energia. E danos nas mitocôndrias significam problema na certa. Elas produzem 85% da energia que as células consomem para se manterem vivas.
      Ainda que de modo indireto, o excesso de cortisol faz surgirem poros nas paredes das mitocôndrias, por onde vazam compostos tóxicos que avariam os lipídeos e as proteínas e alteram a estrutura da molécula de DNA no núcleo das células. Toda essa transformação aciona os mecanismos de apoptose, a morte celular programada.
     Por meio de uma técnica que permite avaliar as milhares de proteínas produzidas pelo organismo em certo momento, o biólogo brasileiro Daniel Martins de Souza, pesquisador do Instituto Max Planck para Psiquiatria, na Alemanha, também obteve indícios de que o funcionamento dessas organelas está alterado nas doenças psiquiátricas. Em especial, na depressão verificou diferenças na fase final da produção de energia, a chamada fosforilação oxidativa ou respiração celular, que ocorre no interior das mitocôndrias. As consequências dos danos às mitocôndrias não se restringem às células.
      Os compostos liberados por elas alcançam a corrente sanguínea e ativam proteínas do sistema de defesa que disparam a inflamação, como a interleucina-6 (IL-6), a interleucina 10 (IL-10) e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa). Chegando ao cérebro, essas proteínas ativam outras reações bioquímicas que causam a morte de mais neurônios. Segundo Kapczinski, esse processo realimenta a destruição celular, reforçada por outro fenômeno típico do transtorno bipolar: a superprodução do neurotransmissor dopamina, que também aciona a apoptose.
      Certamente há hormônios também que combatem esse mal, pesquisas cientificas vem comprovando que as emoções positivas liberam hormônios que combatem a depressão, hormônios neurotransmissores como serotonina, dopamina e oxitocina melhoram o humor, promovem o relaxamento muscular aliviando a tensão e bloqueando a dor, a descoberta mais recente é a oxitocina, um neurotransmissor liberado em grandes quantidades nas relações sexuais e durante o parto e a amamentação, por este motivo é chamado de hormônio do amor.
      Um trabalho divulgado pela Universidade da Concordia, no Canadá, constatou que a oxitocina torna a pessoa mais confiante. Sabe-se ainda que ela pode ser a encarregada de ativar o sistema de recompensa do corpo, estimulando a produção de dopamina, atrelada à sensação de motivação, e diminuindo o nível de estresse. A serotonina regularia todo este mecanismo.
      O resultado final da equação: bons sentimentos + produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar é um indivíduo mais feliz e menos propenso a doenças como depressão e problemas cardiovasculares.

Este é um dos motivos que aplicaremos bastante em nossas técnicas o uso do pensamento positivo.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Vazio existencial

            
            Um dos problemas geradores de vazio existencial é a rápida transformação social que vivemos, vemos as tradições e os costumes do ponto de vista artísticos e pouco nos preocupamos em entender o que essas tradições e costumes significam para nossa adaptação às mudanças, a rapidez que os processos sociais se desenvolvem não permitem que assimilemos o sentido de abandonarmos velhos costumes e tradições de nossos pais e avôs, o sistema adotado por eles já tem os resultados experimentados e conhecidos, indiferente desses resultados serem eficientes ou não temos previsão do que vai acontecer se seguirmos seu exemplo, mas as coisas mudam e a forma de resolvermos as coisas também tem que mudar, assim nos vemos diante do desafio de criarmos novas soluções, e como sabemos, o novo sempre nos traz insegurança e medo, neste desafio entre a incerteza do resultado e a necessidade da eficiência vacilamos o suficiente para cairmos nas armadilhas de nosso inconsciente e nas sugestões de nossos irmãos espirituais mais desavisados, sobre esses nossos irmãos falaremos com mais detalhes no decorrer do trabalho.
            Assim se instala nosso vazio existencial, difícil de resolver com a psicologia, impossível de resolver sem a fé.
       Um dos problemas mais difíceis de se resolver na depressão é justamente uma das causas mais efetivas desta doença, sabemos que fomos criados para evoluir do átomo ao arcanjo, mas mesmo assim tendemos a mesmice, talvez pelo motivo de comodismo e medo citado no parágrafo anterior, fato é que nosso orgulho nos cega não nos permitindo perceber com clareza nossa pequenez diante de Deus e a grandeza da proposta de nossa existência. Somos impelidos, pela lei do progresso a crescer ininterruptamente no sentido moral, o que requer humildade, sendo orgulhoso tendendo a se sentir melhor do que os outros a humildade torna-se pratica difícil, o que provoca revolta e incompreensão levando a depressão, o orgulho leva muita gente a deixar de pensar na existência de um ser supremo, buscando de forma inconsciente não ter que admitir a existência de um ser mais elevado, derrubando assim a fé e a confiança em um futuro espiritual, além de todo este veneno que o orgulho dissemina em nossa mente acrescente aí o egoísmo, o desamor, a vaidade o ódio entre tantas outras coisas que corrói e deprime o ser humano.
            Abrirei aqui um pequeno paragrafo para citar o elevado número de mortes por suicídio que a depressão provoca, uma das principais razões para que isso ocorra é espiritual, em um quadro de depressão profunda fica fácil para o obsessor (espíritos perseguidores), convencer o doente de que o melhor caminho para se livrar do sofrimento é o suicídio e como agravante, mas não por acaso, isso ocorre justamente em um dos momentos mais críticos da doença que é quando a pessoa perde a esperança, por isso é tão importante a fé em Deus e em um futuro espiritual promissor.

           A Lei é Deus. Ele é a grande alma que está no centro do universo. Não centro espacial, mas centro de irradiação e de atração. Desse centro, Ele irradia e atrai, pois Ele é tudo: o princípio e suas manifestações. Eis como Ele pode — coisa inconcebível para vós — ser realmente onipresente. A vida é unida por irradiação e atração desde o átomo até o amor fraterno. (Pietro Ubaldi)